Os processos que vemos ocorrer em países europeus, como por exemplo na Espanha e França, onde se busca que o lado mais fraco pague a conta da crise ecônomica e onde a xenofobia é incentivada com leis restritivas e opressoras de imigração não podem ser reproduzidos nem lá, nem em nosso país nem em nossa universidade.
Não aceitaremos qualquer tipo de discriminação entre a comunidade acadêmica de nossa universidade independente de ser decorrência das diferenças de sexo, raça, classe ou nacionalidade.
O fato da política de permanência estudantil estar cada vez mais débil em nossa universidade, como por exemplo com a expansão das vagas em mais de 10.000 estudantes de 1998 para cá e praticamente nenhum aumento real no orçamento público, não pode significar a penalização daqueles que ajudam a construir essa universidade, trazendo uma grande riqueza cultural e produção de conhecimento para o Brasil e o mundo. Nossa universidade ainda se mantém elitista e vemos estes tipos de medidas excludentes como forma de torná-la ainda mais, visto que sem bolsas de auxílio apenas os estudantes com renda elevada poderão ingressar nela.
Estamos esperando melhores esclarecimentos do SAE e Reitoria acerca desse processo de limitação de bolsas para estudantes africanos, pois não encontramos nada oficial a respeito.
Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
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