quinta-feira, 4 de junho de 2009

IFCH FECHADO PARA BALANÇO!


Desde ontem, 03/06, os estudantes do IFCH estão em greve. Numa assembléia com mais de 350 pessoas, decidimos parar nossas atividades cotidianas para lutarmos pela seguinte pauta de reivindicação:
- Pela contratação imediata de professores e funcionários por concurso público
- Não à Univesp
- Pela readmissão imediata do Brandão (diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP)
- Pelo fim da terceirização na universidade: incorporação imediata dos que trabalham e abertura de novos postos de trabalhopor concurso público
- Mais bolsas de pesquisa na graduação e na pós
- Pela abertura de cursos de História e Filosofia noturnos com a contratação de professores e funcionários adequada
- Todo apoio à greve dos trabalhadores da Unicamp e da USP.
A greve é um momento e um espaço privilegiado de formação política. Estamos organizando inúmeras atividades em nosso instituto de manhã até à noite.
PARTICIPEM!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CARTA ABERTA À COMUNIDADE DO IFCH

O Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) vem por meio desta esclarecer os acontecimentos decorridos da festa realizada no último dia 21 de maio (quinta-feira), nas dependências do IFCH, e apresentar nossas proposições políticas a esse respeito.
Gostaríamos de reiterar que entendemos que o espaço da Unicamp pode e deve ser ocupado, seja pela comunidade universitária, seja pela população que está fora do espaço acadêmico. A realização de festas no campus, de discussões políticas e de apresentações artísticas e culturais são maneiras de fazê-lo. Todos sabemos qual é a política da reitoria neste sentido: proibição de festas, conivência com a invasão da Polícia Federal na Muda, cerceamento da autonomia dos estudantes em ocupar o espaço de nossa universidade, orientando os vigilantes (terceirizados!) a coibir rodinhas no gramado ou exibições de filmes, a limitar a entrada de carros durante a noite. Entendemos que as festas, particularmente, são importantes para garantir a autonomia financeira do movimento estudantil e para arrecadar fundos para outros movimentos com os quais temos concordância política, tais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), auxiliando no financiamento de atividades importantes destes movimentos, como é o caso da alfabetização de jovens e adultos do acampamento Elizabeth Teixeira do MST em Limeira.
Tendo em vista a importância de ocuparmos os espaços públicos, como o universitário, reafirmamos que deve ser um compromisso daqueles que o fazem zelarem por estes espaços, garantindo a sua preservação. Não foi isso que aconteceu na última festa realizada no IFCH. O banheiro masculino recém-reformado do primeiro andar do Prédio da Graduação foi depredado com pichações nas paredes e arranhões no espelho. É lamentável que num espaço como a universidade pública, onde seria elaborado o pensamento crítico e responsável, ocorram fatos como este. Nós, do CACH, repudiamos veementemente este ato de vandalismo. É preciso que todos nós nos comprometamos com o cuidado do patrimônio público, contudo utilizamos enquanto o espaço de nosso instituto enquanto Centro Acadêmico e enquanto Centro Acadêmico nos responsabilizamos por ele. Neste sentido, organizaremos, na manhã da próxima terça-feira, 02/06, dia de paralisação no IFCH, um mutirão para remover as pichações. Convidamos a tod@s para nos ajudar na limpeza.

Gestão Oboré
2008/2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ATENÇÃO: Quinta-feira (28) começa a GREVE dos trabalhadores na Unicamp

Na manhã de quarta-feira (27) cerca de 200 trabalhadores se reuniram numa assembleia bastante polarizada que discutia o indicativo de greve apontado pelo Fórum das Seis.
Debateu-se duas propostas: a primeira de inicio de greve na quinta-feira (28) e, outra, de paralisação na quinta e realização de nova assembleia na sexta-feira (29) para analisar os resultados da reunião com o reitor que acontece na quinta-feira (28) às 16h30 e possível deliberação para greve. A assembleia, por maioria, decidiu pelo inicio da greve na quinta-feira (28 de maio). O calendário de manifestações está mantido: com manifestações em frente a reitoria durante todo o dia de quinta-feira (28) e nova assembleia na sexta-feira (29).

A decisão da assembelia por GREVE se deu por conta da insatisfação dos trabalhadores na negociação de isonomia com a USP no auxilio alimentação - esse ponto foi apontado como principal da negociação da pauta especifica.

Pauta Específica: A pauta específica da Unicamp trata das questões relativas aos programas educativos e da negociação da jornada da saúde e outros pontos da nossa Paula Específica ligados à Carreira e Recursos Humanos. A assemblelia começa quinta-feira (28) com manifestação em frente a reitoria o dia todo.

Assembléia do IFCH 26/05

Nesta última segunda-feira, mais um ato unificado das universidades estaduais paulistas aconteceu na Usp, quando estava marcada a segunda rodada de negociação do Cruesp com o Fórum das Seis. Da mesma forma que na semana passada, o Conselho de Reitores manteve sua intransigência em não permitir que Claudionor Brandão, dirigente do Sintusp demitido, participasse da negociação. Além disso, também quis reduzir o número de representantes dos DCEs, numa clara afronta aos trabalhadores e aos estudantes que tem o seu direito legitimo de serem representados pelos representantes que elegeram.
Diante do impasse, o ato passou a fazer uma pressão política, com palavras de ordem e batuques, para a entrada de nossos representantes. A negativa do CRUESP acabou acirrando os ânimos de um grupo de estudantes que acabaram por romper a porta da reitoria e ocupar o prédio.
Como já estava marcada de antemão uma plenária estudantil das estaduais paulistas, os estudantes optaram por realizar a plenária na porta da reitoria a fim de manter a ocupação até que se decidisse sobre a mesma. Definiu-se, por fim, que os estudantes acatariam a posição dos trabalhadores da Usp que, embora considerassem a ocupação legítima, nos recomendavam a desocupação. A plenária discutiu também a mobilização nas universidades e, entre outras questões, aprovou a construção de um comando de mobilização estadual composto por estudantes delegados nas assembléias de base, com o intuito de aprofundar a articulação estadual.
Ontem, realizamos uma assembléia dos estudantes do IFCH com a finalidade de discutir a mobilização estadual, como já estamos fazendo há quinze dias. Com um número bastante grande de estudantes (cerca de 250 no auge), deliberamos as seguintes questões:

-A próxima assembléia, com a pauta da mobilização estadual, será no dia 02/06, às 18h, para contemplar os estudantes do noturno.
-Paralisação estudantil com atividades (que seguem abaixo), na terça-feira, 02/06.
-Todo apoio ao indicativo de greve dos trabalhadores da Unicamp
-Indicativo de greve estudantil para terça-feira, a ser avaliado na assembléia do dia 02/06, com a seguinte pauta: pela contratação imediata de professores e funcionários via concurso público; contra a Univesp, pela readmissão de Brandão, contra a terceirização

Desse modo, vemos que o IFCH deu um importante passo na mobilização estadual, assim como os estudantes da Unesp de Marília, que tiraram hoje a greve estudantil a partir de amanhã. Nesse sentido, é muito importante que todos os estudantes participem das discussões e atividades que estamos impulsionando e que estejam interados nos desdobramentos da mobilização no IFCH e da Unicamp.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ensino à distância, a panacéia da educação brasileira

Temos assistido a diversos movimentos do governos federais, estaduais e das reitorias das universidades públicas brasileiras, na direção de ampliar as plataformas de ensino à distância no conjunto do sistema de ensino brasileiro. As medidas tomadas, como sempre, pouco refletem uma verdadeira discussão da comunidade universitária – docentes, funcionários e estudantes. Os maiores interessados pouco são consultados.
O ensino à distância, que para nós, das estaduais paulistas, se materializa no Projeto da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), vem no sentido de substituir o ensino presencial e precarizar ainda mais a carreira docente. O intuito é claro se olharmos, por exemplo, para o curso inicial da Univesp, que visa formar, no curso de pedagogia, 5000 professores não-licenciados que atuam no ensino infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. O curso será de 3 anos e cada turma de 50 alunos deverá ter como responsáveis 1 orientador e 2 tutores, que servirão como apêndices das ferramentas de ensino à distância - utilização de softwares e programas transmitidos em parceria com a TV Cultura.
Ao contrário do ensino à distância dos países desenvolvidos, reivindicado pelos defensores da introdução desse tipo de ensino no Brasil, que serve como mais uma ferramenta a ser utilizada no processo de aprendizagem, aqui o ensino à distância vem para substituir a “mão-de-obra custosa” dos docentes nas Universidades, ao mesmo tempo em que faz com que “pacotes” de ensino sejam apresentados e repetidos sem grandes gastos. Ele significa a junção do útil ao agradável – redução de custos e maior controle sobre o que é ensinado. A garantia do “aprendizado” deve ser controlada pelo Estado através de avaliações como o ENADE e outras que surgirão. O Estado deixa de ser o provedor e passa a ser o fiscalizador do Ensino. A figura do docente passa a ser a figura do monitor, ou do tutor, e o processo de ensino-aprendizagem se torna manco, passa a ser basicamente um processo de aprendizagem fiscalizada.
Esses pontos destacados vêm na contramão de todo o discurso que vem sendo repetido pelos governos e reitorias. A expansão de vagas da universidade pública, gratuita e de qualidade não passa de demagogia. É necessário que tenhamos clareza e consigamos demonstrar para a população que a expansão tão falada não é da universidade pública, gratuita e de qualidade, mas da universidade telecurso.
Se não nos debruçarmos firmemente em cima do significado a longo prazo do ensino à distãncia e se não formos capazes de responder com um projeto alternativo de expansão de vagas e de universidade pública, a universidade que conhecemos e que gostaríamos que fosse acessível a todos os brasileiros está fadada a desaparecer.

CONVIDAMOS A TODOS OS ESTUDANTES E ENTIDADES ESTUDANTIS A PARTICIPAREM DA PRÓXIMA REUNIÃO DO COLETIVO UNIVESP, NO DIA 27/05, ÀS 12H, na FE!

BOLETIM DO CACH

DECISÕES DA ASSEMBLÉIA REALIZADA DIA 12/05


Como vem se mostrando, o projeto Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), implantado via Secretaria do Ensino Superior, se levanta às universidades paulistas como mais uma ação de ampliação do ensino público, porém, de uma forma completamente precarizada.
O projeto do governo tucano, semelhante a UAB (Universidade Aberta do Brasil) de Lula, promove a criação de cerca de 60.000 vagas até 2010 para formação de professores do ensino básico e médio, a distância. Contrariando o discurso do governo de democratização do ensino, esse projeto só aumenta o abismo social na população, pois forma estudantes apenas através de aulas pela TV Cultura e atividades de avaliação que serão presenciais nos pólos de ensino sediados nas universidades paulistas. O uso da tecnologia, neste caso, não vem como auxiliar no processo de aprendizagem, mas sim como instrumento para precarizar o próprio trabalho docente, e substituir o ensino presencial pelo ensino a distância.
Junto a isso, na UNICAMP, USP e UNESP já aparecem cursos de especiaização e até há projeto de cursos de graduação a distância. Aqui existe em andamento nas Congregações o debate sobre instalar o curso “Pedagogia Inovadora” no IEL e “Gestão em Saúde Pública” na FCM. O IFCH não está fora disso, pois os principais projetos de cursos são nas disciplinas de sociologia e história, o que já vem sendo implantado a passos largos na UNESP.
Dando respostas ao projeto, os funcionários grevistas da USP já encamparam na suas pautas de reivindicações, a anulação desse projeto; as Unesps realizarão a CEEUF (Conselho de Entidades Estudantis das Unesps e das Fatecs) como forma de ampliar e aprofundar esse debate. Na USP, os estudantes realizaram várias assembléias lotadas e estão ocupados na sede do DCE que havia sido fechada pela reitoria.
Diante disso, 12 de maio foi realizada a primeira assembléia geral do IFCH, com o objetivo de apresentar alguma reação à tais acontecimentos. Entendemos também a importância, do aprofundamento e ampliação desse debate, da articulação entre as estaduais, como também da necessidade de responder a esse projeto com um novo modelo de universidade.
Sendo assim, os estudantes deliberaram os seguintes encaminhamentos:
A participação no Encontro Estadual dos Estudantes que irá ocorrer nos dias 22, 23 e 24, visando discutir não só os problemas da educação brasileira como também propor um novo modelo de universidade.
Em conjunto com os estudantes, funcionários e professores das 3 universidades, os alunos decidiram a paralisação das aulas dia 18 de maio com participação no ato que será realizado na USP. Iremos até lá nos soar ao ato que ocorerrá durante a reunião do CRUESP (reunião que junta os reitores das três universidades)
Convidamos também todos os estudantes do IFCH a participarem da assembléia a ser realizada do dia 19 de maio (terça-feira), nas escadarias das Publicações, com o objetivo de debater a construção de uma pauta específica do nosso instituto.

ASSEMBLÉIA CONJUNTA DO IFCH:

19 de maio, às 12h, nas escadas das Publicações

PAUTA: Construção de uma pauta específica do IFCH
Processo de mobilização contra a UNIVESP

Moção de apoio àgreve dos trabalhadores da USP

Nós, do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp, vimos por meio desta moção manifestar nosso profundo apoio à greve dos trabalhadores da USP. Acreditamos que a iniciativa de vocês contribui como um importante ponto de inflexão na mobilização das estaduais paulistas contra os ataques de José Serra.
No que nos concerne, faremos todo o possível no sentido de construir desde o IFCH uma ampla mobilização que se ligue aos combativos trabalhadores da USP e que rume, de fato, a uma forte greve conjunta das estaduais paulistas.
Desejamos toda força para essa importante greve, na expectativa de que em breve nos somemos!

Todo apoio à greve!
Contra os ataques de José Serra!
Pela readmissão do Brandão!


Saudações de luta
Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp (CACH)
Gestão Oboré