terça-feira, 28 de setembro de 2010

Chamado do CACH por uma campanha contra a terceirização

galogaules.jpgHá pouco recebemos a noticia de que um trabalhador terceirizado, da empresa de segurança que presta serviço a UNICAMP, morreu de infarto durante o trabalho após um assalto a mão armada dentro do campus. Outro caso do mesmo caráter foi o de um trabalhador que ficou cego durante o trabalho. Estes são apenas exemplos dos resultados das péssimas condições as quais são submetidos estes trabalhadores. Além dos acidentes de trabalho, problemas de saúde, salários de fome, contratos precários, alta rotatividade dos postos, assédios morais e sindicatos totalmente atrelados aos patrões, estes trabalhadores tem uma enorme dificuldade de se organizarem e lutarem por seus direitos e contra aqueles que os exploram, devido ao fato de serem rapidamente demitidos e substituídos e por estarem separados entre os locais que contrataram os serviços da empresa a qual trabalham. Neste sentido claro podemos dizer abertamente que a terceirização escraviza, humilha e divide!

Outra faceta da terceirização em nossa universidade são as empreiteiras (ir)responsáveis pelas construções dos prédios do campus. Sendo o lucro o único objetivo, e abençoadas pela não vinculação com a universidade, estas empresas fazem o que bem entendem com o dinheiro publico, sem responsabilidade alguma com nosso patrimônio. Exemplos não faltam. Ano passado a biblioteca do IFCH, há anos em reforma, inundou. No inicio deste ano a mesma empresa responsável pela reforma faliu, deixando os trabalhadores sem salários. O AEL, principal acervo da classe operaria da America Latina, teve seus materiais danificados, também fruto da displicência da empresa responsável pela construção do novo prédio. Mais exemplos? Basta ver os elefantes brancos espalhados por toda UNICAMP.

Frente a esta situação, o fato de termos começado este semestre com uma paralisação dos vigias terceirizados e uma assembléia geral dos estudantes, na qual se discutiu e deliberou medidas sobre este tema, e a data já marcada para construção do novo bandejão, onde muito provavelmente também terá funcionários terceirizados, nos mostra que há sim possibilidades de desenvolver lutas contra a terceirização dentro da Unicamp. Assim, é necessário voltarmos a nos armar e nos prepararmos para a luta. Neste sentido chamamos os trabalhadores, que travaram uma importante greve no primeiro semestre onde a questão da terceirização foi levantada, e os estudantes a construírem uma forte campanha contra a terceirização. Não podemos mais tolerar tamanha espoliação diante de nossos olhos!



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