<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763</id><updated>2011-08-03T16:01:00.031-07:00</updated><title type='text'>CACH - Unicamp</title><subtitle type='html'>Blog do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1410403254984787065</id><published>2010-10-21T17:17:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T17:18:01.089-07:00</updated><title type='text'>Carta aberta à Comunidade de Barão Geraldo e Campinas</title><content type='html'>Hoje, dia 21 de outubro, quinta-feira, nós estudantes da Unicamp, fomos pegos de surpresa com a presença de três viaturas da polícia militar em nosso campus, cumprindo uma ordem judicial proferida pelo Ministério Público, por pressão da AMOC, a fim de impossibilitar a realização de uma atividade social dos estudantes da Unicamp e da comunidade de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato é mais uma medida da política de repressão que não somente nós, mas todos os movimentos sociais e políticos vêm sofrendo ultimamente. A entrada da Polícia Militar no campus e na Moradia Estudantil faz lembrar tempos sombrios de nossa história, e não pode ser naturalizada. Ela é um ataque a dita “autonomia universitária”, interferindo no cotidiano da comunidade acadêmica. Nós entendemos que o espaço público deve estar à disposição irrestrita da população que a financia. Nesse sentido, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nunca aceitaremos&lt;/span&gt; passivamente a entrada da polícia no campus e na Moradia Estudantil, bem como as negociatas da reitoria, AMOC, Ministério Público e polícia, para ditar de maneira truculenta como nos comportamos e relacionamos dentro da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estudantes defenderemos sempre uma universidade democrática, em que seus espaços estejam sempre à disposição da população de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assembléia Extraordinária dos Estudantes da Unicamp realizada após os acontecimentos do dia 21/10.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1410403254984787065?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1410403254984787065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/10/carta-aberta-comunidade-de-barao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1410403254984787065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1410403254984787065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/10/carta-aberta-comunidade-de-barao.html' title='Carta aberta à Comunidade de Barão Geraldo e Campinas'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-7749433892528665826</id><published>2010-09-28T18:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T19:00:28.672-07:00</updated><title type='text'>Nota do CACH acerca da limitação de bolsas a estudantes africanos</title><content type='html'>Os processos que vemos ocorrer em países europeus, como por exemplo na Espanha e França, onde se busca que o lado mais fraco pague a conta da crise ecônomica e onde a xenofobia é incentivada com leis restritivas e opressoras de imigração não podem ser reproduzidos nem lá, nem em nosso país nem em nossa universidade.&lt;br /&gt;Não aceitaremos qualquer tipo de discriminação entre a comunidade acadêmica de nossa universidade independente de ser decorrência das diferenças de sexo, raça, classe ou nacionalidade.&lt;br /&gt;O fato da política de permanência estudantil estar cada vez mais débil em nossa universidade, como por exemplo com a expansão das vagas em mais de 10.000 estudantes de 1998 para cá e praticamente nenhum aumento real no orçamento público, não pode significar a penalização daqueles que ajudam a construir essa universidade, trazendo uma grande riqueza cultural e produção de conhecimento para o Brasil e o mundo. Nossa universidade ainda se mantém elitista e vemos estes tipos de medidas excludentes como forma de torná-la ainda mais, visto que sem bolsas de auxílio apenas os estudantes com renda elevada poderão ingressar nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos esperando melhores esclarecimentos do SAE e Reitoria acerca desse processo de limitação de bolsas para estudantes africanos, pois não encontramos nada oficial a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-7749433892528665826?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/7749433892528665826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/nota-do-cach-acerca-da-limitacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7749433892528665826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7749433892528665826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/nota-do-cach-acerca-da-limitacao-de.html' title='Nota do CACH acerca da limitação de bolsas a estudantes africanos'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-3233618875552322187</id><published>2010-09-28T18:43:00.001-07:00</published><updated>2010-09-28T18:43:23.320-07:00</updated><title type='text'>Cédula de consulta estudantil</title><content type='html'>Consulta a respeito da UNIVESP e contratação de professores e funcionários. &lt;br /&gt;A partir das questões apresentadas no boletim do CACH-ANEL sobre as discussões feitas em nosso instituto e nos fóruns da entidade, principalmente no que concerne à UNIVESP, no caso das estaduais paulistas, e a contratação de professores e funcionários no IFCH, propomos as seguintes questões a fim de estimular esses debates, dar oportunidade para que outras opiniões apareçam, consolidar uma posição dos estudantes do IFCH a respeito desses temas e que possa se traduzir em medidas que avancem na democratização com qualidade do ensino, além de facilitarem essa discussão em outros institutos, universidades e escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões que propomos são:&lt;br /&gt;1) Você concorda com a implementação do ensino à distância nos moldes da UNIVESP nas universidades estaduais paulistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Você considera necessária a contratação imediata de professores e funcionários para que seja possível garantir a qualidade do ensino?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-3233618875552322187?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/3233618875552322187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/cedula-de-consulta-estudantil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3233618875552322187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3233618875552322187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/cedula-de-consulta-estudantil.html' title='Cédula de consulta estudantil'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4358587830980408277</id><published>2010-09-28T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T18:28:58.641-07:00</updated><title type='text'>Boletim do CACH - Bloco ANEL</title><content type='html'>CONSULTA AOS ESTUDANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CACH tem participado dos espaços da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre) por reconhecer a necessidade de organizar o movimento estudantil em uma entidade nacional combativa, uma vez que o atrelamento da UNE ao governo e sua burocratização a impede de cumprir esse papel. A partir do segundo semestre de 2010 a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre está impulsionando uma Campanha pela Qualidade do Ensino em todo país. &lt;br /&gt;Há uma década os ataques a educação brasileira vem se dando de maneira a definir o papel do Brasil no contexto internacional, de produtor de tecnologia com mão de obra barata às custas da qualidade da nossa educação. A Reforma Universitária do governo Lula, bem como as medidas implementadas pelo PSDB na educação pública do estado de São Paulo, estão de acordo com essa lógica – cujas diretrizes obedecem a todo um planejamento do FMI (a exemplo do Plano Bolonha, iniciado pelos países europeus desde 1999) principalmente para os países “subdesenvolvidos” ou “em desenvolvimento”. &lt;br /&gt;Essas medidas são aplicadas de diferentes formas, por vezes paulatinamente, mas sempre de maneira muito eficiente. De acordo com as particularidades de cada região e de cada instituição de ensino, a ANEL busca articular as lutas frente ao mesmo projeto de educação que está colocado. Nesse sentido impulsionamos a Campanha com os eixos mais sentidos cotidianamente aqui na UNICAMP e no IFCH, e sobre os quais o movimento estudantil desenvolveu um acúmulo - elaborações feitas a partir de experiências de luta e mobilização -, e que é importantíssimo que compartilhemos e não esqueçamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado travamos uma greve cujo principal eixo foi a UNIVESP, um plano de educação à distância (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que, através da justificativa de democratizar o acesso ao ensino superior, propõe uma expansão sem investimentos adequados, sem o aumento da infraestrutura e do quadro de professores e funcionários, e na realidade, simplesmente fabricando diplomas e mantendo esses estudantes fisicamente fora das universidades. Esse projeto tem por fim “qualificar” mão-de-obra às custas da qualidade do ensino, e seu primeiro “público-alvo” são justamente os profissionais da educação básica, fundamental e média. A UNIVESP está atrelada à estrutura das universidades estaduais paulistas, e ainda não chegou à Unicamp, mas o vestibular para o curso à distância de Pedagogia em convênio com a Unesp já está aberto, e outros estão vindo por aí.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Movimento Estudantil, a questão da democratização do acesso não deve ser discutida separadamente da necessidade do aumento dos investimentos na educação, da contratação de professores e funcionários, e de uma discussão sobre o papel social da universidade pública, que além de produzir conhecimento com a perspectiva de favorecer o lucro de determinados setores, faz questão de manter do lado de fora mais de 90% dos jovens em “idade universitária” (19-25 anos). Para eles, sobram as universidades privadas, as escolas técnicas, e programas cada vez mais voltados exclusivamente para o mercado, como o da UNIVESP. Ou ainda, partir direto para esse mercado sem qualquer qualificação... &lt;br /&gt;A precarização do ensino está ligada à precarização do trabalho também dentro da universidade. A expansão da terceirização no quadro de funcionários da universidade visa baratear a contratação de profissionais às custas dos direitos dos mesmos, sujeitando-os a condições humilhantes de trabalho para manter a universidade funcionando com investimentos cada vez menores. Esses trabalhadores terceirizados são justamente uma parcela da população que jamais terá acesso à universidade enquanto ela permanecer com as características antidemocráticas cada dia mais nítidas que tem hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa elaboração pensamos numa consulta pública que permita estimular esses debates, dar oportunidade para que outras opiniões apareçam, consolidar uma posição dos estudantes do IFCH a respeito desses temas e que possa se traduzir em medidas que avancem na democratização com qualidade do ensino, além de facilitarem essa discussão em outros institutos, universidades e escolas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4358587830980408277?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4358587830980408277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/boletim-do-cach-bloco-anel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4358587830980408277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4358587830980408277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/boletim-do-cach-bloco-anel.html' title='Boletim do CACH - Bloco ANEL'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1481748977979241608</id><published>2010-09-28T18:01:00.001-07:00</published><updated>2010-09-28T18:10:00.823-07:00</updated><title type='text'>Chamado do CACH por uma campanha contra a terceirização</title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; &lt;style&gt; v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt; 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&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; Quando a gente tá no Ensino Médio, começa a se perguntar sobre o que fazer quando se formar, que carreira profissional seguir, o que estudar, onde estudar. Uma pressão maior começa a surgir, afinal, a partir do momento em que se formar, você vai precisar arrumar um emprego ou começar a pensar em uma faculdade, nos vestibulares ou em ambas as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; Mas você já se perguntou o porquê de tanta gente sonhar com a universidade e muitos não entrarem? Tem gente que fala que é por não ter estudado o bastante, tem gente que fala que é porque a universidade não é para todos e alguns babacas ainda dizem que a mão de obra não qualificada é necessária para a manutenção da “economia” do país. E você, pensa o que? O que acha do vestibular? O que acha da universidade? E do ensino no país?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; Você sabia que a maior parte dos estudantes que se formam no Ensino Médio todos os anos nem pensam em entrar em uma Universidade Pública? E, dos que tentam, é uma minoria quem realmente entra... Para a grande maioria – “o resto” – a alternativa é desistir ou torcer por uma vaga no ProUni. O que não aparece nas propagandas bonitas (e caras) do governo na TV é que com a grana que paga cada vaga em universidade particular pelo ProUni daria pra criar DUAS vagas com qualidade superior numa pública. E você acha que é mais fácil conseguir um salário decente com um diploma da UniBAN ou com um da Unicamp? Aliás, do jeito que a coisa tá, diploma nenhum é garantia de emprego...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso, certo? Afinal, você não tem culpa do Ensino Público no país ser horrível! Tem mais é que aproveitar a chance que teve de estudar pra tentar entrar em uma boa Universidade. Certo? ERRADO PRA CARALHO!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; A Universidade Pública NÃO FAZ QUESTÃO DE VOCE! Pra começar, ela não quer os alunos que saem de escolas públicas. Quase todos eles terão que passar a vida sem conseguir estudar após se formar, se sujeitando a empregos com salários baixos e com pouca garantia, pra no final ouvirem do resto das pessoas que “a oportunidade existe, só não aproveita quem não quer!”. A maior chance que eles terão de estar na Universidade será como trabalhadores precarizados contratados por empresas terceirizadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt;A Universidade também NÃO QUER aqueles que conseguiram estudar durante o Ensino Fundamental e Médio graças à família que sofreu pra pagar uma escola particular. A não ser que seus pais possam bancá-los por mais vários anos, muitos desses estudantes não terão condições para se manterem enquanto estudam, porque a quantidade de bolsas oferecidas está longe de ser suficiente. Terão que dar um duro do caralho pra conseguir terminar seus cursos enquanto trabalham, se for possível encaixar os horários e conseguir um emprego!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; E o mais duro é que a Universidade Pública QUER MANTER BEM LONGE quem presta atenção nisso tudo e tenta dar algum tipo de retorno à sociedade! Os projetos de extensão (que deveriam cumprir exatamente essa função) quase não existem, e boa parte dos que existem partem de iniciativa dos próprios estudantes, sem apoio da universidade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; A universidade quer alunos sem qualquer tipo de consciência, que entram aqui apenas para sugar tudo o que o Estado tem a oferecer, para poder ganhar dinheiro quando saírem – ou até mesmo antes, afinal, boa parte das empresas já parasita aqui dentro, usando tecnologia e estrutura pública para “caçar” mão de obra qualificada e achar maneiras de lucrar cada vez mais. Esse lucro fica na mão de meia dúzia de empresários, e não volta de jeito nenhum para a população.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt; É essa a Universidade em que você tanto sonha entrar? Se não for, então comece a refletir sobre como tentar mudar essa situação. A sala de aula, por exemplo, não precisa ser só um espaço pra aprender o “modo de produção asiático”, a “fómula de Baskhara” e o “complexo de Golgi”. O que significa o vestibular, qual é a situação da universidade pública, quem é que está fora dela e os motivos disso são coisas que apostila nenhuma fala. Mas são fundamentais pra vida real. Inclusive pra sua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span&gt;Existem ainda outros espaços pra isso – e deveriam existir muitos mais. Sua escola tem um grêmio? Rola de falar sobre isso lá? Se não, imagine agora a falta que isso pode estar te fazendo... E dentro da universidade ainda tem gente revoltada com essa situação, tentando fazer algumas coisas já, e dispostas a fazer muito pra que ela esteja ABERTA PARA TODOS, TODOS OS DIAS! Queremos saber o que você acha sobre tudo isso...  venha trocar uma idéia com a galera daqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify; text-indent: 92.15pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1481748977979241608?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1481748977979241608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/chamado-do-cach-por-uma-campanha-contra_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1481748977979241608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1481748977979241608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/chamado-do-cach-por-uma-campanha-contra_28.html' title='Chamado do CACH por uma campanha contra a terceirização'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-8199280283219384622</id><published>2010-09-28T18:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T18:04:28.241-07:00</updated><title type='text'>Chamado do CACH por uma campanha contra a terceirização</title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; &lt;style&gt; v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1027"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/LOCALS%7E1/Temp/msohtml1/02/clip_image002.gif" alt="galogaules.jpg" vspace="1" width="130" align="left" height="115" hspace="12" /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;" lang="PT-BR"&gt;Há pouco recebemos a noticia de que um trabalhador terceirizado, da empresa de segurança que presta serviço a UNICAMP, morreu de infarto durante o trabalho após um assalto a mão armada dentro do campus. Outro caso do mesmo caráter foi o de um trabalhador que ficou cego durante o trabalho. Estes são apenas exemplos dos resultados das péssimas condições as quais são submetidos estes trabalhadores. Além dos acidentes de trabalho, problemas de saúde, salários de fome, contratos precários, alta rotatividade dos postos, assédios morais e sindicatos totalmente atrelados aos patrões, estes trabalhadores tem uma enorme dificuldade de se organizarem e lutarem por seus direitos e contra aqueles que os exploram, devido ao fato de serem rapidamente demitidos e substituídos e por estarem separados entre os locais que contrataram os serviços da empresa a qual trabalham. Neste sentido claro podemos dizer abertamente que &lt;b&gt;a terceirização escraviza, humilha e divide&lt;/b&gt;! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify; text-indent: 92.15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;" lang="PT-BR"&gt;Outra faceta da terceirização em nossa universidade são as empreiteiras (ir)responsáveis pelas construções dos prédios do campus. Sendo o &lt;b&gt;lucro o único objetivo&lt;/b&gt;, e abençoadas pela não vinculação com a universidade, estas empresas fazem o que bem entendem com o dinheiro publico, &lt;b&gt;sem responsabilidade alguma com nosso patrimônio&lt;/b&gt;. Exemplos não faltam. Ano passado a biblioteca do IFCH, há anos em reforma, inundou. No inicio deste ano a mesma empresa responsável pela reforma faliu, deixando os trabalhadores sem salários. O AEL, principal acervo da classe operaria da America Latina, teve seus materiais danificados, também fruto da displicência da empresa responsável pela construção do novo prédio. Mais exemplos? Basta ver os elefantes brancos espalhados por toda UNICAMP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify; text-indent: 92.15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;" lang="PT-BR"&gt;Frente a esta situação, o fato de termos começado este semestre com uma paralisação dos vigias terceirizados e uma assembléia geral dos estudantes,&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;na qual se discutiu e deliberou medidas sobre este tema&lt;span style="color: black;"&gt;, e a data já marcada para construção do novo bandejão, onde muito provavelmente também terá funcionários terceirizados, nos mostra que &lt;b style=""&gt;há sim&lt;/b&gt; &lt;b&gt;possibilidades de desenvolver lutas contra a terceirização&lt;/b&gt; dentro da Unicamp. &lt;/span&gt;Assim, é necessário voltarmos a nos armar e nos prepararmos para a luta. Neste sentido chamamos os trabalhadores, que travaram uma importante greve no primeiro semestre onde a questão da terceirização foi levantada, e os estudantes a construírem uma forte campanha contra a terceirização. &lt;b&gt;Não podemos mais tolerar tamanha espoliação diante de nossos olhos!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify; text-indent: 92.15pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxmsonormal" style="margin: 0cm -28.4pt 0.0001pt -1cm; text-align: justify; text-indent: 92.15pt;"&gt;&lt;!--[if !mso]&gt; &lt;style&gt; v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1027"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-8199280283219384622?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/8199280283219384622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/chamado-do-cach-por-uma-campanha-contra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8199280283219384622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8199280283219384622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/09/chamado-do-cach-por-uma-campanha-contra.html' title='Chamado do CACH por uma campanha contra a terceirização'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-2792772826326523974</id><published>2010-08-05T17:38:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T17:40:24.356-07:00</updated><title type='text'>Em defesa da companheira Patrícia, do Sintusp, trabalhadora da FFLCH. Revogação imediata do processo administrativo que a suspende!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp vem por meio desta moção manifestar o seu repúdio à suspensão de 30 dias da companheira Patrícia, trabalhadora da USP e participante ativa da greve dos trabalhadores das universidades estaduais paulistas deste ano; empreendida através de um processo administrativo realizado pela reitoria desta mesma instituição.&lt;br /&gt;A ação, que possui o claro intuito de punir e perseguir politicamente a companheira pela participação mencionada, compõe o vasto quadro de coerções ao conjunto dos trabalhadores destas universidades, as quais tiveram como coroamento a quebra da isonomia salarial com os docentes e o cerceamento do direito de greve, que já se expressou no corte de pontos, que puderam ser revertidos graças à importante resistência dos trabalhadores, e agora passa a tomar contornos mais diretamente políticos, como a repressão à Patrícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o contexto de endurecimento da reitoria e da restrição destas liberdades democráticas, nos posicionamos pela revogação das suspensões e contra qualquer tipo de punição aos trabalhadores grevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as punições aos que lutam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo direito de greve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela liberdade de organização sindical! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-2792772826326523974?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/2792772826326523974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/08/em-defesa-da-companheira-patricia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2792772826326523974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2792772826326523974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/08/em-defesa-da-companheira-patricia-do.html' title='Em defesa da companheira Patrícia, do Sintusp, trabalhadora da FFLCH. Revogação imediata do processo administrativo que a suspende!'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-7739112545454719364</id><published>2010-08-05T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T17:34:53.268-07:00</updated><title type='text'>Repúdio veemente ao assassinato de Camille em Campinas!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste ultimo sábado, dia 24 de julho, Camille, uma ativista do movimento LGBTT de Campinas, foi encontrada pela polícia de calcinha com o corpo desfigurado de agressões à paulada, quando estava sendo jogada por um homem em uma valeta próxima da linha do trem de Campinas. Ela foi levada como indigente ao Hospital Municipal Mário Gatti, onde entrou em processo de morte cerebral e acabou falecendo na terça-feira (27/07).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esse ato de tremenda brutalidade não foi uma ação isolada, é sim o reflexo de uma estrutura social e de produção que se alicerça nas celulas familiares patriarcais, na qual a mulher é oprimida e explorada sendo relegada ao embrutecimento nas tarefas domesticas, tão necessárias à reprodução da força de trabalho, e onde a homossexualidade é uma afronta aos padrões de sexualidade da estrutura familiar. Assim, o Estado, ao defender os interesses da classe dominante, legitima essa opressão, negando a população os direitos democráticos mais elementares, como a legalidade do aborto, não permitindo à mulher decidir sobre seu próprio corpo e o casamento entre homossexuais. Também, se aliando a Igreja, como no caso do acordo Brasil-Vaticano, na qual é conivente com a morte de milhares de mulheres por abortos clandestinos e condenando os homossexuais, privando-os de exercerem a sua sexualidade livremente. Também essa estrutura machista, racista e homofóbica se reflete nas universidades, com os regulares estupros às estudantes, os trotes violentos, a falta de moradia e creches para as mães, estudantes e trabalhadoras, entre vários outros exemplos que poderíamos citar de opressão que ocorrem nas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tanto, o Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH), vem por meio dessa moção manifestar seu total repudio a todas as formas de opressão, se incorporando ao ato que acontecerá dia 07 de agosto em Campinas, em protesto ao assassinato de Camille e aos recorrentes casos de violência que ocorrem na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela punição dos agressores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a perseguição da Igreja aos homossexuais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela livre expressão da sexualidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigimos igualdade de direitos democráticos para os LGBTT!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-7739112545454719364?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/7739112545454719364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/08/repudio-veemente-ao-assassinato-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7739112545454719364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7739112545454719364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/08/repudio-veemente-ao-assassinato-de.html' title='Repúdio veemente ao assassinato de Camille em Campinas!!!'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-3698982873190770124</id><published>2010-06-14T21:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T21:20:32.096-07:00</updated><title type='text'>Na FFC/Unesp - Marília: polícia entra no campus para prvocar estudantes da Ocupação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Carta do Comando e Ocupação em Marília informando a entrada da policia no campus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última quinta-feira o Comando de Ocupação do Prédio da Direção da FFC-UNESP/Marí lia empreendeu uma reunião de negociação com a Diretora da FFC, Mariângela S. L. Fujita, e com toda a burocracia acadêmica (professoras/ es e diretores administrativos e chefes de seção) da qual ela faz parte. Nesta reunião, as/os estudantes conquistaram parte do que reivindicavam: a abertura imediata do RU à noite, com trabalhadoras/ es concursadas/ os. Quer dizer, barramos a terceirização. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À noite, em Assembléia Geral, a proposta foi aprovada por consenso. Contudo, saliente-se, deliberamos por permanecer ocupadas/os por três motivos fundamentais: primeiro, nossas demandas não se reduzem à não terceirização do Restaurante Universitário, pois vão no sentido de lutar contra um projeto privatista dos governos, seja federal ou estadual e, mesmo, contra as orientações do Banco Mundial e do FMI. Segundo, exigimos uma reunião de negociação com o Reitor da UNESP, Herman C. J. Voorwald bem como uma Congregação aberta que delibere nossa pauta de reivindicações. Terceiro: havíamos convocado um Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC para Marília, juntamente com o convite as entidades de trabalhadoras/ es e estudantes da UNESP, USP e UNICAMP. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira pela manhã a Direção recuou e retirou a proposta. Diante disto, e sabendo tanto da política dos Governos e das Reitorias em dialogar por meio dos cacetetes; o Comando de ocupação optou pelo imediato levantamento de barricadas, deixando claro que lutaríamos com nosso sangue se preciso contra a terceirização e privatização da universidade. Fomos criticadas/os pelas/os ilustres professoras/ es estalinistas. Fomos criticados pela burocracia do SINTUNESP. Fomos criticadas/os pelas/os estudantes de direita sob a pecha de insanidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora diante das barricadas a Direção tenha colocado, por meio de uma comissão de negociação de professoras/ es, que não estava no horizonte a entrada da polícia no campus para reprimir as/os estudantes; eis que hoje, segunda-feira, dia 14 de junho de 2010, duas viaturas adentraram o campus. Desceram até a frente das barricadas e perguntaram “quem era o responsável”; em uníssono ouviram das/os estudantes presentes “a Assembléia Geral das/os Estudantes”. Posicionaram- se então em frente ao Prédio ocupado e, mediante a atuação de algumas/uns professoras/ es, retiraram-se do campus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Concomitantemente, estudantes passavam nas salas para convocar os três setores à resistir aos brucutus do Estado. Cerca de 150 pessoas, entre trabalhadoras/ es, estudantes e docentes aglutinaram- se. Após a saída da polícia as/os trabalhadoras/ es iniciaram uma Assembléia da categoria que ainda não teve fim.  Do mesmo modo procederam as/os docentes. Ambas as categorias estavam em uma plenária do campus, fechada ao movimento estudantil, convocada pela direção para nos isolar e, assim, quebrar a espinha dorsal da resistência à terceirização. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As políticas de todos os governos, das reitorias e das direções, bem como da patronal, tem sido reprimir aquelas/es que se colocam em luta. Vimos a Reitoria da UNESP expulsando estudantes da UNESP-Franca, sindicando estudantes em Araraquara, Marília, P. Prudente; vimos professoras/ es da UNESP-Registro que denunciavam a corrupção da burocracia acadêmica sendo ameaçadas/os de mortes; vimos trabalhadoras/ es batalhando contra a polícia em suas manifestações e greves; a Tropa de Choque reprimindo a ocupação estudantil da UNESP-Araraquara em 2007; vimos diretores de sindicatos sendo demitidos ilegalmente, como é o caso de Brandão do SINTUSP e de Didi do sindicato dos bancários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora isto, explicitamos que o Comando de Ocupação reafirma sua disposição em resistir com pedras, paus, molotovs, bombas de cloro, rojões e tudo que pudermos lançar mão. Não negociamos com a faca do pescoço. Não retrocedemos frente às provocações da polícia. Não nos intimidam os músculos das/os militares. Somos a maioria.  Defendemos os interesses da maior parte da população, pobre e explorada pelas/os patroas e patrões e pelos governos; não estamos ao lado das camarilhas de banqueiras/os burocratas, que rouba-nos o fruto do suor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, reafirmamos a posição do CEEUF-Marília: nos colocamos em aliança às/aos trabalhadoras/ es da UNESP, USP e UNICAMP, bem como seus interesses, diante dos ataques do capital internacional, bem como de seus prepostos e marionetes em todos os governos. Que o CRUESP retroceda imediatamente. Que a Reitoria da USP devolva neste preciso momento o salário que está a roubar das/os trabalhadoras/ es em greve. Salientamos mais uma vez que somos a maioria, e não uma qualquer: somos aquelas/es dispostas/os a defender até o fim o que acredita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Marília, 14 de junho de 2010, Sala ocupada da Direção&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Comando de Ocupação&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-3698982873190770124?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/3698982873190770124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/na-ffcunesp-marilia-policia-entra-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3698982873190770124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3698982873190770124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/na-ffcunesp-marilia-policia-entra-no.html' title='Na FFC/Unesp - Marília: polícia entra no campus para prvocar estudantes da Ocupação'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1442520308100964591</id><published>2010-06-08T16:53:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T16:58:24.361-07:00</updated><title type='text'>A questão do xérox: do direito autoral ao monopólio editorial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Thyago Villela e André Augusto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como parte crucial dos debates políticos axiais presentes na greve dos trabalhadores das estaduais paulistas, na forma real da pauta de permanência estudantil no marco da democratização radical da universidade pública, não podemos calar diante do mais novo caso de restrição a essa permanência: a proibição da reprodução de textos, vulgo xérox, no interior da Universidade. Recentemente, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) visitou a Unicamp, a mão armada. A busca e apreensão de cópias de livros pelos Institutos foi empreendida por uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas (sim, de novo a polícia...) a mando da ABDR. Desde então, estamos proibidos de fotocopiar qualquer parcela dos livros da Unicamp. E, a não ser que se tenha condições de comprá-los todos ou de que os livros disponíveis se reproduzam magicamente no interior das bibliotecas, está-se, segundo esse cálice da máfia editorial brasileira, proibido de continuar os estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo em andamento tem a qualidade mágica de converter em criminosos estudantes e funcionários que se utilizam ou realizam a reprodução de textos (sem a intenção de lucro, vale lembrar) e absolver, uma vez mais, o Estado de seu dever de garantir uma educação de fato pública e gratuita, através do subsídio de moradias estudantis, restaurantes universitários, e subsídios às necessidades bibliográficas dos estudantes, pagando pelas suas fotocópias, o que implica necessariamente a garantia estatal de condições para o estudo e o acesso ao conhecimento. Importante lembrar que a maior parcela dos lucros das editoras nacionais provém da venda de livros técnicos e científicos, cujo espaço privilegiado de produção é justamente a Universidade. Como explicar, entretanto, que o mesmo espaço que assegura a possibilidade da produção destas obras (com o financiamento da pesquisa dos docentes por meio de verbas públicas, por exemplo) esteja agora proibido de reproduzi-las com fins didáticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rejeição da liberdade estudantil e popular de discutir as idéias de um autor, mesmo que tornadas públicas por meios privados, é própria aos discursos grandiloqüentes e patéticos desse monopólio editorial que, favorecido pela Constituição e capacho desta, defende a imaculidade da "propriedade intelectual", e uma legislação para "proteger a propriedade imaterial como um bem móvel", o que só ajuda a elevar o elitismo nas instituições superiores de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideologia que transmuda o pensamento em capital, ou seja, em mais uma das mercadorias existentes, e portanto, passível de compra e venda, revela de pronto a que veio: fazer da “renomada” instituição de ensino, pesquisa e extensão, uma renomada empresa , cuja única extensão possível é seu elo firme e forte com os empresários, a pesquisa de mercado e o ensino das vantagens administrativas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1442520308100964591?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1442520308100964591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/questao-do-xerox-do-direito-autoral-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1442520308100964591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1442520308100964591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/questao-do-xerox-do-direito-autoral-ao.html' title='A questão do xérox: do direito autoral ao monopólio editorial'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4808678262407616333</id><published>2010-06-06T20:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T20:39:52.110-07:00</updated><title type='text'>Carta da Comissão de Ocupação em Marília</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Carta da Comissão de Ocupação da FFC-UNESP-Marília, tirada no primeiro dia da entrada na direção da faculdade pelos estudantes, em defesa das conquistas históricas dos trabalhadores, contra a terceirização do trabalho no restaurante universitário, e apoio irrestrito à greve dos trabalhadores das estaduais paulistas contra a repressão do CRUESP e de Rodas na USP.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Todo apoio aos camaradas em luta em Marília!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ocupação da Diretoria da UNESP/Marília &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Assembléia Geral realizada nesta segunda 31/05, com a presença de cerca de 350 estudantes, foi deliberada &lt;em&gt;ocupação imediata &lt;/em&gt;da diretoria do campus de Marília. Algumas assembléias de cursos já haviam deliberado por pareceres favoráveis ao Indicativo de Ocupação, presente desde a última Assembléia Geral ocorrida em 18/05. Enquanto os cursos de Ciências Sociais e Filosofia entraram em greve e outros decidiram por paralisar nesse entretempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mobilização das/os estudantes de Marília tem como eixos básicos a abertura do restaurante universitário, também no período noturno, sendo este público e subsidiado pela reitoria, e não terceirizado como é proposto pelo Reitor, o apoio as/os trabalhadoras/ es em greve nas estaduais paulistas e as pautas específicas de cada cursos que, de maneira geral, expressam os problemas de conjunto na educação superior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A abertura do restaurante universitário no período noturno é uma promessa da greve com ocupação do ano passado, em negociação direta com o reitor em São Paulo, quando este garantiu a abertura do restaurante até o final de 2009. Em 2010, após uma ocupação estudantil temporária no R.U, a Reitoria deliberou que a abertura deste no período noturno seria dada por meio da terceirização. No entanto, desde quando o R.U. fora conquistado em 2007, o movimento estudantil se colocou contra a terceirização do mesmo. Entendemos que esta é uma medida direta de precarização do trabalho, a qual estabelece níveis salariais inferiores, retirando, além disso, direitos trabalhistas conquistados historicamente, colocando obstáculos diretos à organização das/os trabalhadoras/ es. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A quebra da isonomia salarial e o cerceamento do direito de greve nos casos das/os trabalhadoras/ es da USP só vêm demonstrar mais claramente a política de ataque à classe trabalhadora dentro e fora da universidade. O corte dos orçamentos públicos recaindo sobre as costas das/os trabalhadoras/ es é sintoma latente do que já ocorre em outros Estados e do projeto político em curto prazo para o país. Retirar direitos, arrochar o salário e reprimir: essa é a cartilha já bem conhecida para salvar as/os exploradoras/ es capitalistas nos momentos de crise. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo sentido, o Ensino à Distância (EaD), que toma corpo com a UNIVESP no estado de São Paulo, já faz sentir sua presença no campus: a primeira turma de Pedagogia EaD, com 1300 estudantes, iniciou seus estudos neste ano e já correm os rumores da distanciação do curso de Biblioteconomia para os próximos anos. A falta de estrutura para operar os cursos presenciais também se mostra latente, com diminuição do quadro de professoras/ es e funcionárias/ os efetivas/os, deficiência de materiais de laboratório e políticas de permanência estudantil insuficientes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sucatear a educação presencial e direcionar os investimentos às áreas que revertem benefícios diretos às grandes empresas, logrando às Universidades Públicas uma educação rebaixada e sucateada, com condições de trabalho precarizadas, somados aos mais de dez anos sem aumento de verbas para o ensino público: eis a fórmula neoliberal para a educação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CONSTRUAMOS A MOBILIZAÇÃO ESTADUAL EM APOIO ÀS/AOS TRABALHADORAS/ ES DA UNESP/USP/UNICAMP!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;IMEDIATA REABERTURA DE NEGOCIAÇÕES COM O CRUESP!&lt;br /&gt;PELO DIREITO DEMOCRÁTICO DE GREVE!&lt;br /&gt;CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO DO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO!&lt;br /&gt;INCORPORAÇÃO DAS/OS TRABALHADORAS/ OS TERCEIRIZADAS/ OS SEM CONCURSO PÚBLICO!&lt;br /&gt;CONTRA A UNIVESP E QUE SUAS VAGAS SEJAM REVERTIDAS EM PRESENCIAIS!&lt;br /&gt;POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, PRESENCIAL, DE QUALIDADE, À SERVIÇO DA MAIORIA DA POPULAÇÃO! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comissão de Ocupação - 01/06/2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4808678262407616333?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4808678262407616333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/carta-da-comissao-de-ocupacao-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4808678262407616333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4808678262407616333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/carta-da-comissao-de-ocupacao-em.html' title='Carta da Comissão de Ocupação em Marília'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-6221600638624386475</id><published>2010-06-04T19:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T19:06:40.157-07:00</updated><title type='text'>Ocupação da direção da faculdade FFC-UNESP Marília pelos estudantes!</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;de um companheiro estudante da UNESP-Marília, declaração importante pelo movimento coordenado dos estudantes e dos trabalhadores da universidades estaduais paulistas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;, em defesa do direito de greve dos trabalhadores, contra o trabalho terceirizado e pela democratização radical da universidade pública.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Ainda é tempo de colocar o movimento estudantil das estaduais paulistas de pé junto aos trabalhadores!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Daniel Bocalini, do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UNESP-Marília&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Um dos elementos centrais, para além da intransigência das reitorias e da política de direções traidoras como os governistas do STU, que faz com que nossa mobilização estadual ainda não tenha arrancado maiores conquistas é porque o movimento estudantil das estaduais paulistas ainda não resgatou a força que demonstrou na greve massiva de 2007 contra os decretos de Serra, quando houve 51 dias de ocupação de reitoria na USP, 11 ocupações de diretorias na Unesp e 2 ocupações na Unicamp. É porque o movimento estudantil das estaduais ainda não resgatou a força que demonstrou na luta contra a Univesp, pela reintegração do Brandão, contra o regime universitário e para expulsar a polícia USP em 2009. Porque o DCE da USP e da Unicamp estão nas mãos do PSOL e são uma completa paralisia. Porque os estudantes que foram parte dessas lutas profundas acham que este ano não é possível organizar uma mobilização qualitativa. Mas o movimento estudantil de Marília mais uma vez sai à frente, com métodos radicalizados, ombro-a-ombro com os trabalhadores e abre a possibilidade real de romper a passividade e coordenar rapidamente o movimento estudantil estadualmente para colocar todo o movimento estudantil de pé junto aos trabalhadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Depois que os trabalhadores da USP entraram em greve no dia 5/5 e os trabalhadores da Unesp de Marília entraram em 12/5, começamos a organizar uma greve estudantil. A da Ciências Sociais começou no dia 20/5. Alguns dias depois, foram os estudantes de filosofia que deliberaram por greve. Os cursos de Pedagogia, Terapia Ocupacional, Arquivologia e Biblioteconomia tiraram paralisações em apoio à luta. Tivemos que implodir uma Congregação para obrigar a diretoria a convocar uma Congregação aberta para nos escutar e, quando ela convocou, fez uma manobra para esvaziá-la e impedir as votações “por falta de quórum” e, sentindo a força do movimento, chegou até a dizer que apoiava nossa pauta contra a terceirização do restaurante universitário, jogando a responsabilidade nas mãos da reitoria. Como resposta, organizamos uma assembléia geral com mais de 400 estudantes que votou massivamente a ocupação da direção da faculdade desde 31 de maio dando um novo salto na mobilização. Os trabalhadores da nossa unidade, com uma energia renovada e uma assembléia lotada, votaram seu apoio à ocupação e um trancaço no dia 2/6 que contou com mais de 100 estudantes e trabalhadores paralisando completamente o campus. A assembléia da pedagogia acaba de votar paralisação para toda a semana que vem. Em síntese, o movimento estudantil de Marília mais uma vez volta à cena. É hora de retomar o espírito de luta contra os ataques e contra o regime universitário, assim como os métodos combativos, do movimento estudantil das estaduais paulistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;b&gt;Nossa pauta avança junto com nosso método&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;Ocupar é um método radical que o movimento estudantil vem resgatando nacionalmente. No entanto, essa radicalização dos métodos raramente vem sendo acompanhada de uma radicalização política. Sempre são levantadas apenas reivindicações mínimas dos estudantes, muitas vezes inclusive em caráter defensivo. Quando os governos tentam impor seus planos, como o ensino à distância (no nosso caso, Univesp) ou o REUNI, normalmente se limita a defender a universidade tal como ela é, ficando isolado frente à sociedade que vê estes projetos como uma política de democratização das estaduais paulistas que são das mais elitistas e racistas do país. É isso que o movimento estudantil de Marília começou a forjar uma tradição de questionamento. Se organizamos greves e ou ocupações por aqui em todos os últimos anos, exceto &lt;st1:metricconverter productid="2008, a" st="on"&gt;2008, a&lt;/st1:metricconverter&gt; do ano passado significou uma primeira mudança de qualidade. Em 2009, demos um exemplo ao contrapor à Univesp a política do fim do vestibular e da estatização das universidades particulares com tamanho peso que os jornais da cidade noticiaram que na nossa greve com ocupação era para que toda a juventude pudesse estudar na universidade pública. Além disso, fomos parte dos setores mais ativos na defesa do Sintusp contra a perseguição anti-sindical e a demissão ilegal do Brandão. Foi em 2009 que arrancamos a promessa do reitor da Unesp, Herman Jacobus, no acordo de fim de greve, de abrir restaurante universitário à noite, para ampliar a política tão restrita de permanência estudantil, porém com contratação de funcionários efetivos, pois a luta contra a terceirização era parte da nossa pauta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;Foi pela força que foi ganhando a luta contra a terceirização que a diretoria e todos os congregados se declaram publicamente contra a terceirização. Basta ver as condições de trabalho das trabalhadoras terceirizadas da limpeza para ver como se trata de uma mentira para tentar desarmar nosso movimento que se massifica cada vez mais. Assim, um dos eixos do nosso movimento é obrigar o reitor a concretizar a sua promessa, que tivemos que meter o pé na porta para “lembrá-lo” que já está atrasada há 1 ano. Não contente em demorar tanto, depois de vários meses enrolando, exigindo um relatório de demanda (que já tínhamos organizado de maneira independente há tempos) e recentemente propôs um “teste” com um modelo privatizado e terceirizado por tempo indeterminado. Alerta estudantes da Unesp: esse teste em Marília está sendo proposto como modelo para implementar a mesma política de restaurante para todos os campus. Não passarão! Exigimos a presença do reitor em Marília para negociar a nossa pauta e esperamos que tenha percebido que não vamos nos contentar com promessas! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Outro eixo central da nossa greve com ocupação é a solidariedade ativa à greve dos trabalhadores e em pelo atendimento de suas reivindicações. Dessa vez, aprofundamos a aliança entre trabalhadores e estudantes no campus, não somente pela nossa pauta, mas porque estamos pensando e organizando em comum as ações da greve. Agora, votamos na assembléia que as salas das finanças localizadas na diretoria, nas quais os trabalhadores estão trabalhando em regime de plantão para garantir o pagamento, não seria ocupada pelos estudantes. No dia seguinte, organizamos um grande trancaço na universidade juntos. É essa política que queremos aprofundar construindo um comando de greve unificado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Por fim, mas não menos importante, levantamos uma série de demandas específicas dos estudantes como o repúdio a UNIVESP, a contratação imediata de mais professores, melhores condições para os laboratórios e para a biblioteca, dando peso nas questões de permanência estudantil que são essenciais para manter os poucos filhos de trabalhadores que conseguem superar o filtro reacionário do vestibular e entrar na universidade pública. Alerta Diretora Fujita: palavras não bastam para conter a nossa mobilização! Você também vai ter que ceder aos estudantes em luta!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;            Coloquemos o movimento estudantil em todo o estado de pé junto aos trabalhadores de forma coordenada! Podemos arrancar conquistas maiores se unificamos nossa força como estamos fazendo em Marília. É preciso generalizar isso em todo o estado. Por isso, foi muito importante a votação da proposta de realizar o Conselho de Entidades da Unesp-Fatec em Marília nos dias 12 e 13 de junho, para organizar a luta. Vamos continuar dando a batalha em todos os lugares onde estamos pela construção de uma reunião estadual para unificar as lutas, como viemos fazendo junto a outros setores do movimento estudantil da Unesp. Nesse sentido, propomos que convidemos os trabalhadores &lt;st1:personname productid="em da USP" st="on"&gt;em da USP&lt;/st1:personname&gt;, UNESP e UNICAMP e seus sindicatos, assim como o AMOR Crusp e todos os setores em luta para participar de um dia de nosso CEEUF e transformá-lo numa alavanca da mobilização estadual. Também podemos chamar os estudantes da Unicastelo, uma universidade privada de São Paulo que está tendo um ascenso estudantil em apoio a uma greve de professores e funcionários que começou no dia 12/5, chegando a organizar um ato nos últimos dias com mais de 500 pessoas nas ruas da zona leste de São Paulo. Além disso, nós de Marília podemos trabalhar para trazer estudantes das universidades privadas e secundaristas da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-6221600638624386475?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/6221600638624386475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/ocupacao-da-direcao-da-faculdade-ffc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6221600638624386475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6221600638624386475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/06/ocupacao-da-direcao-da-faculdade-ffc.html' title='Ocupação da direção da faculdade FFC-UNESP Marília pelos estudantes!'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-8821067597234547988</id><published>2010-05-26T21:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T21:15:32.557-07:00</updated><title type='text'>Boletim CACH - Acerca da greve dos funcionários das estaduais paulistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;BOLETIM CACH – Acerca da greve dos funcionários das estaduais Paulistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;FÓRUM DAS SEIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A estrutura das universidades estaduais paulistas hoje nos permite uma instância conhecida como Fórum das Seis que pretende representar as três categorias que são o alicerce de uma universidade: professores, funcionários e estudantes. É uma entidade da qual participam DCE’s, sindicatos dos trabalhadores e associações de docentes da USP, Unesp e UNICAMP que entende as reivindicações postas como de competência das três categorias como um todo e importantes para garantir o desenvolvimento das universidades.&lt;br /&gt;Assim sendo, o Fórum das Seis desse ano tem como pauta: reajuste salarial; descriminalização dos movimentos sociais; contra terceirização; permanência estudantil gratuita; contra autarquização dos hospitais universitários; contra o ensino à distância exclusivo; autonomia universitária; garantia de creches para funcionários e professores e aumento do financiamento para as universidades estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GREVE DOS TRABALHADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando as mobilizações do ano passado, os trabalhadores das três universidades paulistas se uniram nesse período de campanha salarial para levantar as reivindicações já pronunciadas mais o reajuste salarial que é, de fato, uma pauta que unifica a categoria. Entretanto, o que está em jogo nessa mobilização vai além do salário para questões como direito a greve, desagregação da categoria com contratações terceirizadas e falta de igualdade no tratamento, por parte dos reitores, com os professores e funcionários.&lt;br /&gt;No início do mês o CRUESP (Conselho de Reitores das Estaduais Paulistas) retomou as negociações com os representantes do Fórum das Seis. A reivindicação salarial dos funcionários era 16% de reajuste mais 200 reais de recuperação histórica da categoria, entretanto, os professores, que também tinham reivindicações salariais, ganharam um reajuste de 6% enquanto os funcionários nada. Ferindo uma conquista histórica de igualdade tratamento dado aos funcionários e professores por parte dos reitores, a isonomia, os trabalhadores exigem agora, em comum, o repasse dos 6% dado aos professores. Os funcionários da USP estão em greve desde o começo do mês e têm também suas pautas específicas. O CRUESP encerrou suas negociações uma semana depois dos funcionários da USP entrarem em greve e os funcionários da UNICAMP entram em greve seguidos dos funcionários da UNESP. Retomam-se as negociações uma semana depois e encerra-se novamente. Agora toda a categoria está unida. Em greve, as discussões tem partido da pauta salarial para questões que cabem a toda categoria dos funcionários, mas também aos estudantes e professores - cabem à toda universidade.&lt;br /&gt;O direito de greve vem sendo cada vez mais restringido como vimos com a greve da APEOESP (Associação de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em abril, reprimida com força policial; com o que aconteceu também com a greve da USP no ano passado com a entrada da polícia dentro do campus (o reitor ferindo a autonomia da universidade conquistada historicamente pelos estudantes, professores e funcionários!). Agora, o atual reitor da Universidade de São Paulo passou uma liminar na justiça pedindo uma multa de mil reais ao sindicato a cada dia de greve. Entenda-se aqui que a greve é um direito constitucional conquistado pela luta dos trabalhadores! Que o trabalhador pode tirar greve para defender seus interesses e o cerceamento deste DIREITO tem sido naturalizado ao invés de provocar indignação.&lt;br /&gt;A greve ainda enfrenta outras dificuldades não tão imediatas quanto a repressão, mas históricas. Os trabalhadores têm uma dificuldade muito grande de se unir e de ter uma justa repercussão da sua causa uma vez que serviços terceirizados, como o bandejão, a Funcamp, faxineiros entre outros, continuam funcionando e tirando o foco da greve. A discussão da terceirização perpassa pontos como precarização dos serviços e direitos conquistados por todos os funcionários concursados ao longo das lutas histórias, além de salários miseráveis e condições desumanas que esses terceirizados enfrentam, para questões políticas de desagregação da categoria dos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PAUTA UNIFICADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio pode parecer estranho os estudantes se mobilizando em prol da pauta dos funcionários, mas aqui entende-se que a pauta dessa categoria tudo tem a ver com o projeto de universidade pública e de qualidade que queremos, e portanto, tudo tem a ver com a categoria dos estudantes. Pode ainda parecer estranho estarmos por trás de uma pauta salarial, mas os trabalhadores já estiveram por trás de pautas dos estudantes, como a UNIVESP e contratação de professores no ano passado.&lt;br /&gt;Este ano, mais uma vez, a UNIVESP e, como sempre, a permanência estudantil estão na pauta unificada e, enfatizamos aqui que a existência de uma instância como o Fórum das Seis apenas reconhece, mesmo que muitas vezes com debilidades, a necessidade de unificação das lutas e conquistas dos professores, funcionários e estudantes em conjunto. Cientes dessa importância, queremos colocar nas discussões cotidianas e nas mobilizações diárias essa necessidade e pensar a universidade pública como fruto das três categorias em conjunto.&lt;br /&gt;Não precisamos nem apontar a importância dos funcionários quando olhamos para nossa biblioteca ou CDP fechados em momentos de extrema necessidade, como o fim do semestre, e podemos ter certeza de que eles também o sabem e esperam a nossa mobilização para futuras conquistas e para voltarem ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, chamamos os estudantes a se mexerem e a participarem da Assembléia que chamamos para quarta-feira, dia 26, às 17:00 - com um debate sobre direito de greve -, nas escadarias das publicações para discutir a pauta unificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades da semana: 1ºreunião da ANEL Campinas quinta-feira dia 3 de junho as 12h30 no teatro de Arena da Unicamp&lt;br /&gt;Debate sobre Cuba quinta-feira as 17h30 no CACH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestão Terra em Transe - de luta e em aliança com os trabalhadores&lt;br /&gt;cachdeluta@gmail.com&lt;br /&gt;cach-unicamp.blogspot&lt;/span&gt;.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-8821067597234547988?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/8821067597234547988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/boletim-cach-acerca-da-greve-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8821067597234547988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8821067597234547988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/boletim-cach-acerca-da-greve-dos.html' title='Boletim CACH - Acerca da greve dos funcionários das estaduais paulistas'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-6030065893072911599</id><published>2010-05-18T20:57:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T21:04:44.256-07:00</updated><title type='text'>União Européia: alternativa ao capitalismo selvagem dos EUA e da China ou reação em toda a linha?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Leonardo Rodrigues&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua última coluna semanal na Folha de São Paulo (11/05), o filósofo Marcos Nobre –conhecido expoente nacional da Teoria Crítica – pretendeu, ainda que sinteticamente, buscar a essência do “ousado” projeto da União Européia, hoje tão em pauta por conta da crise histórica que atravessa (trata-se do artigo Quanto vale um capitalismo?). Virou, revirou, tornou a virar e não encontrou nada. Esqueceu-se de que a UE não tem pernas próprias e, portanto, não pode ir sozinha às prateleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tiramos o mérito do filósofo ao descobrir que a UE, a partir do euro, “teve a ambição de ser contraponto à hegemonia mundial solitária dos EUA a partir dos 1990”, entretanto, esta de pouco serve para a compreensão da realidade – portanto crítica, que supera a aparência - em linhas tão gerais, principalmente se complementada como se seguiu “mas pretendeu sobretudo defender um modelo de capitalismo que seria próprio da Europa”, “não que seja o Paraíso na Terra, evidentemente”. Veremos, entretanto, que só podemos concluir que para o autor, ainda que não seja o próprio, é o que há de mais próximo ao Paraíso na Terra. Sigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobre tenta enxergar com lentes divergentes o que está sob seu nariz – ou reconhecidamente utilizasse da ideologia burguesa para ser “crítico” a um projeto burguês. Intrínseco ao modo de produção burguês são suas fronteiras nacionais, a defesa incondicional pelos Estados burgueses de suas próprias burguesias nacionais. Mas essa defesa auto-indicada de todas as burguesias nacionais se dá de maneira combinada com a penetração da forma capitalista na produção a nível internacional; os interesses de cada burguesia nacional em particular se fundem e sobrepõem-se quando se trata da &lt;em&gt;proteção de classe vergada sobre o capital&lt;/em&gt;, proteção essa especialmente intensa nos momentos de estouro da crise estrutural da economia. Esse modo de produção capitalista (unidamente a seus mecanismos de especulação financeira) impera num âmbito mundial como campo único, entrelaçando-se de todos os lados, com os países imperialistas centrais estando de posse da porção de fios mais importante dessa trama. É nesse marco que afirma Trotsky, com correção dialética: “&lt;em&gt;Os traços específicos da economia nacional, por maiores que sejam, compõem uma realidade superior que se chama economia mundial, na qual o internacionalismo dos partidos comunistas tem seu fundamento em última instância&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se nem todos “podem ser Alemanha ou Suécia”, como se deleita Nobre, nem todos são capazes de apalpar e sentir os fatos pelas luvas do materialismo. É o caso de Nobre, que reduz a unidade do antagônico à identidade imediata dos antagonismos. Nem de perto a UE pode se configurar como um capitalismo “próprio da Europa”, ou ainda, uma “democracia supranacional” – a superação dos Estados nacionais só seria possível sob outra lente, a da União dos Estados Socialistas da Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, exatamente, de um projeto reacionário de maior espoliação dos imperialismos menores e dos países mais atrasados da Europa por parte de suas principais potências, principalmente Alemanha e França. Se antes era difícil perceber isso, já que seus métodos analíticos pouco dialéticos não os permitem chegar à essência, a crise nos coloca a realidade a olho nu. Basta ver como, diante da decadência capitalista que agora pega de cheio a Europa, a Alemanha se descentraliza em relação à UE e se torna cada vez mais gerente dos interesses burgueses próprios, cada vez mais imperialista, e resolve os problemas europeus sob sua conveniência (vide o esforço para a aprovação do pacote de “ajuda” à Grécia – trataremos mais seguidamente). Se nem todo país é Suécia e nem Alemanha, nunca poderão ser, do ponto de vista burguês. É justamente o inverso, só podem se tornar cada vez mais dependentes e mais semi-colonizados – para ficar na crítica mais direta deste ponto, sem tocar no possível anseio de Nobre de que todos fossem como a Alemanha ou a Suécia, que é nada mais distante do marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastassem tantas confusões, nosso filósofo segue seu caminho. Que há mais próximo ao Paraíso na Terra que “&lt;em&gt;um modelo baseado na proteção social para quem vive do trabalho&lt;/em&gt;” (releia nosso grifo dez vezes e lembre-se que se está tratando da União Européia) ou um projeto “que pretende aliar democracia supranacional com coisas básicas, como poder sair à rua sem temer pela própria vida”? Novamente, nada mais distante da realidade européia que Marcos Nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lentes de bordas delgadas não o permitem analisar os dados, que estão em todos os jornais diários. Onde se reporta que 4,6 milhões de seres humanos estão desempregados na Espanha (mais de 20% da população, cifra em ascensão), Nobre lê: &lt;em&gt;Proteção social para quem vive do trabalho&lt;/em&gt;. Para não falar da metade da mão-de-obra empregada, que é extremamente precarizada, por via da terceirização, da flexibilização dos contratos trabalhistas, do subemprego, do emprego temporário, etc. De quem nunca abriu a boca para denunciar e combater a terceirização com a qual convive diariamente em seu local de trabalho, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, onde leciona Nobre, não esperávamos que enxergasse a terceirização e o trabalho precário na Espanha; e as leis anti-imigrantes(xenófobas) aprovadas na Itália? E as medidas de ajuste exigidas pela UE à Grécia e à Espanha (até agora), que reduz salários, direitos e desemprega? Na Grécia, com o fim das férias pagas para empregados públicos e aposentados, além do prolongamento da idade e dos anos de cotização para uma pensão até 18% inferior às atuais para os novos aposentados a partir de 2011? E o aumento de mais 53 mil desempregados no Reino Unido, somente entre janeiro e março, que totaliza mais de 2,5 milhões de desempregados (o maior número desde 1994), parte considerável dos quais (941,000) se acumula entre a juventude precarizada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos outros exemplos do que Nobre continuará lendo: “Proteção social para quem vive do trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Nobre, acaso é um “&lt;em&gt;pesadelo imaginar que a grande crise do neoliberalismo alucinado dos anos 1990 acabará por puxar para o túmulo também o projeto de um modelo social de âmbito europeu&lt;/em&gt;”? O capitalismo europeu é a alternativa aos modelos capitalistas dos EUA e da China? Com certeza não é a alternativa para os trabalhadores. Só pode ser, desde esta perspectiva, &lt;em&gt;reação em toda linha&lt;/em&gt;, como dizia Lênin da fase imperialista do capitalismo, que segue em voga na ordem mundial e também na Europa. A única alternativa real é a superação do capitalismo, seja ele qual for, seja qual for o nó no mapa mundial que se quiser frisar do emaranhado anárquico do capital, só podendo ser superado pela força cunhada de um só punho por todos os trabalhadores europeus e de todo o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesadelo que fique a cargo dos burgueses, ao verem os trabalhadores gregos apontarem o caminho para toda a classe operária mundial. Viva a luta dos trabalhadores gregos! Viva a revolução Internacional! Abaixo o marxismo acadêmico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(leia mais artigos no endereço da Revista Iskra, www.iskrarevista.blogspot.com)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-6030065893072911599?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/6030065893072911599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/uniao-europeia-alternativa-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6030065893072911599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6030065893072911599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/uniao-europeia-alternativa-ao.html' title='União Européia: alternativa ao capitalismo selvagem dos EUA e da China ou &lt;em&gt;reação em toda a linha&lt;/em&gt;?'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-2908547539631220474</id><published>2010-05-15T21:31:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T21:47:52.896-07:00</updated><title type='text'>Terceirização: divide, escraviza e humilha</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por André Augusto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comumente sustentado nos diários públicos neoliberais que a separação entre trabalhadores efetivos, terceirizados e temporários é uma reação justa contra o espírito frívolo que julga poder-se unificar interesses de &lt;em&gt;setores &lt;/em&gt;de categoria numa &lt;em&gt;categoria só&lt;/em&gt;, ou de &lt;em&gt;camadas &lt;/em&gt;de classe numa &lt;em&gt;só classe&lt;/em&gt;. A popularidade dessa visão está na razão inversa de sua veracidade. De fato, o pensamento neoliberal teve apenas um produto, cujo caráter essencial é a &lt;em&gt;frivolidade&lt;/em&gt;, e esse produto frívolo exclusivo é a visão &lt;em&gt;reacionária &lt;/em&gt;de que condições de vida semelhantes não se envolvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 1990 no Brasil marcou um momento de ríspida implementação do neoliberalismo que, entre outras questões, tinha na flexibilização das leis trabalhistas, nas formas instáveis de contratação da força de trabalho e na terceirização, três eixos centrais de sua política. Este fenômeno serviu para cumprir dois requisitos do capital que tentava na época se reescrever após o estouro da crise de sobre-acumulação da década de ‘70: &lt;em&gt;a precarização do trabalho e a divisão da classe trabalhadora&lt;/em&gt;, que passa a não mais se enxergar enquanto um corpo só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As anunciadas vantagens da flexibilização do trabalho são apenas uma pintura flamenga muito suja e convenientemente inventada do estado de coisas real. Nas universidades, esse processo se verificou de forma bastante profunda, levando ao aumento do número de funcionários terceirizados em detrimento do funcionalismo contratado via concurso público. Assim, em decorrência, vemos hoje na Unicamp – mas também no conjunto das universidades, públicas e privadas – o completo domínio de algumas empresas de terceirização sobre setores fundamentais da universidade e que, a fim de maximizar seus lucros, esgoelam salários de miséria aos trabalhadores e oferecem, em geral, um serviço de baixa qualidade. Um exemplo disso é exatamente a inundação da biblioteca no ano passado, fruto das obras mal-versadas da empresa terceirizada que agora – pasmem – faliu. Outro notável, são os constantes vazamentos no ar condicionado da nova sede do Arquivo Edgard Leuenroth; aquele, instalado também por uma empresa terceirizada, segue colocando em risco o precioso conteúdo desse rico arquivo do movimento operário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais exemplos? Sim, temos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje há apenas um funcionário no IFCH para trabalhar no setor de manutenção em todo o período da tarde e da noite, sendo obrigado a cumprir uma jornada extenuante executando um trabalho que, até 5 anos atrás, era cumprido por 4 pessoas. Isso é o reflexo puro da falta de contratações e de como a política de terceirização é também acompanhada do sucateamento do funcionalismo público. A falta de contratações é também o que explica o fato de existirem menores de idade trabalhando na Unicamp, ganhando miseravelmente pela sua jornada de 8 horas, que são os patrulheiros: jovens da periferia da cidade que, depois de um treinamento quase militar, prestam serviços para diversas empresas e estabelecimentos ganhando quase nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente vimos mais um conflito se abrir em relação a essas empresas terceirizadas: os trabalhadores da empresa terceirizada que fazia as obras de expansão da biblioteca, corretamente indignados com o atraso salarial de quase duas semanas, bloquearam a saída de um caminhão da empresa do canteiro de obras, afirmando que só o liberariam após o pagamento dos salários em atraso. A truculência da advogada da empresa, que chamou a polícia para dentro do campus e abriu um Boletim de Ocorrência contra os trabalhadores envolvidos no conflito, foi o que permitiu que o caminhão fosse liberado; mas saudamos a iniciativa desses trabalhadores que se rebelaram frente ao atraso de seus já tão baixos salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos aceitar inertes essa situação, que continua a enlamear cada rincão da Unicamp que a força de trabalho dos terceirizados limpa com suor! O folgazão já não gastará em orgias o que mãos trabalhadoras ganharam. Os estudantes do IFCH devemos dizer basta, tanto à intromissão das empresas de terceirização na Universidade – e à avareza desse mecanismo vivo de corrupção que só cede à voz da religião e do dízimo –quanto à insistente cumplicidade da reitoria e da direção do IFCH nesse marco, direção esta que sequer se dignou até agora a responder a carta que o Grupo de Trabalho sobre a Terceirização entregou à diretora no ato realizado há semanas! Certamente rogam que a terceirização seja uma maldição terrível, mas como toda maldição, deve-se buscar aplacá-la com orações e desejos piedosos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo importante a ser seguido sobre essa questão – na contramão desse soneto de bendições – é o do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) que há anos vem tomando em suas mãos a bandeira contra a terceirização e em defesa dos terceirizados das universidades, incluindo suas demandas inclusive na pauta de reivindicação das mobilizações dos trabalhadores efetivos, como ocorre na greve que neste momento ocorre entre os funcionários das estaduais paulistas. Esta greve, vale ressaltar este parêntese, deve receber nosso amplo apoio, na perspectiva da importância da aliança estrategicamente necessária entre estudantes e funcionários na luta pela transformação radical da universidade – é nesse marco que reivindicamos as iniciativas de um setor do CACH de incorporar e construir o ato unificado que ocorreu na semana da escrita deste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aqui no IFCH se discute muito em sala de aula o quanto a terceirização é um processo nefasto para o trabalhador, chegou a hora de aliarmos nossa teoria à prática e construirmos uma campanha séria contra a terceirização, instigando os professores do instituto a estruturarem as formulações de seus grupos de estudos sobre o mundo do trabalho, e a apoiar as campanhas dos estudantes do IFCH; tomando como exemplo a iniciativa que o CACH teve há cinco anos em ser, à revelia do próprio sindicato dos trabalhadores da Unicamp (STU), um dos principais protagonistas na defesa dos funcionários da Funcamp - fundação privada que utilizou diretamente dinheiro público para contratar funcionários e que, pela ilegalidade desse ato, acabou por demitir todos esses trabalhadores para regularizar sua situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diferentes setores de uma classe alcançam sua consciência de classe por caminhos diferentes e em ritmos diferentes. E a burguesia participa ativamente nesse processo. Dentro da classe trabalhadora, cria inclusive suas próprias instituições, ou utiliza aquelas já existentes, para opor certos estratos de trabalhadores a outros. Nós marxistas tomamos sempre a tarefa de explicar que sob o disfarce de &lt;em&gt;“resolvermos nossos problemas em conjunto”&lt;/em&gt;, a reação burguesa esconde apenas os interesses da classe exploradora, e deriva sua força da separação política das grandes massas. Esse é o caso da maioria dos sindicatos, por exemplo, que negociam ataques com a patronal, trocam a demissão de funcionários contratados pela demissão de funcionários precarizados, aceitam a redução da jornada de trabalho sujeitando seus afiliados a uma redução correspondente nos salários, etc. Essa metodologia sindical perdeu inteiramente a possibilidade de melhorar a situação dos trabalhadores, e um exemplo cabal disso aconteceu há pouco na greve dos docentes da rede pública de ensino, docentes esses dirigidos pela burocracia morta da APEOESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse marco, é imperioso, além de revitalizarmos os órgãos dos sindicatos enquanto armas de combate político da classe trabalhadora, exigirmos a unificação de todas as categorias de funcionários precarizados e terceirizados, inclusive dos setores desempregados,  aos funcionários contratados, associando realmente as suas tarefas comuns. Redirecionando-nos à universidade, devemos batalhar unidamente com os trabalhadores terceirizados, que já constroem a universidade pública com suas próprias energias, &lt;em&gt;pela sua imediata efetivação ao quadro de funcionários efetivos em todos os ramos das universidades&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ainda fica mais evidente que o odor dessa sujeira sai para além dos muros da Unicamp: no momento em que se escrevem essas letras, há uma greve em andamento de faxineiras da rede municipal de Campinas, contratadas pela empresa terceirizada União – a mesma empresa responsável pela subcontratação de empregados terceirizados para faxina na USP em 2009, e que foi combatida na greve por perseguir trabalhadores e por assediá-los moralmente – e que mostra como, apesar da precarização, esses trabalhadores terceirizados também podem se organizar; e devemos ser o setor mais conseqüente em lutarmos lado a lado desses trabalhadores que, por terem pouco a perder além das cadeias, podem ter muita disposição de se rebelar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-2908547539631220474?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/2908547539631220474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/terceirizacao-divide-escraviza-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2908547539631220474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2908547539631220474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/05/terceirizacao-divide-escraviza-e.html' title='Terceirização: divide, escraviza e humilha'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4315895363659321019</id><published>2010-03-18T20:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:48:59.831-07:00</updated><title type='text'>Moção de apoio aos estudantes da PUC-SP pela inclusão da licenciatura no currículo</title><content type='html'>Nós, do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp, tomamos conhecimento da luta que vem se desenhando na PUC pela reivindicação da licenciatura nas ciências sociais. Achamos que esta é uma importante bandeira democrática, principalmente após a aprovação da disciplina de sociologia no ensino médio, e que só pode ser obtida através da mobilização dos estudantes; sem quaisquer ilusões de que a reitoria da PUC possa ser aliada dos estudantes nessa questão.&lt;br /&gt;Saudamos os companheiros pela luta e desejamos vitória. A articulação de todas as forças estudantis das universidades de São Paulo se coloca a empurrões em primeiro lugar na ordem das coisas, em meio a uma escalada de ataques das reitorias da USP (agora mais latente com a política esteticamente "dialógica" de Rodas), da Unesp e da Unicamp, a nível estadual. Nossa resposta às diversas reivindicações democráticas dos estudantes deve compreender todo o espaço nacional. Saibam que as forças do CACH-Unicamp estarão à disposição sempre que necessário.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saudações de luta&lt;br /&gt;CACH-Unicamp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4315895363659321019?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4315895363659321019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/mocao-de-apoio-aos-estudantes-da-puc-sp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4315895363659321019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4315895363659321019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/mocao-de-apoio-aos-estudantes-da-puc-sp.html' title='Moção de apoio aos estudantes da PUC-SP pela inclusão da licenciatura no currículo'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-5361058668999265149</id><published>2010-03-12T15:47:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T07:09:13.964-08:00</updated><title type='text'>Operários da obra da biblioteca</title><content type='html'>Nesta última terça-feira, dia 9 de março, houve um importante conflito entre os operários terceirizados da obra de extensão da biblioteca do Instituto de Ciências Humanas da Unicamp e mais uma das empresas terceirizadas que controlam a Unicamp, em que ficou muito claro que o mundo invertido concebido pela burguesia é para ela a própria retidão do mundo. A empresa terceirizada que realizava as obras declarou falência e por conta disso, e só por conta disso, a Unicamp rescindiu o contrato da empreiteira. O caso é que os salários dos trabalhadores está há mais de uma semana atrasado (havendo casos de que alguns deles não recebem há sete meses, como declarado por um dos trabalhadores da obra), além de que a rescisão do contrato ainda não caiu para os próprios operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignados,  operários da construção bloquearam a saída de um caminhão da empresa que havia ido ao canteiro de obras para retirar os últimos materiais pertencentes à empreiteira, anunciando que só liberariam a saída quando recebessem o salário. Esse impasse durou do meio-dia às 19h, quando a advogada da empresa apareceu e “convidou” a polícia para intervir. Duas viaturas da PM entraram no IFCH e liberaram o caminhão após dispersar os trabalhadores com ameaças e com a autoridade do gatilho fácil; ao topo de tudo, a advogada da empresa abriu um Boletim de Ocorrência contra os trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser interpelado pela diretora do Instituto de que, “trata-se aqui de uma universidade, e não de qualquer espaço público e, portanto, a PM não pode entrar aqui”, um dos advogados respondeu com a malícia de um roedor, “Ora, como não? Então se alguém estiver sendo roubado na universidade, a polícia não pode entrar para proteger?”. Somos testemunhas de que a resposta da pergunta desse advogado estava dada desde o início, e só não foi apreendida porque, como se sabe dos roedores do capital, raramente tiram o rosto do chão para observar à volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito de os trabalhadores estarem sendo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;escancaradamente roubados&lt;/span&gt;, ao vivo, pela empresa terceirizada na face de seus advogados; e a despeito de os advogados &lt;span style="font-style:italic;"&gt;defenderem esse assalto&lt;/span&gt; com o insulto jurídico adicional de um Boletim de Ocorrência contra os que sofreram o furto, a Polícia Militar armada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;defendeu bravamente a fraude&lt;/span&gt;, escorraçando os trabalhadores do canteiro de obras, e não os advogados da empresa, e permitindo que a empresa saísse impune, já que o acordo proposto entre a diretoria do instituto, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp e os advogados da empresa, todos coniventes com a impunidade, se refere a que a reitoria da Unicamp pagará os salários atrasados e desconte disso o que ainda deve à empresa. Resolvem-se os problemas das últimas, menos os dos próprios trabalhadores terceirizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PM, portanto, transformou um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;roubo &lt;/span&gt;em um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;latrocínio&lt;/span&gt;, furto à mão armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp repudiamos veementemente a entrada da PM na Universidade, não importa sob que pretexto (também observado na entrada da PM na Moradia Estudantil, sem mandado). Repudiamos a truculência desses operativos contra os trabalhadores tanto na universidade como fora dela. Precisamos concentrar as forças dos trabalhadores, independentemente dos sindicatos burocratas que vendem as posições operárias como queiram, e as forças do movimento estudantil, unificado entre todas as universidades estaduais e privadas, contra a atuação das empresas de terceirização de qualquer espécie, que contratam funcionários a salários de miséria e têm a prerrogativa de demiti-los quando quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pela efetivação imediata dos funcionários terceirizados sem qualquer concurso público!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-5361058668999265149?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/5361058668999265149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/operarios-da-obra-da-biblioteca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5361058668999265149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5361058668999265149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/operarios-da-obra-da-biblioteca.html' title='Operários da obra da biblioteca'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-5872229138199342507</id><published>2010-03-02T20:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T20:18:09.057-08:00</updated><title type='text'>O sismo sul-americano</title><content type='html'>Por André Augusto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A terra andina não parou de tremer imediatamente após o terremoto de 8.8 pontos na escala Richter ocorrido no sábado, que atingiu, desde a costa do Pacífico na América do Sul, toda a região central do Chile; não se pode delinear bem quando o terremoto parou de romper o solo e quando as botas militares rufaram o chão ao se apressarem para defender a saúde das mercadorias alojadas em estabelecimentos comerciais na capital Santiago e em Concepción. Está se tornando uma tendência enfurecedora que após cada terremoto, os &lt;em&gt;objetos inanimados &lt;/em&gt;sejam os que primeiramente recebem os socorros, ao invés de entregarem seu caráter natural à satisfação dos desejos humanos.&lt;br /&gt; &lt;em&gt;Os terremotos são acompanhados pela fúria dos operativos militares, que por sua vez são acompanhados pela visita da secretária imperial Hillary Clinton e pelo ex-presidente Bill Clinton&lt;/em&gt;. Aquela aparecera hoje (terça-feira, 2/03) no Chile, enquanto este afigurará até semana que vem. Da mesma forma que em Porto Príncipe: estendendo as asas compassivas do avariado abutre do norte a todas as nações da América Latina.&lt;br /&gt;  No domingo, decretou-se estado de catástrofe pelo governo, o que a direita chilena pedia a gritos. As Forças Armadas se encarregaram da administração e do abastecimento das regiões de Maule e de Bio-bio, após o chamado da presidente chilena Michelle Bachelet por um “estado de exceção” para que se “garanta a ordem pública e se acelere a entrega de ajuda”. Esse tipo de “ordem pública” é sempre instaurada por cima dos estômagos famintos dos trabalhadores desabrigados, e não tem nada que ver com a saúde pública. É a imposição da fome pela subserviência à ordem. Unidamente a isto, iniciou-se a implementar o toque de retirada desde as 21h da noite até as 6h da manhã; o que de segunda-feira para terça se transformou num toque que durou das 20h da noite até o meio-dia da jornada seguinte. Suprimiram-se as liberdades de reunião e associação e a Defesa nacional se encarregou de, com isso, assegurar a já adoentada “ordem pública”, ou seja, a proteção da segurança da classe patronal contra os focos de “saques” não somente nas regiões que possuem Concepción como seu setor principal, senão também de comunas pobres e de trabalhadores de Santiago como Quilicura ou Lampa. Mais de 10,000 efetivos militares tomaram as ruas chilenas já na segunda-feira.&lt;br /&gt; O toque de retirada primeiramente estabelecido em Concepción expandiu-se a grande parte da VII região. As cidades de Talca, Constitución e Cauquenes se encontraram de ontem para hoje também sitiadas. E enquanto a primeira atenção se volta ao eletrocardiograma dos insumos alimentares dentro de supermercados e mercearias “selvagemente saqueadas”, não há distribuição de alimentos à populaçõ de Maule e Bio-bío, que se encontra literalmente morrendo de fome. Enquanto aumenta o desespero da população trabalhadora, o empresariado chileno, como o leopardo inglês com a inscrição, “Eu durmo, não me acorde!...”, lança seu relógio despertador na cara dos atingidos pelo terremoto na forma da mais repressão pelas Forças Armadas, que já no domingo deu-se o prazer de &lt;em&gt;chutar as pessoas, já no chão&lt;/em&gt;, acusadas de roubarem artigos de consumos nos supermercados locais, as mesquitas invioláveis do capital.&lt;br /&gt; A política do governo que foi, daquele que vem, e de algumas sombras municipais se apresenta totalmente revestida da reação mais covarde e desesperada, em alguns casos. A presidente Michelle Bachelet, após entregar os estômagos populares na fórmula “estamos sob estado de exceção!”, enviou efetivos policiais e militares às regiões mais afetadas pelo sismo. Caminhões de guerra com jatos de água para dispersar a população são obras de sua autoria. O presidente eleito Sebastián Piñera, empresário da direita pelo partido &lt;em&gt;Renovación Nacional&lt;/em&gt;, senador entre 1990 e 1998; dono do &lt;em&gt;Chilevisión&lt;/em&gt;, canal de televisão transmitido nacionalmente; possuidor de 26% do &lt;em&gt;Lan Airlines&lt;/em&gt;, e grande acionista da &lt;em&gt;ABSA &lt;/em&gt;(Aerolinhas Brasileiras S.A.), empresa de logística aérea brasileira, sediada – pasmem! –  no &lt;em&gt;aeroporto Viracopos em Campinas&lt;/em&gt;; detentor de 13,7% do clube de futebol Colo-Colo, e que em 1989 chefiara a campanha presidencial de Hernán Büchi, ex-ministro das finanças de Augusto Pinochet, não fez vergonha ao seu currículo. Disse que, "Quando temos uma catástrofe desta magnitude, sem água ou luz, a população, &lt;strong&gt;com certa razão&lt;/strong&gt;, fica angustiada e &lt;em&gt;perde o sentido da ordem pública".&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;E o único pecado humano é a ignorância! Pois bem, numa situação em que a população pobre e trabalhadora está angustiada pela fome, em que portanto &lt;em&gt;“perde o sentido da ordem pública”&lt;/em&gt; na anarquia do armazenamento capitalista, isto é, &lt;em&gt;perde a noção de que a ordem pública da economia capitalista funciona a partir do princípio de que os trabalhadores se submetam cotidianamente à fome&lt;/em&gt; e abriguem-se sob tendas de pano e recortes de calhas nas ruas, é necessário conscientizá-los. E para que esta população proletarizada não baile sobre sua cabeça e perca logo seus sentidos por longo período, as &lt;strong&gt;“Forças Armadas estão preparadas para contribuir em tempo de crise e catástrofe”&lt;/strong&gt;. O Ministério da Guerra pago pela mesma bolsa patronal administrará o sabre burguês sobre a fome operária. E com que mais podem contribuir as Forças Armadas em tempos de crise de contenção popular e quando a catástrofe natural fornece às massas o exemplo social mais evidente de que os conservadores oficialistas como Michelle Bachelet e os empresários reacionários como Sebastián Piñera têm mais medo de que os trabalhadores se alimentem da propriedade privada do que de a propriedade privada se alimentar dos trabalhadores? &lt;br /&gt; Nada mais que balas de borracha, canhões d'água, caminhões de guerra com soldados fortemente armados, espancamentos dos “saqueadores” nas calçadas, que apenas cometeram o crime de &lt;em&gt;saquear &lt;/em&gt;depois de terem sido diariamente &lt;em&gt;saqueados&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; O mais provocador e histérico de todos eles foi o prefeito oficialista de Hualpén, na comuna de Bio-bio, que assinalou em entrevista a uma rádio local em gritos totalmente reacionários à população: &lt;em&gt;“A autoridade regional está superada, totalmente superada, os governos locais não somos suficientes&lt;/em&gt;, está tudo terminado; &lt;strong&gt;por favor, vos suplico, que mandem imediatamente resguardo policial!” “Que tenham mão dura, se tem de matar, que matem, pois isso já é o caos!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Não há nada mais ridículo e odiento do que ouvir as lamúrias de um usurário amedrontado, abraçando-se o mais forte possível a sua bolsa de moedas.&lt;br /&gt; O Partido “Socialista”, chamado a compor as fileiras da política do governo – e portanto da direita – contra o povo, revela seu caráter de partido patronal na sentença: “a grave situação da ordem pública”, personagem gordamente citada aqui!, “obriga o uso da força do Estado que garanta a segurança da cidadania contra a violência, do vandalismo e do aproveitamento indevido da catástrofe”. E, entretanto, no Haiti as direções imperialistas se aproveitam da catástrofe para mergulhar no sangue haitiano as licitações de empresas multinacionais de construção civil, reconstruindo o país com ossos. Tanta coisa pelo aproveitamento indevido de catástrofes!&lt;br /&gt; Há que se organizar uma solução operária e popular a essa crise social! A solução da direita e da oposição patronal só podem perpassar os ultrajes de ataques repressivos dos militares, com a experiência de quem já serviu Pinochet. Os saques e as revoltas são uma reação justa e desesperada da população pobre que se encontra sem comida, sem luz, água ou qualquer forma de abastecimento. A resposta popular e operária passa pela organização direta da distribuição de alimentos e de abastecimento desde as organizações operárias, as juntas de vizinhos, os sindicatos da saúde e da alimentação e das organizações estudantis. É necessário o &lt;strong&gt;confisco dos artigos de consumo estocados nos grandes supermercados&lt;/strong&gt;, que desperdiçam toneladas de alimentos por mês, sob nenhuma indenização, além do financiamento estatal. As organizações populares, estudantis e operárias não podem ficar sob custódia das Forças Armadas que, &lt;em&gt;por experiência histórica&lt;/em&gt; e não por aliterações teóricas, são incapazes de dar fluidez à solidariedade do povo para com o próprio povo, e apenas atravancam a disseminação da ajuda, como fazem agora de maneira criminosa no Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo de uma vezpor todas a criminalização dos esforços de sobrevivência da classe trabalhadora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-5872229138199342507?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/5872229138199342507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/o-sismo-sul-americano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5872229138199342507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5872229138199342507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/o-sismo-sul-americano.html' title='O sismo sul-americano'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-3583924684641982934</id><published>2010-03-02T16:05:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T16:08:32.327-08:00</updated><title type='text'>Resultados da incursão ianque - parte 2</title><content type='html'>Os operativos militares dos EUA, de sua sombra ecumênica, a Inglaterra, e das próprias forças de segurança afegãs treinadas pelos EUA, que compõem a ISAF, concentram-se no distrito de Nad Ali. Empenham-se em mostrar a capacidade das forças afegãs de controlar uma região onde não chega a influência do debilitado e desprestigiado governo de Hamid Karzai, presidente afegão desde 2004, que anteriormente trabalhou na empresa petrolífera Unocal, a mesma que está participando da criação do gasoduto que sairá do Mar Cáspio para o Ocidente através do território afegão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressalvar que, ao tentar estabelecer o controle afegão na área sobre aquele do Taliban, essas forças militares de maneira alguma representam os interesses do povo afegão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiar o governo oligárquico do Afeganistão &lt;em&gt;não significa defender a hegemonia do controle do Afeganistão por seu próprio povo&lt;/em&gt;. Tanto são coisas diferentes, que para o estabelecimento do "controle afegão" sobre o Afeganistão o próprio governo local de Karzai, embora apresente como “injustificáveis” as mortes da população, limita-se a “&lt;em&gt;pedir&lt;/em&gt;” a diminuição das mortes dos civis. Isso significa que, também como o Pentágono e em aliança com ele, aceita as mortes acidentais, que ocorrerão inevitavelmente e em escala muito maior, com o condicionante de que o regime do Taliban ceda seu lugar ao dependente Karzai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que é necessário ao povo afegão e às trabalhadoras e trabalhadores é não serem desalojados e assassinados de maneira alguma!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pedido equivale à aquiescência muda da continuação da presença militar norte-americana no país, e em caso de sucesso da expedição, o Afeganistão se tornará ainda mais dependente da dominação econômica ianque, num patamar superior ao atual; âmbito dentro do qual se torna impossível a construção da soberania popular de um governo que se diz representar uma república, e não uma monarquia em permanente estado de sítio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fuzileiros navais têm criado uma base para operações avançadas, segundo a qual, para “provar ao povo de Marjah, assim como para o Taliban e para os inssurretos na área, que os EUA estão aqui para ficar e trazer normalidade ao país”. Nem nos ocuparíamos desse atestado de guerra se fosse mais uma ameaça fútil de um exército em retalhos espalhado pelo mundo. Mas mesmo fragmentado, os EUA insistem em colocar um dedo na cara das nações e outro em seus gatilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira missão desde que Obama enviou adicionais 30,000 soldados ao país afegão, continuando assim a “guerra contra o terrorismo” iniciada pelo republicano George W. Bush. Com esta ofensiva militar, o governo democrata reafirma que o Afeganistão é uma de suas prioridades na frente externa, e certamente não admitirá uma derrota americana na região, mesmo com a promessa longínqua de retirar as tropas em 2011. De acordo, não admirará que o governo de Obama adie a retirada das tropas para uma data mais distante ainda que 2011, se até lá não houver solidificado sua influência independente de sua presença física e, claro, se até lá sua hegemonia não for contra-arrestada pela união das forças trabalhadoras e populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão do Afeganistão somente marca uma continuação da agenda dos dois mandatos anteriores de Bush, uma vez que Obama leva adiante uma enorme escalada militar que se estende ainda ao Iraque e na fronteira com o Paquistão. Mas enquanto esse exército liderado por Obama tenta de todas as formas a vitória imperialista no Afeganistão, os olhos estrábicos do Pentágono não cessam de olhar a areia escorrendo a ampulheta da luta de classes: o rebento operário e popular na Europa está bater à porta do capital financeiro europeu e das Bolsas de Valores mundiais, e se as greves gerais se tornarem recorrentes, como agora na Grécia, na Espanha e na França, será obrigado a conduzir a reação mais violenta em outro continente. Terá de escolher qual arrivismo defender: o petróleo asiático ou as Bolsas européias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas condições atuais, com quatro frentes militares em que combater, os EUA não tem forças para enfrentar com repartições diminutas uma insurreição operária na Europa. A não ser que seu maior aliado, a &lt;em&gt;Inglaterra&lt;/em&gt;, faça as vezes de gendarme ianque na Europa e abandone as fileiras da OTAN no Oriente Médio, em favor de carregar a reação de seu tirano no continente, como fez no século XIX, enquanto era, diferentemente, a força econômica e militar hegemônica no mundo, carregando a contra-revolução de Palmerston e dos republicanos liberais contra as revoluções proletárias na França, Prússia, Itália, Hungria e assaltando a Irlanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The clock is ticking&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-3583924684641982934?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/3583924684641982934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/resultados-da-incursao-ianque-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3583924684641982934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3583924684641982934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/resultados-da-incursao-ianque-parte-2.html' title='Resultados da incursão ianque - parte 2'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4797036236213673941</id><published>2010-03-02T16:01:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T16:05:39.686-08:00</updated><title type='text'>Resultados da incursão ianque</title><content type='html'>Por André Augusto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras vítimas afegãs da pretendida hecatombe planejada pelos EUA já são noticiadas; tudo para "farejar, encontrar e massacrar os líderes do Taliban" - nome do bilhete que justifica, aos americanos e às suas sombras políticas, a sua permanência no Afeganistão desde 2001, que prefaciam como a "solução da questão social" no Afeganistão. &lt;em&gt;27 civis foram mortos e 14 outros foram feridos &lt;/em&gt;no ataque aéreo das forças da OTAN, no domingo, na província central de Daikondi, de acordo com o Ministério do Interior afegão. Crianças e mulheres estão entre as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reações? O Pentágono se limitou a informar que &lt;em&gt;"aceita"&lt;/em&gt; os números provistos pelo governo afegão e pela Força de Assistência para a Segurança Internacional da OTAN (ISAF), enquanto o general das forças norte-americanas no Afeganistão, Stanley McChrystal, disse &lt;em&gt;"estar extremamente entristecido com a perda de vidas inocentes". &lt;/em&gt;Pobre McChrystal! Os oficiais de alta patente têm o peculiar fardo agridoce de imaginar que suas lágrimas trazem em si o condão de servir de bolsas sangüíneas para os esgotados, de recompor os membros mutilados dos trabalhadores que tentam assassinar, de ressuscitar as famílias descompostas por seus canhões howitzer e caças F-16! Tanto assim que, ainda enxugando as últimas lágrimas, o pronunciamento do militar passa longe de tratar do fim da intervenção bélica do país, menos se diga do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que tenha aceito as condições da constituição do exército e suas funções imperialistas, McChrystal, pode-se revisá-la apenas sobre suas próprias bases, isto é, na medida em que quadre aos desejos do Senado e da Câmara parlamentar composta por magnatas financeiros, grandes industriais, oficiais de alta patente e pelo clero. Ali se deita; e suas faltas se deitam gentilmente em cima dele!&lt;br /&gt;O general McChrystal, que chora enquanto fuzila, revelou, pelo contrário, a seguinte preocupação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deixei claro às nossas forças que estamos aqui para proteger o povo afegão, e a morte inadvertida ou o molestamento de civis arruína sua confiança em nossa missão. Redobraremos nossos esforços para reivindicar de volta essa confiança”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;“morte inadvertida”&lt;/em&gt; dos civis afegãos é prejudicial à permanência de nossa missão no coração do povo afegão; nenhum assassinato deve ocorrer sem a nossa &lt;em&gt;advertida &lt;/em&gt;intenção de, encontrando as pessoas certas, matarmos nossos devidos alvos. A nota funerária de Stanley McChrystal soa assim ao povo afegão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos extremamente entristecidos pela perda de vidas inocentes; disso não tenham dúvidas. Portanto, não se enganem se &lt;em&gt;ainda achamos que a solução da crise política do Afeganistão só pode se cristalizar com os silvos dos nossos disparos&lt;/em&gt;, e que continuaremos a operação militar no país a despeito de dezenas de mortes acidentais até agora. &lt;em&gt;As mortes acidentais são um percalço infeliz no decurso da chacina mais necessária&lt;/em&gt;. Pois se é certo que devemos reduzir o número de vítimas inocentes, é uma tontice esperar que possamos assassinar nossa própria missão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ódio do povo pobre do Afeganistão ao domínio norte-americano na região cresce a cada novo ataque e a cada nova carnificina produzida em seu território. Apenas nas duas últimas semanas, mais de 50 civis afegãos foram assassinados em mais de meia dúzia de operações militares das forças da OTAN e dos EUA. Em duas semanas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias antes do ataque aéreo de domingo, um civil fora baleado a queima roupa, alegadamente por engano, por soldados norte-americanos. Na reportagem escrita no noticiário virtual da CNN, sua correspondente no sul do Afeganistão, Atia Abawi, que se aloja juntamente aos fuzileiros navais dos EUA para a cobertura da cruzada, informa logo abaixo que, &lt;em&gt;“A operação [Moshtarak] move-se devagar, mas é certeira. Os fuzileiros estão conseguindo abrir caminho”. &lt;/em&gt;Mais um exemplo de que a mídia lacaia, comprada pelas cores imperialistas, não nutriu ainda o menor pudor em assinar em baixo as maiores atrocidades de lesa-humanidade. Essa educação só virá pela organização prática e independente dos trabalhadores de cada colônia ou semi-colônia brutalizada até pelas palavras provocativas da pálida canalha que representa “o amor, a paz, e a esperança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dúvida recai entre muitas outras: a Operação Moshtarak, anunciada a uma quinzena e que mira a destruição do Taliban e de seus bastiões na região sul do Afeganistão, na província de Helmand, tencionava conduzir-se na região ao redor da cidade de Marjah, justamente ao sul do país. Mas o bombardeio de domingo aconteceu na província de Daikondi, na região central do Afeganistão, a milhas de distância de Marjah. O “erro”, como se não bastasse sua origem, foi ainda justificado pela alegação usada à saciedade de que &lt;em&gt;“dois mísseis se desviaram de sua rota original&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dois mísseis guiados via satélite&lt;/em&gt;, sob o controle da tecnologia bélica mais avançada do mundo, “erraram o alvo”! Quando na verdade, em primeiro lugar, esses dois mísseis não deveriam ter sido disparados de maneira alguma! Isso não é tratado nos pronunciamentos oficiais! Talvez então os adicionais 30,000 soldados enviados por Barack Obama no último período ao Afeganistão tenham também &lt;em&gt;"se desviado de sua rota"&lt;/em&gt;? E os mais de 100,000 soldados totais na região estejam apenas fazendo "escala" no Afeganistão, uma vez que quando caem no chão, descendo de helicópteros, tem a particularidade de &lt;em&gt;não explodirem&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4797036236213673941?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4797036236213673941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/resultados-da-incursao-ianque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4797036236213673941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4797036236213673941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/03/resultados-da-incursao-ianque.html' title='Resultados da incursão ianque'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4858037388215382949</id><published>2010-02-12T08:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T09:30:39.804-08:00</updated><title type='text'>O fechamento da fronteira afegã</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por André Augusto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O imperialismo norte-americano acaba de definir marchar sobre o Afeganistão e lançar uma ofensiva de guerra contra o Taliban&lt;/em&gt;. O imperialismo dos EUA decidiu resolver de um golpe o &lt;em&gt;estado de sítio&lt;/em&gt; em que se encontram suas forças militares, fragmentadas em pelo menos três diferentes frentes de guerra a um só tempo, instaurando o &lt;em&gt;estado da lei marcial&lt;/em&gt; sobre o país afegão. A "tática" a seguir se refere à eliminação tempestuosa de cada frente de combate, uma a uma. É inevitável deduzir que essa determinação tem íntimas relações com a recente situação econômico-financeira pelo qual atravessam três países da eurozona (Grécia, Portugal e Espanha, esta última a quarta economia européia) como conseqüência do estado crítico de suas economias, seus vultosos déficits fiscais e dívidas públicas. O "perigo" de levantes populares é iminente no Ocidente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se o brilho do ouro não calar o trabalhador europeu, &lt;em&gt;a corda e o cadafalso calará&lt;/em&gt;. Para isso, efetivos militares têm de estar disponíveis, principalmente os da nação imperialista hegemônica. Para liberar essas tropas das frentes mais desgastadas aos olhos internacionais, é foco é causar pequenas escaramuças relâmpago e sufocar o "mal".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A chamada "Operação Moshtarak" focalizará o ataque bélico na cidade de Marjah, na província Helmand, cosiderada o último bastião do Taliban na província. A região, situada no sul do Afeganistão, compreende entre 80,000 a 100,000 habitantes, incluindo campos de refugiados provenientes de outras áreas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tropas e operativos militares da OTAN alertam a todas as pessoas da cidade a deixar o local; panfletos e emissões de rádio transmitidas a nível nacional avisam que o ataque ocorrerá "sem mais tardar". Bombas e minas terrestres já foram plantadas no território.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse império multicolorido dos EUA, dirigido por homens tão ordinários e opacos, descobriu que o estado da lei no Afeganistão (forma nacional de se referir aos confins do império norte-americano no mundo) só pode ser mantido através de medidas &lt;em&gt;extraordinárias&lt;/em&gt;; dessa forma, viu-se "compelido" a declarar a inteiricidade do município de Marjah como sua próxima &lt;em&gt;Austerlitz&lt;/em&gt;, um estado de sítio para "a proteção da lei e da ordem".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nós sabemos há longo tempo que o governo bélico dos EUA somente pôde preservar-se por &lt;em&gt;meios extraordinários&lt;/em&gt;; sabemos que sua existência no Oriente Médio ter-se-ia extinguido há muito se o país não estivesse sob estado de sítio. O &lt;em&gt;estado de sítio&lt;/em&gt; é o &lt;em&gt;estado da lei&lt;/em&gt; do governo norte-americano; e o &lt;em&gt;estado da&lt;/em&gt; &lt;em&gt;lei&lt;/em&gt; é o &lt;em&gt;estado de guerra&lt;/em&gt; para a nação invadida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um morador do campo de refugiados comentou, alarmado e irritado "Os americanos não podem bombardear os muçulmanos por nenhuma razão, sem saber se são civis ou do Taliban; não podem começar a estourar bombas de uma vez, isso é trágico e desnecessário". Os comandantes das tropas da OTAN &lt;strong&gt;incitam a população a ficar em suas barracas&lt;/strong&gt;, mesmo sabendo que elas serão estraçalhadas pelas explosões; a maioria da população não atende a este chamado irresponsável e foge para campos na fronteira de Marjah.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há pelo menos uma semana o exército dos EUA começou a propagandear o plano do que será a maior ofensiva militar desde o início da guerra, em 2001, na invasão liderada pelos americanos. (Nos textos seguintes mostraremos as diretivas básicas do plano de ataque). Os treinamentos militares na região incluem exercícios de invasão de prédios e batalhas campais, nas ruas. O Taliban prometeu combater as tropas invasoras com a tática de guerrilha &lt;em&gt;"hit and run&lt;/em&gt;", abatendo e correndo para esconderijos, pela inferioridade de suas forças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A palavra da Operação, "Mohstarak", significa "juntos", no dialeto Dari. Naturalmente, o imperialismo norte-americano tem a tática renomada no mundo da guerra de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;separar os elementos do povo que invade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. As tropas de ataque são compostas por milícias norte-americanas, da OTAN de conjunto, submissas às primeiras,  e por &lt;em&gt;soldados afegãos&lt;/em&gt;, instigados a batalhar contra seus próprios conterrâneos. Não há dúvida que a população afegã será a maior prejudicada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É sintomático que em todos os países em que os EUA intervém, no último período, as imagens locais são de pessoas em tendas de pano e retalho e passando fome. Aprovetando os olhos do mundo no Caribe, os olhos estrábicos do Pentágono observam com miras automáticas os movimentos orientais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O exército americano já entrou em ação na quinta-feira (11/2). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4858037388215382949?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4858037388215382949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/o-fechamento-da-fronteira-afega.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4858037388215382949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4858037388215382949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/o-fechamento-da-fronteira-afega.html' title='O fechamento da fronteira afegã'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-7245396987960346929</id><published>2010-02-04T15:16:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T15:17:44.512-08:00</updated><title type='text'>Moçao de apoio aos companheiros sindicados da Unesp Araraquara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao tomarmos conhecimento da sindicância em curso contra três estudantes da Unesp de Araraquara, nós, do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp vimos por meio desta moção manifestar nossa total solidariedade aos estudantes sindicados e nosso repúdio a mais uma ação truculenta da diretoria da Unesp Araraquara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na Unicamp também vivemos um processo de progressivo cerceamento de nossas liberdades democráticas, com sucessivas ameaças ao nosso CA quando da realização de festas e atividades culturais. Em nossa visão, o espaço para o aprendizado na universidade abarca muito mais do que a sala de aula e a biblioteca; os momentos de confraternizaçã o são espaços de troca de experiências que completam e ultrapassam o conhecimento adquirido nas salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos um processo mais geral de endurecimento nas universidades estaduais paulistas, com os constantes casos de repressão em diversos campi da Unesp, com a perseguição a diversos CA's na Unicamp e a indicação do reacionário Rodas, na Usp. Na Unicamp, também a REItoria presidida por Fernando Costa implementa portarias que tencionam dificultar ao impossível a confraternizaçã o estudantil e popular no espaço público da universidade, como se verificou no período de realização do IFCHSTOCK. Essas medidas, direcionadas a um ponto comum, buscam afastar gradualmente e de uma vez para sempre a participação estudantil, e urbana em geral, na determinação dos sentidos políticos e sociais a que a universidade pública se propõe, não sem deglutir a parte de leão dos impostos públicos utilizados em pretensões privatistas. É naqueles que reprimem as “heresias” do movimento estudantil com gás lacrimogêneo, balas de borracha e detenções políticas que se deve procurar o desespero para garantir seus interesses profanos de elitização e enclausuramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que nos articulemos e somemos nossas forças para lutarmos juntos contra tais ataques, que se pautam numa "repressão preventiva" para que o ME paulista não protagonize novamente as grandes mobilizações que encabeçou nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos aqui nossa solidariedade aos estudantes da Unesp Araraquara e a prontificada disposição em ajudar no que quer seja necessário para rebater mais esse ataque da autocracia burocrática da academia, tão longe dos anseios populares, tão próxima do empresariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CACH&lt;br /&gt;Gestão Terra em Transe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-7245396987960346929?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/7245396987960346929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/mocao-de-apoio-aos-companheiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7245396987960346929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7245396987960346929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/mocao-de-apoio-aos-companheiros.html' title='Moçao de apoio aos companheiros sindicados da Unesp Araraquara'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-3422919776611964322</id><published>2010-02-03T19:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T19:28:53.343-08:00</updated><title type='text'>O Líder in partibus infidelium</title><content type='html'>Antes que façam as licitações bilionárias propriamente ditas às empresas transnacionais encarregadas da reconstrução do Haiti, acorde com as resoluções principais da Conferência de Montreal, a mais recente licitação de frases das autoridades da “comunidade internacional”, (que aparentemente se concentram em sua totalidade em Washington), é a de que os “haitianos não confiam em seu presidente depois de observar o extraordinário esforço internacional para a solução da catástrofe, enviando &lt;em&gt;navios, tanques de guerra, dinheiro e soldados&lt;/em&gt;”. Continua ainda com o inescapável corolário que já vinhamos anunciando há semanas, e que a modéstia dos bucaneiros faz cm que seja a última palavra: “Não surpreendentemente, eles se viram para o &lt;em&gt;verdadeiro governo de ajuda no país&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt; O monge insuspeito que disse o que vai acima é &lt;em&gt;Robert Pastor, conselheiro para assuntos do Haiti do governo Clinton&lt;/em&gt;. Obviamente, essa declaração &lt;em&gt;oportunista &lt;/em&gt;só poderia mostrar seu rosto tímido após constatar o campo limpo para isso, em vista do rechaço público por parte do povo haitiano tanto da inépcia de seu “ex-presidente” e ventríloquo nacional René Préval, quanto da presença das tropas da MINUSTAH no país, com um realce especial para os serviços “heróicos” prestados pelos brasileiros.&lt;br /&gt; Em 1994, após a instalação da ditadura militar no Haiti em 1991 sob o uniforme de Raúl Cedrás – colocado com as próprias mãos de George H. W. Bush, o genitor do grande assaltante do Oriente Médio – quando a insatisfação popular ameaçava removê-lo por seus próprios métodos combativos, Bill Clinton reinstalou Jean-Bertrand Aristide, derrubado em 1991 em favor da ditadura, com a ajuda de uma nova ingerência dos fuzileiros navais norte-americanos, (de modo semelhante ao processo atual de novo inchamento da bolha de fuzileiros navais). O sr. Bill Clinton assim o fizera apenas depois que Aristide abandonara qualquer pretensão “populista” e aceitara implementar um plano neoliberal proposto pelo Fundo Monetário Internacional, o FMI. Clinton serviu bem a Câmara dos Deputados e a Bolsa de Wall Street com mais um serviçal do imperialismo.&lt;br /&gt; Ante a situação cataclísmica vivida no Haiti, o povo caribenho tem o dissabor de ver a liderança dos esforços humanitários – agora tomando a forma vindoura da reconstrução do Haiti, sendo que de modo algum se localiza uma base sólida de saúde popular após a “comunidade internacional” se dissolver em aparatos militares dentro do país – entregue a ninguém menos que... &lt;em&gt;Bill Clinton&lt;/em&gt;, um dos responsáveis diretos pela submissão dos trabalhadores e do povo pobre haitiano e de sua centenária condenação à miséria. Quem entregou esse fardo ao antigo zelador da Casa Branca? O seu zelador atual: &lt;em&gt;Barack Obama&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; É necessário impulsionar a combinação mais única das forças indispensáveis para o reerguimento genuíno do povo haitiano. Tudo se levanta de acordo com o estado de suas juntas e articulações. Enquanto os esforços para manter os haitianos ajoelhados serão administrados a jorros pelos bilhões de dólares em licitações para as multinacionais, que seguirão demonstrando ao povo que este não se pode ajudar a si mesmo sem o bolso cheio, cumpre lubrificar as juntas da consciência de classe das trabalhadoras e dos trabalhadores e deixar flamejante a luta desse heróico país caribenho, tão devassado por todos os poros abertos de modo sangrento durante sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-3422919776611964322?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/3422919776611964322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/o-lider-in-partibus-infidelium.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3422919776611964322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3422919776611964322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/02/o-lider-in-partibus-infidelium.html' title='O Líder &lt;em&gt;in partibus infidelium&lt;/em&gt;'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1734210706837843322</id><published>2010-01-31T20:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T20:34:43.564-08:00</updated><title type='text'>"Abertura dos caixas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;O dinheiro não tem senhor. Mas o senhor deixa de ser senhor assim que é desmonetizado&lt;/em&gt;. Como os trabalhadores e o povo pobre haitianos foram impedidos violentamente de se apoderar com suas próprias mãos dos artigos de consumo presos nas vitrines de comerciantes e donos de supermercados, e não puderam conduzir a satisfação de suas necessidades mais vitais lado a lado com a capacidade popular de superar as mazelas do capital, a ajuda internacional encontrou o meio burguês de superar as mazelas do povo pobre haitiano. Agora, parte da ajuda internacional será revertida diretamente em &lt;em&gt;dinheiro&lt;/em&gt; para que os haitianos &lt;em&gt;comprem &lt;/em&gt;as mercadorias que se ocultavam durante as duas últimas semanas nos rincões mais próximos das prateleiras de Porto Príncipe. Pode-se dizer que os sobreviventes que tiveram mais sucesso desde o terremoto foram os &lt;em&gt;insumos alimentares&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;mercadorias&lt;/em&gt;, enquanto aqueles que deles sentiam falta caíam vítimas da hipocrisia cruel do imperialismo internacional.&lt;br /&gt;Agora, as mercearias serão novamente abertas, pois no seu capacho entra o único cliente que deseja alimentar: o dólar.&lt;br /&gt;Que os trabalhadores não nutram ilusões sobre a grande responsabilidade humanitária demonstrada pelos norte-americanos: o único ente que querem vivo é exatamente aquele que enviam através de porta aviões, helicópteros e agências bancárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1734210706837843322?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1734210706837843322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/abertura-dos-caixas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1734210706837843322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1734210706837843322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/abertura-dos-caixas.html' title='&quot;Abertura dos caixas&quot;'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1314520971408011137</id><published>2010-01-31T20:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T20:20:00.002-08:00</updated><title type='text'>A vilania do jornalismo brasileiro</title><content type='html'>A natureza lacaia dos jornalistas brasileiros encontra seu estado ideal superado quando encontram esperança em sua importância internacional. Embora a estupidez dos âncoras televisivos mais conhecidos e os editores chefes das revistas mais filistéias seja notória, espere-se enxergar as pulgas que trabalham como correspondentes internacionais para reconhecer que o governo brasileiro não suga o sangue dos haitianos apenas pela baioneta de seus &lt;em&gt;“gloriosos”&lt;/em&gt; esbirros.&lt;br /&gt; Se o Imperador romano Vespasiano, após cheirar uma moeda recolhida nos coletores dos mictórios públicos, pôde afirmar: &lt;em&gt;“Non olet”&lt;/em&gt; (não tem cheiro), revelando que uma peça de ouro vale a mesma coisa independentemente de sair da amônia ou da fonte mineral mais pura, as palavras do venerável enviado da &lt;em&gt;Folha de São Paulo &lt;/em&gt;ao Haiti, senhor Fábio Zanini, por outro lado, trazem marcadas em caracteres garrafais: &lt;em&gt;“Olet!” &lt;/em&gt;(fede!), e revela de maneira refrescante que uma frase reacionária de um servo é diferente daquela de um tirano, pois homenageia o serviço que seus farrapos mentais prestam à grandeza do senhor.&lt;br /&gt; O recruta delegado do jornal paulista, entusiasmado por estar acompanhando in locu os repentes da pirataria internacional, encheu a boca para defender com fúria ufanista a presença brasileira no Haiti, justamente em cima das manifestações do povo haitiano contra a permanência das tropas da ONU (capitaneadas pelos auriverdes) no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Acuada e radicalizada, uma franja da sociedade haitiana &lt;/em&gt;aproveita o caos pós-terremoto para aumentar o volume de uma demanda que completa seis anos: brasileiros, voltem para casa!” (Folha Online, 31/1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Original apenas na banalidade, o senhor Zanini usa o argumento que por sa vez completa agora &lt;em&gt;188 anos &lt;/em&gt;no Brasil: o rechaço a liderança de tropas brasileiras é “realizado por uma minoria inexpressiva e anarco-radicalista que desconhece a importância de se reforçar a lei e a ordem”. A mesma voz federal que parece ecoar do túmulo de José Bonifácio encontra ressonância nas mãos cadavéricas do senhor Zanini.&lt;br /&gt; Mas quem são esses elementos depravados, margem de uma pequena porção, que não reconhecem heróis porque eles mesmos não os são? Zanini afirma que são simpatizantes do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, seqüestrado e deposto pelos Estados Unidos depois de se mostrar antiquado para os interesses norte-americanos na região; e faz questão de frisar onde essa mínima bacia de “radicalizados” se encontra, e o que fazem nesses lugares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Vivem em bairros miseráveis de Porto Príncipe, como Cité Soleil e Bel Air&lt;/strong&gt;, onde Aristide aparece em grafites nos muros ao lado de Bob Marley e Martin Luther King. 'Aristide construiu tudo por aqui, e os brasileiros destruíram', disse um homem que se identificou apenas como Jean, &lt;em&gt;tomando cerveja e fumando maconha às 10h&lt;/em&gt; numa rua em ruínas em Bel Air”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual precisão! Sem ela, que seria daqueles que, fora do sofrimento – fruto das perseguições, calúnias e assassinatos – aconselham e incitam facilmente o sofredor? Reconhecemos o erro de expressar a opinião de que o sr. &lt;em&gt;Encarregado&lt;/em&gt; não sabia onde se situa e o que faz a camada de “acuados”. O único problema é que &lt;em&gt;Herr&lt;/em&gt; Zanini provocativamente desacredita os autores das demandas para a retirada de &lt;em&gt;sua milícia intervencionista &lt;/em&gt;aos olhos dos brasileiros que têm o prazer de o ler. E qual não é sua preocupação ao cogitar, nas grutas de seu cérebro liberal, os perigos que a “minoria insubmissa e despeitada” pode fazer surgir para os interesses cantonais de seu orgulho patriótico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas a franja radicalizada existe e é atuante, não apenas nas favelas, mas também no movimento estudantil. &lt;em&gt;O pior cenário para o Brasil seria o de uma aliança entre as massas empobrecidas das favelas e essa elite politizada&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse pequeno patriarca jornalístico, criado no âmbito das velhas legislações mais tradicionais de clãs pastorais, embica sua peregrinação pelos bairros pobres do Haiti em busca de aplausos e polegares para o seu exército sacrossanto. Após muitos anos, alguns passos e poucos “sujeitos oriundos de minorias acuadas”, Fábio Zanini não tem dúvidas em garantir a seus compatriotas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao longo de dez dias em Porto Príncipe, a &lt;em&gt;Folha percebeu bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros entre a população do que o contrário&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enfim, Zanini projeta no povo heróico haitiano, maior responsável pelo salvamento de seus conterrâneos abalados pelo terremoto, um servilismo que &lt;em&gt;é só seu&lt;/em&gt;, uma &lt;em&gt;covardia &lt;/em&gt;que só pode ecoar nas bocas em que retumba a aprovação das brigadas de ocupação imperialistas. Demonstra em pequena escala – como em pequena escala se fez tudo o que escreveu até agora sobre o Haiti – o elitismo e o cinismo mais sujo tão correntes na imprensa brasileira, capaz de se “arrastar até a Patagônia por dez rublos”. Esse estado de consciência subserviente envergonharia um servo medieval. A adoração da violência pela &lt;em&gt;cretinice ideológica &lt;/em&gt;do jornalismo brasileiro não conhece a vergonha nem a moderação. Não protegem com suas penas a fronteira norte-americana da ameaça do narcotráfico; são o tapete triunfal que serve de fronteira para a marcha das botas imperialistas.&lt;br /&gt; E que faz a ONU desde que instalou-se no coração dos haitianos? Em julho de 2005 as tropas da ONU dispararam contra a comunidade de Cité Soleil, causando um efeito devastador no bairro mais pobre de Porto Príncipe (com 22.000 cápsulas de projéteis espalhadas no local), e mais tarde impedindo a entrada da Cruz Vermelha para socorro dos feridos, em flagrante violação das normas internacionais mais elementares. A 22 de dezembro de 2006, também em Cité Soleil, forças da ONU atacaram a população que se mobilizava, disparando de helicópteros contra civis desarmados: sempre a uma distância respeitável, já que corpo a corpo os haitianos são muito cruéis. Dois exemplos do trabalho heróico cumprido pelas tropas da MINUSTAH, que foram acusadas, junto à polícia local haitiana, de cometer execuções sumárias e encarceramentos arbitrários.&lt;br /&gt; Em 2006, 63% das acusações contra as forças multinacionais dos cascos azuis da ONU estavam relacionadas com &lt;em&gt;delitos sexuais, abusos e violações, sendo que um terço delas se referia a crimes de prostituição&lt;/em&gt;. Casos de meninas, meninos e mulheres prostituídos, violados e abusados pela MINUSTAH em troca de alimentos, dinheiro e abrigos são recorrentes, mesmo antes da trágica situação em que viviam os haitianos antes do terremoto; certamente se tornaram ainda mais graves depois do abalo, já se veiculando notícias sobre &lt;strong&gt;dez norte-americanos presos e acusados de tráfico de 33 crianças a caminho da República Dominicana&lt;/strong&gt;. Que abalo a mídia burguesa não sentira em sua cadeira de edição, logo quando montava sobre os dados das “gangues haitianas” que traficam crianças e órgãos humanos para o exterior...&lt;br /&gt; Como sucede com a Igreja, com os exércitos de todo o mundo, entre os círculos de altos funcionários, de magistrados e de políticos que gozam da maior impunidade, todos os acusados que pertencem aos cascos azuis ou a “missões de paz” da ONU são repatriados em seus países de origem, onde gozam de um retiro silencioso e sem juízo. Mas a Folha, que esteve no Haiti nos últimos dez anos, percebeu “bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros do que o contrário”, e fecha com a nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Brasil lidera militarmente a Minustah, a força de paz da ONU, &lt;em&gt;que em geral é bem aceita pelos haitianos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Estar dez anos no Haiti não significa nada quando se passa &lt;em&gt;dez anos de olhos fechados&lt;/em&gt;. Suas reportagens não deixaram na superfície do Brasil nenhum prodígio, nenhum gigante revolucionário, mas apenas criaturas tradicionais, uma moita espessa de figuras burguesas que crêem do fundo de seus bolsos que escombros podem ser removidos com &lt;em&gt;fuzis &lt;/em&gt;e abrigos podem ser construídos com &lt;em&gt;balas de borracha&lt;/em&gt;, como crê piedosamente o governo de Lula. Esse cinismo inaudito e repulsivo sanciona o fato de que meninas, meninos e mulheres violados, abusados, golpeados e reprimidos sigam vivendo em suas pobres terras dizimadas e espoliadas pelo imperialismo e pelas guerras destrutivas que impõem as classes dirigentes internacionais. E devem sobreviver sob as piores condições, trazendo em seus corpos os traços indeléveis de crimes de lesa humanidade. &lt;br /&gt;        Quando o povo pobre e trabalhador haitiano conseguir encaixar seus golpes decisivos nas forças invasoras da pilhagem internacional, e esses senhores da imprensa "do povo" tentarem uma cambalhota para ficar ao se lado, retendo esse mesmo povo e preparando a recuperação da milíca da "comunidade mundial" para o próximo ataque, a população gritará &lt;em&gt;"Trop tard!" &lt;/em&gt;e colocará um fim rápido a todo o monopólio da informação por parte daqueles que afligem e respondem em nome dos aflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH "Terra em Transe"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1314520971408011137?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1314520971408011137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/vilania-do-jornalismo-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1314520971408011137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1314520971408011137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/vilania-do-jornalismo-brasileiro.html' title='A vilania do jornalismo brasileiro'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1416788846072061950</id><published>2010-01-29T12:55:00.001-08:00</published><updated>2010-01-29T12:57:01.330-08:00</updated><title type='text'>Resoluções da FRENTE NACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO HAITIANo</title><content type='html'>Esta iniciativa veio com o intuito de convocar uma discussão ampla de todas as frentes, grupos, comitês e movimentos sociais, para definir a melhor forma de ajudar a população do Haiti. Além Trabalhar da Construção uma rede de solidariedade de classe com o povo haitiano, a reunião definiu continuar com a campanha contra a presença das tropas Minustah no país, que mantém a lógica de ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram do encontro  mais de 23 organizações sociais, sendo que todas desenvolvem ações de solidariedade com o Haiti, entre as quais,  campanhas contra a militarização e a retirada das tropas (Minustha). Esta primeira reunião foi um marco importante de juntar e consolidar estas diferentes ações e culminar em uma ampla ação dos movimentos sociais do Brasil para com o  Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi feito um relatório com todos os encaminhamentos e medidas curto e a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue documento na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRENTE NACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM O POVO HAITIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CEPATEC, dia 18/01/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo da reunião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado a tragédia que ocorreu em Haiti, algumas entidades (Via Campesina, Jubileu Sul, Conlutas, Cáritas, Comitê Pró-Haiti) tomaram a iniciativa de convocar uma reunião ampla de todas as frentes, grupos, comitês, movimentos sociais e redes para discutir uma campanha de solidariedade com Haiti. Esta campanha passa pelos movimentos sociais do Brasil com os movimentos sociais de Haiti e de pessoas destas entidades que se encontram atualmente no Haiti (Brigada da Via Campesina, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram mais de 23 organizações sociais, sendo que todas desenvolvem ações de solidariedade com o Haiti, campanhas contra a militarização e a retirada das tropas de Minustha, trabalham em conjunto com movimentos parceiros, dentre outras tantas iniciativas, como Missões de Solidariedade e Investigação. Esta primeira reunião foi um marco importante de juntar e consolidar estas diferentes ações e culminar em uma ampla ação dos movimentos sociais de Brasil para com Haiti, uma FRENTE DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DO HAITI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Pontos comuns para o processo e ações de colaboração na reconstrução do Haiti, para com o povo:&lt;br /&gt;• Fortalecer a Campanha PELA RETIRADA das TROPAS da MINUSTHA do Haiti com todas as organizações, movimentos sociais, redes e entidades.&lt;br /&gt;• Duas cartas:&lt;br /&gt;a) Uma de apoio ao Povo Haitiano e às organizações sociais do país, anunciando a formação da Frente Nacional de Solidariedade ao Povo haitiano;&lt;br /&gt;b) Segunda carta, chamar a Responsabilidade dos governos e da “comunidade internacional” com o povo e com a reconstrução, restituição da soberania do Haiti ao povo, denunciando da violação dos direitos humanos, o fechamento das fronteiras, denunciando a ocupação militar, colocando nossa visão de reconstrução do país envolvendo o povo Haitiano.&lt;br /&gt;• Desenvolver uma campanha de solidariedade com Haiti, com recursos financeiros, alimentos, sementes, água, envolvendo a população, principalmente os militantes, esclarecendo a situação do país e direcionando nossa ajuda financeira para as organizações e movimentos sociais do Haiti.&lt;br /&gt;• Fazer pressão junto ao governo brasileiro para que disponibilize transporte para o envio das arrecadações (alimentos, água, medicamentos e sementes), e, principalmente que as tropas militares atuem na reconstrução do país e não cumprindo um papel de polícia ou de serviço aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;• Destinar os recursos financeiros arrecadados diretamente às entidades, movimentos sociais em Haiti, para que nossa contribuição favoreça a reorganização, reestruturação no país. Nossa ajuda financeira terá um recorte político.&lt;br /&gt;• Contribuir com o fortalecimento dos movimentos sociais, na construção do projeto de reconstrução do país no curto, médio e longo prazo, resgatando as lutas históricas, permitindo a construção de sua autonomia e soberania.&lt;br /&gt;• Enviar brigada para contribuir na reconstrução do País (médicos, engenheiros, arquitetos, técnicos, etc.).&lt;br /&gt;• Lutar pelo cancelamento das dividas do Haiti e a não privatização dos bens e serviços existentes (comunicação, água, energia, etc.) e contribuir na luta por serviços públicos de qualidade para a população (alimento, água, saúde, saneamento, educação, moradia, transporte,...).&lt;br /&gt;• Ampliar a campanha de esclarecimento com a população brasileira dos fatos que ocorre no Haiti, tirando o foco da rede globo e outros meios de comunicação.&lt;br /&gt;• Utilizar os meios de comunicação que temos, nas entidades para divulgar a situação do povo Haitiano.&lt;br /&gt;• Criar um coletivo de coordenações entre estas entidades para impulsionar estas ações a curto, médio e longo prazo.&lt;br /&gt;• Manter os contatos com as entidades que já estão no Haiti para ajudar desde lá na coordenação desta campanha.&lt;br /&gt;As discussões foram na linha de definir metas e prazos para sua realização, devido a situação hoje do Haiti. As ações a curto prazo, médio e longo prazo, foram assim indicadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Definições para curtíssimo prazo (1 mês):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Elaboração das cartas de solidariedade e de denuncia assinada por todas as organizações presentes na reunião e abrir para mais adesões e que seja em vários idiomas e enviar para o mundo inteiro.&lt;br /&gt;• Definir no Haiti as organizações que irão receber as ajudas, neste sentido se fará os contatos necessários com Camille, SOFA.&lt;br /&gt;• Trabalhar com os 22 postos de distribuição e atendimento que a Cáritas já tem no país e que estão ajudando neste momento prioritário (alimentos, água, medicamentos).&lt;br /&gt;• Potencializar os movimentos no Haiti para receber estes recursos.&lt;br /&gt;• Realizar uma Campanha de arrecadação de alimentos (enlatados e não perecíveis), água, sementes, equipamentos de construção civil, remédios (algodão, antibióticos, analgésicos, absorventes, anticépticos, soro, bandagem,....).&lt;br /&gt;• Somar a campanha da Cáritas (igrejas e paróquias) para a arrecadação de alimentos nas paróquias e nas comunidades.&lt;br /&gt;• As entidades poderão contatar suas bases nacionais para a coleta de recursos financeiros e enviar diretamente aos movimentos sociais no Haiti parceiros. As entidade tem autonomia para realizar, a seu modo, em âmbito nacional a coleta financeira, seja através de UM DIA DE SALÁRIO em solidariedade para o Haiti ou outras formas e o repasse deste valor será feito diretamente as suas organizações parceiras no Haiti. A partir do envio financeiro de cada entidades, é importante informar o grupo de trabalho executivo da Frente para termos a dimensão, dados, do montante da ajuda desde as organizações brasileiras.&lt;br /&gt;• Colaborar com a comissão da Cáritas no sentido de pressionar o governo brasileiro para que providencie o transporte para o envio destes produtos até Haiti.&lt;br /&gt;• Reunião de ministro dos países que irá acontecer no dia 25 de janeiro em Montreal em preparação a reunião de doadores financeiros bilaterais, entregar uma carta colocando o nosso posicionamento em torno da reconstrução do país, o cancelamento da dívida externa do Haiti e que o envio de recursos financeiros para o Haiti não seja condicionado a condicionalidades, privatizações, etc. A MMM poderá articular as companheiras do Canadá para entregar a carta.&lt;br /&gt;• Formação de equipes que coordene a execução das campanhas e ações definidas.&lt;br /&gt;• Fortalecer esta Frente de Solidariedade com o Povo do Haitiano envolver outras organizações que não estiveram presentes.&lt;br /&gt;• Criar comissões (Grupos de trabalho) para os materiais e publicações e de comunicação para fazer circular as informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Encaminhamentos e definições a médio (6 meses):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuição dos movimentos sociais no processo de reconstrução do Haiti – este será um processo continuo, e não se reduzirá apenas no âmbito das campanhas ou do momento imediato. Exigirá uma continuidade e compromisso dos movimentos sociais brasileiros para com os movimentos sociais do Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fortalecer as entidades e movimentos sociais locais para a reconstrução do Haiti juntamente com a população do campo e da cidade. E criar as condições necessárias para isso.&lt;br /&gt;• Não fazer para os Haitianos, mas perguntar quais são suas necessidades em que podemos contribuir e de que forma.&lt;br /&gt;• Mobilização Nacional dia 21 de Março - Haiti Livre e Soberano - Dia Internacional para a eliminação da Discriminação Racial. Sair às ruas em atos, protestos, denuncia, atos culturais, dia de coleta de recursos financeiros. Esta atividade será realizada nos estados articulado entre as organizações presentes e envolvendo o máximo possível de forças sociais.&lt;br /&gt;• Dia 22 Março – Haiti Livre e Soberano – Um dia de ação cultural envolvendo a população, artistas, com musicas, Show, vendas de produtos e a arrecadação financeira para contribuir na reorganização das organizações e movimentos sociais do Haiti e para a reconstrução das casas e condições de vida. Esta atividade seria em um local fechado e cobraríamos ingresso, essa é uma sugestão, aberto a criatividade.&lt;br /&gt;• Elaboração de materiais de informações e noticias do que esta acontecendo no Haiti (cartilhas, panfletos e um banner para sites de internet).&lt;br /&gt;• Envio de brigadas para contribuir diretamente na reconstrução (médicos, professores, arquitetos, engenheiros, etc). Para isso é necessário criar as condições financeiras e de infra-estrutura para garantir a permanência destas brigadas no país. A Brigada da Via Campesina estará retornando ao Haiti no dia 31 de janeiro e poderão nos auxiliar nos informes e encaminhamentos, desde o Haiti.&lt;br /&gt;• Dar continuidade às campanhas: pela retirada das tropas da ONU e o Não pagamento das Dividas do Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Encaminhamentos a logo prazo (....):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Dar continuidade as campanhas - Fora as tropas de Ocupação, o não pagamento das Dívidas, e não as privatizações.&lt;br /&gt;• Contribuir na construção de um Plano de Reconstrução político, ideológico e econômico com os movimentos, entidades, população Haiti, e de infraestrutura, escolas de formação técnica e política.&lt;br /&gt;• Dar continuidade as Campanhas de arrecadação tanto de insumos como financeiro para colocar em prática a reconstrução do país.&lt;br /&gt;• Trabalhar para que os recursos como água e o cultivo de alimentos sejam de fato desenvolvidos a partir de cisternas e do envio de sementes e condições sejam criadas para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Comissões de trabalho da frente Solidariedade ao Haiti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão de materiais e publicações:&lt;br /&gt;a) Criar a logo para os sites e comunicações.&lt;br /&gt;b) Cartaz para a campanha.&lt;br /&gt;c) Material de esclarecimento e divulgação sobre a realidade Haiti.&lt;br /&gt;Membros: Jubileu, Sonia (MNU), Babi (Defender Haiti é defender a nós mesmos),&lt;br /&gt;Lucia (Pró-Haiti), MST.&lt;br /&gt;(Elaborar as propostas e circular entre as entidades para opinião)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão de Comunicação:&lt;br /&gt;a) Coordenar as entrevistas sobre a campanha e sobre o Haiti.&lt;br /&gt;b) Enviar as informações e a comunicação para o grupo.&lt;br /&gt;c) Disponibilizar as informações nos sitie, listas das organizações.&lt;br /&gt;d) Acompanhar as informações e notícias sobre Haiti.&lt;br /&gt;Membros: Juliane e Brígida (Pró-Haiti), Clarisse (Rebrip), Junior (Conlutas), Abong,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Trabalho Executivo:&lt;br /&gt;a) Articular, acompanhar, motivar e coordenar em conjunto com os movimentos as diversas tarefas da Frente.&lt;br /&gt;b) Elaboração dos documentos finais da reunião.&lt;br /&gt;c) Preparar, motivar e articular as atividades de 21 e 22 de Março.&lt;br /&gt;c) Fazer contato e pressão com o governo para o transporte dos produtos e insumos arrecadados.&lt;br /&gt;d) Fazer contato com as organizações no Haiti para receber as doações.&lt;br /&gt;e) Articular as campanhas nos estados com as entidades.&lt;br /&gt;f) Convocatória da Próxima reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membros: Via Campesina, Jubileu Sul, Cáritas, Marcha Mundial das Mulheres, Conlutas, Assembléia Popular, Comitê Pro-Haiti, Action Aid; Reprip; CUT, Intersindical; Movimento Negro Unificado e Articulação de Mulheres Brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próxima reunião da Frente de Solidariedade ao Povo Haitiano.&lt;br /&gt;Dia 23/02/2010.&lt;br /&gt;Local: CEPATEC (Rua: Rubens Meireles, 136 – Metrô Barra Funda – São Paulo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1416788846072061950?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1416788846072061950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/resolucoes-da-frente-nacional-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1416788846072061950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1416788846072061950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/resolucoes-da-frente-nacional-de.html' title='Resoluções da FRENTE NACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO HAITIANo'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-7782312685179471125</id><published>2010-01-28T10:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T10:36:23.500-08:00</updated><title type='text'>Mudança de data do flash mob</title><content type='html'>O Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) informa que o flash mob que seria realizado nesta quinta-feira, dia 28/01, foi transferido para terça-feira, dia 02/02, em função da chuva ocorrida neste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda solidariedade ao povo haitiano!&lt;br /&gt;O Haiti precisa de alimento, água, remédios, médicos, engenheiros. Não Fuzis e repressão.&lt;br /&gt;Fora tropas militares do Haiti! Por uma ajuda humanitária de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chamamos a tod@s a nos encontrarmos na terça-feira no CACH às 16h, para irmos para Campinas, no largo do Rosário, participar do flash mob que se realizará as 17h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postamos abaixo o panfleto que será distribuído na terça-feira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por uma solidariedade ativa ao povo haitiano!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado de coisas e das pessoas no Haiti é agravado diariamente pelo terremoto mais permanente no país: o terremoto social submete as vítimas do terremoto natural. O terremoto do dia 12 de janeiro já havia causado a morte de quase 100,000 haitianos, e deixou por volta de 609,000 desabrigados, segundo cálculos oficiais das Nações Unidas. Mas o abalo natural acabou há duas semanas; e mesmo assim, o número de vítimas, a partir de algumas estimativas, praticamente dobrou nessa última semana (quase 200,000) e o número de desabrigados subiu para 1,000,000. Por que os números crescem diariamente de maneira tão assombrosa?&lt;br /&gt; O terremoto no Haiti foi um fenômeno natural que não pôde ser evitado; mas as suas conseqüências e como lidar com ele, não são naturais nem inevitáveis. Embora as conseqüências do terremoto natural, como corte do suprimento de água, de comida e de energia elétrica, além dos feridos que batalhavam para sobreviver desde o dia 12, se manifestem neste aumento nas duas taxas, a intervenção de organismos internacionais como a ONU e dos governos dos Estados Unidos e do Brasil ajudam a afastar ainda mais dos haitianos uma verdadeira fonte da ajuda humanitária. &lt;br /&gt;Na situação atual, os haitianos são obrigados a trabalhar na direção oposta daquela da “comunidade internacional”. A coordenação norte-americana e das Nações Unidas obriga os haitianos a manterem-se passivos quanto aos esforços de salvamento e reconstrução do país. Os haitianos são instigados a formarem filas quilométricas para receberem alimentos, sem que desde o início haja alimentos para todos, esperando inutilmente por uma ajuda que não chega; são sistematicamente impedidos de participarem das operações de distribuição. Os agentes da ajuda oficial pedem calma para que a sua contribuição ao desastre seja o esforço único, recebida em silêncio. &lt;br /&gt; Enquanto isso, as tropas internacionais da ONU (capitaneadas pelos soldados brasileiros de Lula), o exército norte-americano de Barack Obama (que, sozinho, já soma mais soldados que todas as nações juntas, com um destacamento de mais de 20,000 soldados) e a polícia de mais de trinta países, além da polícia local, asseguram ao povo haitiano que ele não terá acesso aos artigos de consumo já existentes na capital, dentro de mercearias e supermercados. A população que tenta justificadamente se apoderar da comida da cidade é perseguida e recebe tiros da polícia. Esta força policial desumana já matou cerca de 27 pessoas, chamando famintos de “saqueadores”. Vão aos montes a Porto Príncipe para ajudar os haitianos a entender que eles mesmos não são capazes de se ajudar.&lt;br /&gt; Por causa dos estragos causados pelo terremoto na infraestrutura de Porto Príncipe, a ajuda internacional continua presa em navios cargueiros e porta aviões dentro da baía da capital, e em aviões de resgate no aeroporto cheio de aeronaves que não podem se locomover. As estradas ainda estão cobertas por escombros, dificultando ainda mais o transporte de água e alimentos. A temporada de chuvas no Haiti começa a partir de maio, e quase metade dos sobreviventes não possui alojamentos seguros para se abrigarem das fortes tempestades caribenhas, nem estocagem de comida.&lt;br /&gt; O destino do Haiti precisa estar de uma vez por todas em suas próprias mãos. A ajuda internacional só pode atingir positivamente o povo haitiano se esse mesmo povo estiver na coordenação dos esforços humanitários e com o controle dos recursos recebidos. Os haitianos não podem ter paciência, nem podem esperar por ajuda. É impensável achar que a demora na entrega dos recursos colabora com o bem-estar do povo pobre de porto Príncipe, como quer a mídia. Nós, estudantes do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp exigimos novamente a retirada imediata e incondicional das tropas da ONU (MINUSTAH) do Haiti, e que o Congresso brasileiro revogue imediatamente o envio de mais 900 soldados para lá, anunciado essa semana. Repelimos a invasão do exército norte-americano em toda a América Central e exigimos sua saída. Que o dinheiro necessário para a manutenção das tropas seja revertido em ajuda direta. Que a dívida externa do Haiti seja cancelada. E, principalmente, que as organizações trabalhadoras e o povo pobre do Haiti controlem os recursos recebidos e sua distribuição interna: comida, água, suprimentos médicos e barracas. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp&lt;br /&gt;Gestão Terra em Transe&lt;br /&gt;contato (www.cach-unicamp.blogspot.com)&lt;br /&gt;&lt;terraemtranse_cach@yahoogrupos.com.br&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-7782312685179471125?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/7782312685179471125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/mudanca-de-data-do-flash-mob.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7782312685179471125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/7782312685179471125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/mudanca-de-data-do-flash-mob.html' title='Mudança de data do flash mob'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-9210849142245503358</id><published>2010-01-27T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T05:44:07.157-08:00</updated><title type='text'>Ato nesta quinta-feira (28) em solidariedade ao Haiti!</title><content type='html'>Nosso centro acadêmico convoca a todos os estudantes e quem mais se solidarizar a participar de um ato no centro de Campinas (Praça do Rosário) em solidariedade ao povo haitiano.&lt;br /&gt;Neste ato faremos uma panfletagem para dialogar com a população campineira, levaremos cartazes e faremos uma intervenção estética. Além de arrecadarmos fundos em solidariedade ao povo haitiano fazendo parte orgânica da campanha que a Conlutas vem impulsionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda solidariedade ao povo haitiano!&lt;br /&gt;O Haiti precisa de alimento, água, remédios, médicos, engenheiros. Não Fuzis e repressão.&lt;br /&gt;Fora tropas militares do Haiti! Por uma ajuda humanitária de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTA-FEIRA: CONCENTRAÇÃO AS 15H NO CACH PARA CONFECÇÃO DE CARTAZES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-9210849142245503358?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/9210849142245503358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/ato-nesta-quinta-feira-28-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/9210849142245503358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/9210849142245503358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/ato-nesta-quinta-feira-28-em.html' title='Ato nesta quinta-feira (28) em solidariedade ao Haiti!'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-5976911600191216974</id><published>2010-01-23T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T12:39:16.022-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Sáb, 23/1)</title><content type='html'>Enquanto as agências publicitárias Reuters e Associeted Press (AP), juntamente com todos os outros jornais comprados à ponta da baioneta e encantados pelos esforços regulados da &lt;em&gt;ajuda humanitária oficial&lt;/em&gt;, exaltam ao paraíso personagens como Floriano Peixoto, P.K. Keen e Douglas Fraser, em seu trabalho infatigável por “restaurar a ordem”, coroam com folhas de loureiro as valentes tropas da ONU e nunca se cansam de contar os horrores do reino democrático do terror, dois novos Messias – ao menos quanto ao aparecimento público em relação ao Haiti – patrícios de Wall-Street, subiram ao Monte Sinai. Outro deles só subiu escondido para dizer que, na verdade, não queria estar ali.&lt;br /&gt; A testa e o nariz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, quis deixar muito claro de uma vez por todas que para a grande burguesia a marcha do tempo histórico &lt;em&gt;é sim reversível&lt;/em&gt;, eventos e medidas do início do século XX &lt;em&gt;não são relicários e velharias do passado&lt;/em&gt;, que não são “viúvas da Guerra Fria”, desde que se trate da eucaristia e salvação do capital norte-americano. A mudança tênue dos efeitos históricos traz consigo o privilégio da verborragia, e o passado só é irresgatável quando se fala de tal ou qual revolução popular.&lt;br /&gt; Pois bem; o sr. Dominique não titubeou em proclamar a partir de seu cajado: “Minha crença é que o Haiti, incrivelmente atingido por coisas tão diversas – escassez de alimentos e a crise nos preços dos alimentos”, [conheças antes de tudo o berço das coisas, Josué!], “então o furacão, e agora o terremoto – precisa de algo grande, não uma tentativa tímida, mas algo muito mais impactante para a reconstrução do país, um tipo de” [abracem-se] “&lt;em&gt;Plano Marshall&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt; O Plano Marshall, enviesado pelo Secretário de Estado George Marshall, esteve no bojo dos esforços desesperados dos Estados Unidos, após a Segunda Grande Guerra, do qual foi o motor principal, para inverter toneladas de dólares sobre as economias européias arruinadas e impedir que começassem a “falar russo”, silenciando-os pacificamente com seu dinheiro e contendo a crescente ameaça militar soviética. Enquanto na América do Sul o caráter real do capitalismo “democrático” norte-americano se revelava claramente pelas ditaduras tirânicas dos déspotas sedentos de sangue como Getúlio Vargas e Fulgencio Batista, que não eram mais que o instrumento político dos EUA “democrático” e imperialista, na Europa cumpriu seu papel de “pacificador”, revitalizando novamente a dominação capitalista nos seus pontos mais débeis (inclusive Alemanha), contra as investidas do Kremlin.&lt;br /&gt; Convertendo-se no principal centro econômico e financeiro do mundo – já como fio de continuidade do que fizera após a Primeira Grande Guerra injetando na Europa os milhões do Plano Dawes-Young – e exigindo pela reconstrução um tributo mais pesado ainda para as regiões coloniais e semi-coloniais, ajudou no renascimento das ilusões democráticas na Alemanha, França e Inglaterra, levantando a imposição da limitação na fabricação de armamentos, que impediam o pagamento das dívidas de guerra a Wall-Street. Essas inversões monetárias na Europa foram importantíssimas para obstar definitivamente os movimentos de libertação das colônias e semi-colônias na América, África e Ásia.&lt;br /&gt; Vê-se como semelhante “plano” ajudaria a situação haitiana a longo prazo. Ela não poderia, porém, vir senão da cabeça e do nariz do Fundo Monetário Internacional.&lt;br /&gt; E de um modo, o sr. Dominique aderiu resolutamente à sua idéia; aqui, o chefe do FMI declarou-se a autoridade imperial mais cômica de todas as autoridades imperiais: o Fundo prometeu ao Haiti &lt;em&gt;um empréstimo livre de juros &lt;/em&gt;de US$100 milhões em fundos emergenciais para que o governo possa cobrir atividade essenciais(!) e importações urgentes(!).&lt;br /&gt; Mas, que governo? Tudo que o Haiti não tem agora é um governo próprio. O país está inundado com as Forças Armadas de todos os países, e com a força combinada de todos eles, a MINUSTAH. Seu “presidente” em tempos “de paz”, René Préval, fez sua primeira aparição pública no funeral do Arcebispo do Haiti, &lt;em&gt;ontem&lt;/em&gt;. Perguntado por que não se manifestara ainda, ele se limitou a evadir-se: “Não se trata hoje de política”. Esse é o Messias envergonhado de subir ao Monte. Façamo-lo descer.&lt;br /&gt; O Messias do Grande Fundo reportou: “A coisa mais importante agora é que o FMI está trabalhando com todos os doadores para tentar apagar toda a dívida haitiana, &lt;em&gt;inclusive nosso novo empréstimo&lt;/em&gt;. Se nós conseguirmos – e tenho certeza de que conseguiremos – mesmo &lt;em&gt;esse empréstimo se tornará finalmente uma concessão&lt;/em&gt;, porque toda a dívida será apagada, e isso é algo muito importante para o Haiti”.&lt;br /&gt; Faço de conta que estou &lt;em&gt;emprestando&lt;/em&gt; quando na verdade todo o mundo está &lt;em&gt;doando&lt;/em&gt;; faço de tudo para mostrar que, em realidade, &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; estou fazendo todos doarem e apagarem as dívidas que o Haiti possui para com eles. Quando menos se espera, a minha &lt;em&gt;doação&lt;/em&gt; travestida de &lt;em&gt;empréstimo&lt;/em&gt; tira a roupa e magicamente se torna &lt;em&gt;doação&lt;/em&gt;, mas ficando claro que sem minha intervenção esse &lt;em&gt;milagre&lt;/em&gt; não teria lugar. No fim, acabo sendo o maior samaritano, mesmo quando na verdade só ajudei a &lt;em&gt;destruir socialmente &lt;/em&gt;o país.&lt;br /&gt; Brilhante. Mais ou menos.&lt;br /&gt; Ele disse que o FMI colocou os fundos na forma de empréstimo em vez de uma doação direta para agir rapidamente, &lt;em&gt;já que o Fundo Monetário Internacional não possui meios de entregar dinheiro de outra forma que não em empréstimos&lt;/em&gt;. Todos nos sentimos confortados pela existência de órgãos mártires que suam todo o seu sangue para transformar a obrigação da doação na nódoa da dívida.&lt;br /&gt; O terceiro Messias é bem conhecido na América Central, principalmente pelos ocorridos recentes em Honduras. Trata-se do Secretário Adjunto do Estado para Assuntos no Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela. Este homem bíblico fez todo o possível para desmistificar os desconfiados da idéia absurda de que os EUA estariam aproveitando a situação para diluir em cada molécula de ajuda humanitária uma cadeia carbônica de soldados “da lei e da ordem”. Disse que os Estados Unidos não têm nenhuma intenção de “ocupar” o país; de que suas forças militares, como os egípcios na Galiléia, estão simplesmente ajudando no fornecimento de comida, medicamentos, e ajuda no resgate.&lt;br /&gt; Mas o profeta foi renegado em sua própria terra. Os Estados Unidos já enviaram, ou estão enviando, &lt;em&gt;mais 20 navios de comando da Marinha e do Exército para o Haiti, incluindo porta-aviões e navios anfíbios que carregam equipamentos terrestres e helicópteros, assim como milhares de marinheiros, soldados, fuzileiros navais, da guarnição da aeronáutica, e da guarda costeira&lt;/em&gt;. A cifra dos 15,000 soldados recebeu forte lubrificação.&lt;br /&gt; Valenzuela acrescentou que as questões de segurança no Haiti estão nas mãos das forças das Nações Unidas (órgão de que é chefe e patrocinador mor), e que a milícia norte-americana está ali apenas para “apoiá-los”. De repente, são as tropas das Nações Unidas que precisam de apoio e proteção. Ou os EUA não compreendem a situação, ou estão ali realmente para o caso de algo dar “errado”.&lt;br /&gt; A presença das falanges messiânicas dá todo tipo de esperança e coragem a seus apóstolos. A polícia haitiana dá curso em pleno dia a seus “feitos heróicos” de intransigência a favor da política de sobrevivência capitalista na capital. Em procedimentos selvagens contra o povo faminto, um policial haitiano disparou tiros em cada um de dois suspeitos de haver “saqueado” um saco de arroz de um dos armazéns da cidade. Um deles, atingido na bacia, permaneceu sentado chorando de dor e pela crueldade dos não-paisanos, enquanto a outra vítima dos cães da polícia local, ferido mais gravemente, ficou estirado na rua com o saco de alimentos esparramado ao seu lado. Alguns repórteres indignados tiraram a prova real com os policiais que haviam atirado enquanto o comandante da polícia interveio e, relapso como quem não dá a mínima, garantiu que chamaria uma ambulância para os dois. &lt;em&gt;Duas horas mais tarde&lt;/em&gt;, o corpo estendido, agora morto, encontrava-se onde havia caído. Fontes locais asseguram que o estado de ânimo da milícia haitiana é deixar os mortos na rua e usar o terror para dar o exemplo.&lt;br /&gt; Esses vermes da gendarmeria, regentes crus da sinfonia da dor haitiana, apresentam como se mantém a lei e a ordem durante a completa desordem social dos homens famintos, e usam o terror como &lt;em&gt;conditio sine qua non &lt;/em&gt;da continuação da ajuda humanitária. Denunciamos abertamente o papel criminoso desses assassinos do Haiti; a população não teme as quadrilhas do local como deve temer os seus próprios guardiões. Todos os policiais responsáveis por esses delitos &lt;em&gt;são culpados de alta traição&lt;/em&gt;; qualquer oficial ou comandante que ousar dar ordem para que suas brigadas abram fogo contra a população &lt;em&gt;deve ser acusado de alta traição e punido severamente&lt;/em&gt;. Infelizmente, no momento atual, o próprio povo pobre e trabalhador haitiano não se encontra em posição de coordenar esse tribunal popular contra os lacaios assassinos do imperialismo; ainda assim, as organizações de esquerda internacionais precisam colocar pesadamente este instrumento de pressão sobre a burguesia e, sem qualquer compromisso com ela, exigir a punição imediata dos verdadeiros saqueadores da força de trabalho haitiana, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         “&lt;em&gt;a pálida canalha que é observada&lt;br /&gt;                              como a fé, o amor e a esperança&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Até agora, o Haiti catalogou 111,000 mortos e 609,000 desabrigados. Qual porcentagem dessas mortes teve como responsável a negligência da ajuda oficial e a truculência desses saqueadores das vidas haitianas, não é certo. Um índice intrigante é que 5288 norte-americanos foram removidos do Haiti. Essa é a confiança do país nas forças armadas sob seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH "Terra em Transe"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-5976911600191216974?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/5976911600191216974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sab-231.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5976911600191216974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5976911600191216974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sab-231.html' title='Condições no Haiti (Sáb, 23/1)'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-2096667939499316743</id><published>2010-01-23T12:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T12:27:48.766-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Sex, 22/1) - parte 3</title><content type='html'>Principalmente, é necessário que uma voz se posicione de maneira politicamente contrária à forma como expõem os “feitos heróicos” dessas brigadas todas as mídias (Reuters, CNN, Globosat) compradas pelo imperialismo norte-americano, do qual as tropas da MINUSTAH – e a burguesia brasileira – não representam senão o apêndice canino mais servil. Há que se estabelecer, nesse momento, com toda a energia pedagógica possível, a linha de continuidade entre as operações policiais da MINUSTAH e a manutenção do predomínio do capital imperialista norte-americano e europeu no Haiti; o mesmo capital que transformou um país outrora auto-suficiente na produção de arroz, elemento fundamental da dieta da região caribenha, em um país importador de 80% do arroz que consome.&lt;br /&gt; Os chefes do procedimento da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti dizem que “só podem trabalhar sem segurança durante a luz do dia” e, por ocasião do atraso que isso causa na entrega dos medicamentos, mais Forças Armadas norte-americanas enviadas ao local assumirão uma cota maior da responsabilidade pela segurança. Será que a cordas vocais da milícia imperialista da ONU falham e seus lábios tremem pelo terror que “algumas gangues da capital” fazem adentrar em seu coração, ou há algo mais que "gangues" que têm de paralisar? Por que injustiça as fileiras pacificadoras deveriam olhar para os lados antes de ajudar? Por que o dócil Diógenes precisa temer suas formigas?&lt;br /&gt; A presença marcada dessa voz política de oposição é urgente. A articulação que precisa imprimir na consigna da remoção das tropas – que é uma consigna central – é que o povo pobre e trabalhador do Haiti seja o verdadeiro responsável pelo controle da ajuda humanitária em suprimentos alimentares e demais víveres, para que casos terríveis como o da distribuição dos alimentos por caminhões da ONU, ocorridas na sexta-feira (15/1) não se repitam; que a ajuda prestada pelas equipes internacionais de resgate, corpos de bombeiros, engenheiros para remoção de escombros e equipes médicas seja coordenada com a insubstituível ajuda do próprio povo haitiano, que se mostra completamente disposto a fazê-lo e que se demonstrou até agora o verdadeiro herói da recomposição do país. Tudo isso enquanto preserva sua total independência organizativa e política, exercendo o direito de priorizar as necessidades reais da classe trabalhadora e do povo pobre do Haiti, separadamente da pequena burguesia comercial traidora. &lt;br /&gt;E é urgentemente necessário sublinhar o fato de que os haitianos só não se destacaram mais nesse aspecto pelo caráter de &lt;em&gt;sabotagem&lt;/em&gt; que as forças imperialistas da ONU imprimem a partir do oligopólio da ajuda humanitária, que sequer atinge a população desamparada.&lt;br /&gt;No FlashMob realizado nesta quinta-feira em Campinas, no Largo do Rosário, um jipe do exército, tripulado por dois soldados, observou de relance os cartazes pintados com frases “Não se pode remover escombros com fuzis e balas de borracha” e “Envio de ajuda humanitária sim, envio de mais tropas não!”, e se deteve. Um deles disse ter ficado no Haiti sete meses, e que tem sete autuações por homicídio, ao que sempre acompanhava mostrando condecorações por isso. Matou sete pessoas porque “atiravam contra ele”. Se nenhum deles o atingiu, supomos que ou ele é muito bom em brutalizar o povo oprimido, ou se encontrava em situação de proteção privilegiada para balear a população. A segunda opção é a mais provável.&lt;br /&gt;Conversava sem tirar a mão da arma, que deixava a olhos vistos. Ao receber respostas de dois estudantes às suas cínicas perguntas, e notando que não venceria o argumento ali, disse que voltaria ao Haiti, para proteger aquela região que era “fronteira do narcotráfico”. Ao replicar um estudante: “Uma via de acesso do narcotráfico em direção aos EUA, certo? Então vocês protegem a fronteira norte-americana também?”, o soldado mudou de assunto e disse que entregaria nossa declaração aos haitianos.&lt;br /&gt;Esperamos sinceramente que nenhum haitiano, nas atuais condições, tenha de se encontrar com qualquer um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH "Terra em Transe"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-2096667939499316743?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/2096667939499316743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2096667939499316743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2096667939499316743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221-parte-3.html' title='Condições no Haiti (Sex, 22/1) - parte 3'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-705254546513503391</id><published>2010-01-23T12:15:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T12:20:36.264-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Sex, 22/1) - parte 2</title><content type='html'>Um querido camarada de nossa gestão, que esteve no Haiti antes e durante os quatro primeiros dias após o terremoto, expôs-nos com toda a sinceridade como contribuição à campanha lançada pelo CACH, que talvez fosse problemático levantar tão de pronto a bandeira da retirada imediata e incondicional das tropas da MINUSTAH do país caribenho quando na verdade muitos haitianos se sentiam e se sentem seguros com sua presença, pelo trabalho de neutralização das forças organizadas em quadrilhas nos morros da capital, o que é uma preocupação perfeitamente genuína. É um elemento crucial da questão, sem a qual já não podemos calcular nossos esforços.&lt;br /&gt;É excelente poder afinar os pontos de nossa campanha democrática, conjuntamente com várias organizações de esquerda, com os aportes de uma pessoa sensata que esteve &lt;em&gt;in locu&lt;/em&gt; para trazer-nos algo mais concreto da situação socialmente catastrófica do Haiti, a fim de solidarizarmo-nos de todas as maneiras mais eficazes ao povo pobre e trabalhador de lá.&lt;br /&gt;Sem embargo, a realização estratégica desta tarefa é inconcebível sem a mais cuidadosa das atitudes a respeito de todas as questões táticas, inclusive as pequenas e parciais. A melhor via para se conduzir a questão tática do chamado à remoção das tropas da MINUSTAH é aquela que passa através do caleidoscópio da totalidade, que constata e opera a unidade dos contrários. Com a análise da real função da exigência da retirada imediata das tropas da ONU do Haiti, chega-se ao &lt;em&gt;conteúdo funcional &lt;/em&gt;da presença dessas mesmas tropas no país; daí, à perigosa conseqüência material de se não convocar internacionalmente a retirada. &lt;br /&gt; A pressão essencialmente &lt;em&gt;externa&lt;/em&gt; que representa o afluxo do maior contingente brasileiro nas tropas militares da ONU permite que o fato possa ser examinado exatamente na forma internacional como seus propósitos atingem os diversos países capitalistas, inclusive a região de origem das forças armadas, e a região que recebe todo esse derramamento policialesco. Os haitianos talvez oponham a saída das brigadas militares da ONU pelo fato de que estas aplacam sistematicamente – mais fortemente desde 2006, quando assumiu Préval – a insegurança causada pelas quadrilhas da capital; isso, porém, não é em absoluto contraditório com a análise geral de um capitalismo decadente, enfermo, que produz cada vez mais miséria, pela violência. Cumpre, portanto, situar esse fator subjetivo sobre as bases da situação objetiva, em que, nas circunstâncias em que discutimos, não se encontra.&lt;br /&gt; Este é o ponto de partida de toda a nossa atividade. A consigna que se encontra na campanha, da expulsão das tropas de ocupação, só pode fornecer uma imagem clara e honesta da situação objetiva, das tarefas históricas que delas se depreendem (já que a posição econômica do Haiti é a de um dentre inúmeros países coloniais), independentemente de se os trabalhadores estão agora em sintonia com elas ou não. Essa consigna deve ajudar a aproximar o trabalhador haitiano da sociedade como ela é, e da sua tarefa para com ela; é um instrumento para superar e derrotar o seu afastamento das reais condições de sua emancipação. &lt;br /&gt; Esta consigna não precisa se adaptar ao estado de ânimo atual dos trabalhadores haitianos, porque precisa desenvolvê-lo; buscando vincular a eliminação das carências físicas e espirituais deles com sua própria saída política. E tudo isso expresso dentro das teias da aguda crise social do sistema capitalista, incluindo em primeira linha os Estados Unidos. O trabalhador não ameniza a crise brutal da sociedade capitalista por não computá-la quando mede suas misérias; não torna as formas da propriedade capitalista úteis para a resolução de seus problemas quando acha que a sociedade capitalista mesma é a última resposta a eles, não conhecendo alternativa. Da mesma maneira, a MINUSTAH solucionará apenas ilusoriamente as condições dos haitianos ao manter de pé uma condição que precisa de ilusões. A sociedade se torna cada vez mais pobre e o número de desempregados cada vez maior durante o domínio imperialista, e tanto mais se os fatores objetivos não são apanhados.&lt;br /&gt; Aproximando-se da realidade das coisas, muda-se a consciência através dos golpes do mundo, e não o mundo através de uma consciência golpeada. Neste caso, do comando das tropas internacionais de ocupação, trata-se bem mais do Sermão do Bom Ladrão: eliminam-se todos os ladrões e assaltantes, para que se possa roubar tudo sozinho. &lt;br /&gt; Da maior importância é como apresentar esta consigna aos trabalhadores e ao povo pobre do Haiti. A mediação que se faz necessária aqui é que, as tropas militares de vários países das Nações Unidas que “protegem” violentamente os haitianos da ameaça das quadrilhas de Porto Príncipe são &lt;em&gt;as mesmas tropas &lt;/em&gt;que protegem com a mesma virulência a propriedade privada de pessoas que não padecem de fome ou sede, &lt;em&gt;que estorvam a apropriação imediata por parte do povo pobre atingido pelo terremoto de todos os artigos de consumo já existentes no Haiti&lt;/em&gt;, estacados em armazéns, mercearias e supermercados, e que portanto contribuem decisivamente para matar de fome e de sede os mesmos haitianos que alegadamente foram enviados para proteger. São as mesmas tropas que, através desse procedimento de impedir que os haitianos de Cité Soleil se apossem dos insumos alimentares disponíveis na cidade, possibilitam que as quadrilhas do bairro – tão oprimidas quanto toda a população atirada aos morros paupérrimos da capital – obriguem o povo a pagar por esses insumos. São as mesmas tropas responsáveis por estupros de jovens e mulheres haitianas durante os seis anos de invasão, e dos assassinatos de estudantes e professores universitários; são as tropas que colaboram para que a população coma bolinhos de lama para sobreviver; são elas as que operam o tipo mais vicioso de tráfico de armas, aquele entre os imperialismos, que traficam sem o menor risco de sua segurança; são as mesmas tropas que roubam e enforcam, enquanto o povo pobre e trabalhador haitiano “rouba” ao capital – ou seja, retoma o que sempre foi seu – e é enforcado. São as tropas que condensam em si uma necessidade alheia a elas: a de não acrescentar aos Estados Unidos o problema de abrir uma quarta frente de combate na América Central, onde tradicionalmente ancora bases militares estratégicas para o sucesso de seu intervencionismo em toda a América Latina, possibilitando a outros países – como o Brasil – a chance de carregar nas costas, como o mais incapaz de todos os animais, os afazeres coloniais de seu próprio senhor. &lt;br /&gt; São as mesmas tropas, enfim, cuja única tarefa miserável é impor aos haitianos que se resignem com a miséria imposta; nunca capaz de ajudar ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-705254546513503391?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/705254546513503391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/705254546513503391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/705254546513503391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221-parte-2.html' title='Condições no Haiti (Sex, 22/1) - parte 2'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1559718977022609136</id><published>2010-01-23T12:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T12:14:32.962-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Sex, 22/1)</title><content type='html'>Um dos oficiais da administração dos esforços para recompor o Haiti após o terremoto da última terça-feira, não nomeado pela fonte da CNN, afirmou que mais de 300 locais para distribuição de ajuda humanitária estão funcionando. Entretanto, na mesma entrevista, admitiu que nem toda ajuda, particularmente suprimentos médicos, consegue alcançar o epicentro da aglomeração urbana à espera dos medicamentos; mas não deixou de “amenizar” a desproporção da ajuda precisada e daquela realmente enviada fornecendo a peça de notícia de que “&lt;em&gt;ao menos metade &lt;/em&gt;dos vôos que entram no Haiti carregam suprimentos de ajuda humanitária. A maior parte dos outros 50% dos vôos, inclusive os das tropas militares dos EUA e de outros governos estrangeiros, &lt;em&gt;carregam ainda algum tipo de ajuda&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Não necessariamente para o Haiti. É incontestável que os EUA distinguem muito bem os seus interesses humanitários daqueles interesses dos haitianos, e os pesam em primeiro lugar antes de fazer remessa da ajuda. O rápido fortalecimento do povo haitiano, sua recuperação econômica, tanto com a liquidação de grande parte da dívida externa contraída às amarras com o abutre do norte como com o fim do plano de sustentação de sua economia sobre a base da monocultura da cana-de-açúcar para a produção do etanol – idéia brilhante fornecida pela burguesia brasileira, que experimenta saborosamente a pauperização dos campos do país – não andam de mãos dadas com o alcance mundial dos interesses imperialistas norte-americanos e dos fundamentos de seu poderio e daqueles dos velhos países imperialistas europeus. A ajuda, nessas condições, precisa ser gradual e – manca. &lt;br /&gt;Alguns exemplos já foram colocados incessantemente nos textos anteriores; grupos de auxílio como o “Médicos Sem Fronteiras” (Doctors Without Borders), culparam pela morte de cinco vítimas o atraso da gestão de distribuição dos suprimentos. Durante todo o período desde o terremoto, vários vôos carregando ajuda médica foram divergidos do aeroporto de Porto-Príncipe para o aeroporto circunvizinho na República Dominicana. Isso acontece, depois como antes, do aeroporto da capital haitiana ficar abarrotado de aeronaves pela falta de coordenação dos órgãos internacionais, que tomaram o lugar para si. &lt;br /&gt;A partir disso, as Forças Armadas norte-americanas tiveram prioridade nas decolagens e aterrissagens que carregavam consigo destacamentos do exército. Já não podiam contar com a sorte para impedir que a necessidade premente de comida e bebida não fosse buscada de maneira unitária com um levante pela libertação nacional dos colonizados. Enquanto instalavam a nova torre de controle, fecharam o aeroporto. Agora, com as críticas se amontoando sobre sua decisão de priorizar o envio de tropas ao invés da ajuda humanitária, não houve remédio senão mesclar em cada remessa de água entregue por helicóptero no pátio do Palácio Presidencial um contingente de militares, que curiosamente não voltam para trazer novas remessas. Há muitos deles, claro. Não há desperdício aqui.&lt;br /&gt;Renzo Fricke, coordenador de campo do “Médicos Sem Fronteiras”, afirmou durante a semana que a equipe tinha de comprar serrotes no mercado para executar amputações, na falta dos instrumentos mais adequados para fazê-lo. Faltando álcool, doutores usavam vodka para esterilizar equipamentos e instrumentos. Pacientes cirúrgicos eram dopados com altas quantidades de analgésicos, por ocasião da ausência da medicação forte na quantidade correta.&lt;br /&gt;Enquanto isso, o montante das tropas no Haiti, apenas o norte-americano, atinge mais de estarrecedores 15,000 soldados; todos os portos, em processo de reconstrução e outro recentemente aberto no sul da cidade, como também os aeroportos de Porto-Príncipe e de Santo Domingo na República Dominicana, estão sob custódia do exército norte-americano. O píer na região sul da capital haitiana (mais velho e menor que o píer destruído pelo terremoto na região norte), onde atracou mais cedo um navio da marinha holandesa carregando 90 toneladas equivalentes em ajuda humanitária, foi reparado pela equipe do lugar-tenente e comandante da Guarda Costeira dos EUA Mark Gibbs.&lt;br /&gt;Mesmo que os navios cargueiros possam alojar mais suprimentos que os aviões, aqueles estão sujeitos a novos impactos; o tremor desta quarta-feira paralisou novamente os esforços via marítima por três horas. Enquanto esse atraso não pôde ser evitado, é feito imperdoável pelo atraso representado pela inutilidade dos insumos alimentares estacionados nos estabelecimentos comerciais da capital, negados à população. De nada adianta 140 vôos diários ao aeroporto haitiano se o povo de Porto Príncipe não possui meios para esperar essa ajuda, e o estômago é o maior relógio.&lt;br /&gt;Esses efeitos são os resultados lógicos das forças que operam como instrumento da opressão imperialista, que se destina acima de tudo a violar a independência nacional e a não permitir que os haitianos a alcancem minimamente, mesmo pela priorização de suas urgências vitais: comida, bebida, roupas e moradia. Essas forças de contenção, dentro das quais salta aos olhos a participação monstruosa da MINUSTAH, que comanda a polícia haitiana que fuzilou alguns moradores de Cité Soleil por haverem apanhado comida em casas comerciais, impedem que os habitantes de Porto Príncipe dêem a sua solução ao problema, mesmo com a ajuda sincera de alguns órgãos.&lt;br /&gt;Isso traz à baila o exame de uma das bandeiras da campanha pela real ajuda ao Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1559718977022609136?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1559718977022609136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1559718977022609136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1559718977022609136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sex-221.html' title='Condições no Haiti (Sex, 22/1)'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-1133114129121025027</id><published>2010-01-20T18:24:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T18:25:16.806-08:00</updated><title type='text'>Haiti urgente! Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano</title><content type='html'>Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conlutas solicita  a todos e todas em caráter de urgência contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para os povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue o número da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favorecido: Coordenação Haiti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banco do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência 4223-4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta 8844-7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conlutas&lt;br /&gt;Secretaria Nacional Executiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 19 de janeiro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-1133114129121025027?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/1133114129121025027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/haiti-urgente-nova-conta-para-deposito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1133114129121025027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/1133114129121025027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/haiti-urgente-nova-conta-para-deposito.html' title='Haiti urgente! Nova conta para depósito: Campanha de Solidariedade ao Povo Haitiano'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4242802187717446515</id><published>2010-01-20T09:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T09:14:14.266-08:00</updated><title type='text'>Ventriloquia</title><content type='html'>A votação do ostracismo em Atenas era arrastada, tomava meses da atenção pública em sessões no senado; agora, dele o público não toma o menor conhecimento. O último político grego punido pelo ostracismo, em 417 a. C., foi o demagogo Hipérbolo, pelo tempo de 10 anos; o último títere do Haiti talvez seja ostracizado por 10 horas. O temporário ex-presidente do Haiti, René Préval, em todo caso um presidente reservado e distante mesmo no melhor funcionamento da máquina de pressão externa, teve seu decreto de ostracismo cantado por seu próprio Clístenes.&lt;br /&gt;Desde o terremoto, o ventríloquo do “Ministério das Colônias” para o Haiti se refugiou em uma compacta estação de polícia, que se tornou seu quartel-general contra os olhos e os ouvidos do povo haitiano. Participou, nesta segunda-feira, de uma reunião convocada pelo presidente dominicano, Leonel Fernández, em presença também do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, para a elaboração do Plano Estratégico para a reconstrução do Haiti. &lt;br /&gt;A proposta será coordenada por um comitê integrado por Brasil, Haiti, República Dominicana, União Européia, Estados Unidos, Canadá, México e entidades como a ONU, a OEA e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As mesmas entidades que sugaram o tutano do país, querem portanto mastigar seus ossos. Cavaram o abismo no Caribe; agora farfalham e gritam para o prazer de ouvir seu próprio chiado. Sua primeira reunião deve acontecer no Canadá.&lt;br /&gt;Enfim, Préval retorna ao país devastado pelos cordames de seu mestre, e sua boca só abrirá quando seu senhor projetar-lhe a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, membro do CACH&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4242802187717446515?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4242802187717446515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/ventriloquia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4242802187717446515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4242802187717446515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/ventriloquia.html' title='Ventriloquia'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4677643113775489400</id><published>2010-01-20T09:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T09:09:12.904-08:00</updated><title type='text'>Enxame de insetos</title><content type='html'>Os haitianos olham para o alto e sustentam com a vista o peso da amplidão do céu, mais obeso agora com o tráfego constante de helicópteros da octogésima segunda divisão aérea. Eles pousam agora diretamente no gramado do pátio do Palácio Presidencial, onde descarregam fardos de água e caixotes de alimento, utilizando a própria disposição do jardim presidencial – com dois portões em larga distância um do outro – para enfileirar os haitianos famintos, que entram por uma das entradas, apanham os suprimentos, e deixam a área pela outra entrada. Isso porque o aeroporto de Porto Príncipe, já abarrotado de aeronaves desde quinta-feira e sem receber vôos, tornou-se uma base militar da Força Aérea norte-americana.&lt;br /&gt;Após a queda da torre de comando e a congruente falta de coordenação da “ajuda comunitária internacional”, o abutre do norte reuniu as palhas e gravetos para seu novo ninho. Isso se dá também pela ampla ausência de qualquer menção pública do temporariamente ex-presidente René Préval. Esse fato não pode ser subestimado pelos haitianos.&lt;br /&gt;A Força Aérea dos Estados Unidos controla uniformemente e sem restrições a partida e a chegada de qualquer aeronave internacional.&lt;br /&gt;Na praça central da capital, as famílias que usualmente ficavam acampadas pela maior parte do dia e durante toda a noite, esperando anúncios oficiais do governo e mantendo-se afastadas da costa, passaram a desertar a área durante o dia, o que é acompanhado de não menor desconfiança pela imprensa internacional, que já envia seguidores a investigar onde vão. Os galpões da ONU estão fortemente guardados pelas tropas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, estudante das Ciências Sociais 07, membro do CACH&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4677643113775489400?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4677643113775489400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/enxame-de-insetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4677643113775489400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4677643113775489400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/enxame-de-insetos.html' title='Enxame de insetos'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4798082369795812570</id><published>2010-01-19T13:14:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T13:16:09.151-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Dom, 17/1)</title><content type='html'>Enquanto um garoto, a um centro da capital onde se situa o palácio presidencial, esperava apreensivo receber seu plástico de água (ela é distribuída em sacos plásticos) de dois soldados com seus cascos azuis, anunciando-se “milícias da paz” da ONU, do outro lado da cidade, nos bairros pobres da capital, incluindo o mais pobre deles, o Cité Soleil, crianças levantavam suas mãos para o alto em sinal de estupor: a polícia haitiana, cúmplice dos planos oriundos de cada dólar dentre os milhões que Washington envia e que estão estacionados na fronteira do país, abriu fogo contra a população pobre. &lt;br /&gt; Centenas de policiais, carregando coletes amarelo-luminescente e máscaras contra a poeira residual da destruição de dias atrás, assaltaram as ruas em corrida, perseguindo aquilo que daqui em diante ficará conhecido nos meios burgueses oficiais como os “saqueadores de Porto Príncipe”, e que em realidade se conhece como os haitianos compreendendo suas necessidades comuns, e lutando para se apropriar dos artigos de consumo já existentes nas lojas da capital.&lt;br /&gt; Oficiais de polícia armados com poderosas escopetas, cobrindo uns aos outros, alvejavam selvagemente os prédios em que os “saqueadores” alegadamente se ocultavam; nas ruas esburacadas, camionetes da polícia local, tripuladas por três e quatro recrutas, saltavam e atiravam à queima-roupa os transeuntes desses bairros, gritando para se afastarem das mercearias e supermercados, já insuficientes de per si, mas com a espírito de que “deve-se cortar a tendência pela raiz”. Os residentes que se agrupavam nas calçadas, alguns em suas frágeis barracas, eram obrigados a levantar os braços e sair ao caminho das guardas em movimento frenético para, antes de perseguir seus alegados alvos, assustar e paralisar aqueles que assistiam a elas.&lt;br /&gt; Os resultados são sangrentos: dois homens foram baleados na cabeça e deixados para morrer na praça principal em Delmas, aos olhos dos passantes; em Pétionville, um homem foi queimado por um “grupo” que afirmara que se tratava de um “saqueador”. Por ocasião do pavor instaurado pela gendarmeria na capital, alguns contingentes residentes de Porto Príncipe começaram a deixar a capital em busca de cidades circunvizinhas.&lt;br /&gt; Enquanto isso, o lugar-tenente geral P. K. Keen, deputado comandante do Comando Sulista dos Estados Unidos, que está supervisionando a assistência militar, disse que “tiveram um bom dia ontem”, referindo-se ao seu exame da presença de 1,000 agentes militares em ação na capital e os adicionais 3,000 que esperam adentrar o país, aguardando sobre navios cargueiros na costa. Defendeu que os soldados americanos estão “balanceando da melhor maneira possível suas tarefas de segurança e a urgência na entrega rápida de suprimentos”. É preciso iluminar o caroço da posição desse senhor, e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              “Desde que tu não te podes enxergar a ti mesmo,&lt;br /&gt;                 Tão bem como por reflexo, eu, teu espelho,&lt;br /&gt;                        Descobrirei modestamente a ti,&lt;br /&gt;                    Aquilo de ti que tu ainda não sabes”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O contingente armado dos EUA no Haiti atingirá, até segunda-feira, a cifra de 10,000 soldados; a isso soma-se as diversas repartições latino-americanas do “Ministério das colônias” representado pela MINUSTAH, capitaneado pelo bárbaro exército brasileiro de Lula e de Nelson Jobim – que já determinaram enviar balas de borracha para o país avassalado pelo terremoto sísmico e pelo terremoto colonialista. Essa coalizão, fachada da política do imperialismo norte-americano, aumentará necessariamente a resistência armada do povo haitiano, o qual continuará a explorar, depois como antes – como mostra por seus modos recentes – de maneira mais intensificada. Esta resistência, por sua vez, encontrará a reação mais feroz por parte dos EUA, que tentará suprimi-la sob as mais diversas roupagens – como no caso de hoje, em que a polícia haitiana deu provas de seu servilismo incondicional às designações da política de “segurança” do Pentágono – e se revelará mais claramente ainda como o gendarme central da exploração imperialista estrangeira e como o escorador das ditaduras nativas. Deste modo, Washington-Wall Street segue sendo o amo predominante e agressivo da América do Sul e do Caribe, pronto para defender esta posição por meio das armas contra todo assalto sério de seus rivais imperialistas ou todo rechaço sério pelos oprimidos colonizados da América Latina para se libertar da dominação de seu explorador.&lt;br /&gt; Com a restrição opressora à auto-defesa e auto-determinação do povo haitiano em resgate de sua próprias forças, estabelecendo a exclusividade dos esforços de ajuda humanitária ao órgão da ONU, ajuda tão ambígua e feita a meia-medida, a intervenção imperialista do salvacionismo norte-americano não elimina nem modera o sofrimento da população de Porto Príncipe: pelo contrário, na afirmação de sua autoridade, agrava os conflitos dos haitianos entre si e suas atribulações. A reivindicação “pacifista” vem acompanhada de massiva inversão de capitais nas divisões de defesa da “segurança pública”; leia-se: da segurança pública do capital de Wall Street.&lt;br /&gt; Os carrascos do filisteísmo jornalístico da agência Reuters, Joseph Guyler Delva e Tom Brown, anunciaram que a pacificação do bairro Cité Soleil foi “uma das maiores vitórias do presidente René Préval desde que assumiu o cargo em 2006” (Dom, 17/1). Como se não bastasse, esparramam seu conteúdo: “Os líderes das gangues de Cité Soleil são criminosos perigosos, que servem de inspiração para lendas urbanas e populares músicas rap haitianas”. Entrevistando dois policiais haitianos cobrindo a área da favela, são informados que gangues sangrentas famosas voltaram a marcar presença no seu antigo bastião, aproveitando a situação para pilhar os habitantes. Não é acidental que os dois contistas pediram para não serem identificados, por não serem autorizados a falar sobre a volátil situação em Cité Soleil. As bandas “pacificadoras” armadas, sob direção da ONU, são as maiores responsáveis pelos índices de pobreza da região, e os verdadeiros agravantes entre conflitos intestinos em meio da população pobre, desesperada pela aguda escassez de suprimentos.&lt;br /&gt; O comandante da polícia nacional do Haiti, Mario Andresol, mostrando como o costume nutre o hábito no homem, disse dos alegados “criminosos” que fugiram da penitenciária: “Minha mensagem a todos esses bandidos armados que estão se aproveitar da situação é que vamos prendê-los como fizemos antes; estamos trabalhando para tomar as medidas apropriadas para combater esses criminosos", acrescentou.&lt;br /&gt; Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, continuou a salmodiar seus versos favoritos na frente de uma multidão de haitianos: “A ajuda está a caminho”. Nunca se ouviu produto tão alto da voz, por parte de um coração tão vazio: mas o ditado é correto, 'o navio vazio racha com o maior estalido'.&lt;br /&gt; A situação real da incapacidade do influxo de suprimentos é patente: o aeroporto de Porto Príncipe está saturado de aviões internacionais e o governo haitiano oficialmente parou de receber vôos desde quinta-feira, pois a maioria dos aviões estacionados na rampa de acesso abarrotaram a via de pouso. Como a torre de controle caiu durante o terremoto, é muito difícil que os aviões se coordenem a si mesmos. Resultado: a ajuda internacional, em grande parte, foi abortada por enquanto, a não ser pela participação de helicópteros de resgate. Os EUA afirmaram que enquanto essa situação não estiver resolvida, não enviarão mais vôos para lá. Desde sexta-feira os suprimentos muito necessários estão presos em aviões, navios cargueiros e demais containeres, sem chegar ao centro da cidade. Os poucos insumos que alcançam a capital, são pobremente distribuídos e armazenados nos galpões da ONU, os quais são cercados frequentemente por moradores indignados com a delonga da ajuda.&lt;br /&gt; Além: alguma ordem, não se publicou de quem, obrigou vários médicos, no sábado à noite, a deixarem de atender os pacientes nas tendas e "procurar um local seguro". Pior: os médicos têm de levar consigo os suprimentos hospitalares, enquanto os pacientes ficam à mercê das intempéries, esperando a noite toda por triagem e exame. É uma situação revoltante.&lt;br /&gt; Assim, a amplitude dos problemas do imperialismo norte-americano, o alcance mundial de seus interesses e dos fundamentos de seu poderio ditam-lhe uma política de expansão sem trégua, mesmo durante as catástrofes naturais. Constitui o freio mais sólido sobre o movimento de libertação das colônias e semi-colônias. A luta dos trabalhadores haitianos por seu próprio reerguimento deve preservar sua total independência organizativa e política frente aos governos demagogos incapazes de entender as necessidades da população atingida pelo terremoto, reservando-se e exercendo o direito de organizar o povo haitiano num esforço uníssono para a real ajuda humanitária de seus conterrâneos. Nesse processo, deve-se contrapor o afluxo das forças militares que operam como instrumento da opressão imperialista, de forma diplomática ou econômica, destinadas a violar a independência nacional do país e impedir-lhe alcançá-la.&lt;br /&gt; Nossa campanha a partir do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp permanece ofensiva no sentido do combate para que os haitianos tenham acesso e controle dos artigos de consumo já presentes no país, na forma de propriedade privada de comerciantes e merceeiros, e donos de supermercado. Rechaçamos veementemente as calúnias sobre pilhagens e saques pelos senhores empedernidos da pirataria internacional.  A auto-ajuda tem de ser elemento da ajuda geral fornecida por equipamentos hospitalares, engenheiros, corpos de bombeiros, equipes de resgate e hospitais móveis. O oficialismo que isola os esforços da população deve ser denunciado.&lt;br /&gt; Uma situação preocupante para o sofrido povo haitiano é veiculada hoje (domingo, 17/1). O Haiti é residência de aproximadamente 380,000 órfãos, de acordo com a Fundação da Criança das Nações Unidas, e esse número aumentará com a atualização mais exata dos dados após o terremoto de terça-feira. Ao redor de 300 crianças, entre órfãos e desamparados, serão expedidos para fora do país em programas de adoção pelos EUA e pela Holanda, esforços coordenados que eventualmente trarão as crianças de volta ao país quando a situação se abrandar. Por mais alentador que possa ser a retirada dessas crianças do Haiti durante essa situação terrível para a população, não é impossível que o giro para retirar as crianças de lá pode representar o sinal verde para a repressão mais sólida aos trabalhadores adultos haitianos por parte da combinação das milícias internacionais. &lt;br /&gt; Nós, do CACH da Unicamp, reiteramos a exigência da retirada imediata e incondicional das tropas da MINUSTAH do Haiti, e que o dinheiro utilizado para a manutenção das tropas da ONU (US$ 600 milhões) seja revertido em ajuda financeira direta ao país. Exigimos o cessamento imediato ao envio de brigadas militares adicionais e o cancelamento da dívida externa haitiana para com todas as potências imperialistas! Nenhuma repressão policial ao povo pobre e aos trabalhadores de Cité Soleil e da capital Porto Príncipe! &lt;br /&gt; Exigimos a quebra do silêncio por parte da academia e dos docentes da Unicamp, para que esses docentes participem ativamente na expressão do repúdio à presença das tropas militares da MINUSTAH no Haiti, contra a afluência massiva dos exércitos internacionais e inclusive da própria polícia de Nova York na capital do país, critique a atitude abstencionista do CONSU, e que o reitor Fernando Costa envie a ajuda médico-hospitalar necessária ao país que “sua” universidade ajudou a inundar de tropas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Augusto, estudante da Unicamp, Ciências Sociais 07, membro do CACH gestão “Terra em Transe”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4798082369795812570?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4798082369795812570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-dom-171.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4798082369795812570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4798082369795812570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-dom-171.html' title='Condições no Haiti (Dom, 17/1)'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-8596745908290243865</id><published>2010-01-19T13:11:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T13:14:02.884-08:00</updated><title type='text'>Condições no Haiti (Sáb, 16/1)</title><content type='html'>A situação haitiana se alastra de maneira mais alarmante. Vítimas do terremoto sobrevivem de 4 a 5 dias sem comida e água; a indignação de solidariedade do povo haitiano para auxiliar seus próprios conterrâneos é dispersada pelos agentes da ajuda oficial, que pedem calma para que a sua contribuição ao desastre seja o esforço único, recebida em silêncio. As tropas da ONU já se arrogaram naturalmente o oligopólio da ajuda humanitária: vão aos montes a Porto Príncipe para ajudar os haitianos a entender que eles mesmos não são capazes de se ajudar. Não estão lá como força adjunta, que se combina com o ímpeto das pessoas dispostas a trabalhar na capital. Mesmo na situação do terremoto, o organismo das Nações Unidas demonstra sua intransigência para aceitar um ressurgimento da catástrofe com caráter popular, e não oficialista.&lt;br /&gt; Não há suprimentos alimentares disponíveis para todos, mesmo os trazidos externamente. Com as ruas e estradas locais bloqueadas pelos entulhos e escombros do terremoto, os aviões não conseguem escoar os produtos pelos caminhões da ONU. O que para os governos internacionais é um problema de logística, é para os haitianos ainda lacerados, enfermos ou soterrados um problema de sobrevivência: pessoas morrem nas ruas por ocasião de ossos quebrados, e até sede. Este absurdo é mantido pela conivência da administração internacional da crise (entregue totalmente às Nações Unidas), que pela salvaguarda da “segurança pública” continua protegendo os artigos de consumo privados de mercearias e supermercados através da polícia. &lt;br /&gt; O exemplo criminoso dos resultados dessa linha política de ação ocorreu nesta última sexta-feira, e continuará até que os trabalhadores e o povo pobre haitiano tome nas mãos a condução eficiente de seus esforços: os suprimentos alimentares (que na verdade são barras e biscoitos energéticos em sua maioria), são levados do aeroporto de Porto Príncipe ao epicentro da tragédia através dos caminhões militares da ONU. Dois deles estacionaram ao redor de centenas de haitianos famintos e sedentos por água. Enquanto alguns guardas da brigada entregavam de dentro do caminhão esses artigos, já pobremente nutritivos em si, outros dois guardas ficavam pelo lado de fora do caminhão empurrando para trás e puxando as pessoas, algumas com crianças no colo, sem que sequer tivessem conseguido apanhar a “ajuda”. São afastados do veículo para “assegurar a ordem”. &lt;br /&gt; O procedimento mais provocativo é exercido em seguida: quando a situação da lenta distribuição de alimentos fica conturbada pela razão, mais que justificada, da necessidade imperiosa que deles têm o povo pobre haitiano, os dois caminhões desertam o lugar, e dirigem-se para longe da multidão sem sequer ter atendido a todos, enquanto são perseguidos por haitianos inconformados pela humilhação a que tiveram de se submeter.&lt;br /&gt; Obrigar a ordem quando a primeira necessidade é entregar absolutamente toda a remessa alimentícia da maneira mais rápida possível, e ainda por cima deixar o local sem concluir essa tarefa?!&lt;br /&gt; Nesse ímpeto sujo de querer dominar e subordinar as necessidades mais elementares dos haitianos às taras morais e à defesa de seus interesses durante a operação de resgate, nessa luxúria monstruosa de carregar a situação a seu modo sem comunicar a participação dos próprios haitianos, com a idéia mesquinha de que a população só pode sobreviver pela caridade privada dos países imperialistas, a ONU apenas provoca a fúria da multidão de Porto Príncipe, principalmente por ser negada a esta a apropriação dos bens de consumo já existentes nos depósitos comerciais da capital. &lt;br /&gt; A proteção da propriedade privada contribui ruinosamente com a catástrofe natural do terremoto, e fornece seu próprio golpe de mão na massa desamparada e amarrada. Há crescente polarização entre os haitianos atingidos pela trágica destruição de sua capital e agindo com a população de Porto Príncipe por seus próprios métodos e os sargentos oraculares do imperialismo atando pés e mãos da autodeterminação dos trabalhadores e do povo pobre.&lt;br /&gt; Em meio à abundância, com um aparato de produção que, bem dirigido e organizado, poderia cobrir todas as necessidades atuais da humanidade, o capitalismo se mostra incapaz de suprir as contingências de uma cidade, e condena milhões de homens ao desemprego, a miseráveis prestações sociais e à fome.&lt;br /&gt; Esse é o real caráter do capitalismo “democrático” norte-americano: a ditadura tirânica pelo controle dos destinos dos povos oprimidos, coloniais e semi-coloniais, em qualquer situação, que estrangula a independência das atividades de massas populares por sua própria direção, submetendo-a à burguesia “democrática” internacional. Não somos contrários a todo tipo de ajuda médico-hospitalar e alimentar durante esse momento de inimaginável sofrimento do povo haitiano, mas trata-se justamente disso: não somos contrários a ajudas reais. O auxílio real prestado pelas Nações Unidas, a comando dos EUA, afora as equipes de resgate, é mínimo.&lt;br /&gt; Mais uma vez, a escassez de suprimentos alimentares é gravíssima. Mesmo na urgência pelo saneamento desta situação catastrófica os EUA jogam seu papel como em mais uma etapa até a posição de explorador exclusivo. Em entrevista coletiva à imprensa burguesa norte-americana, os três últimos presidentes estadunidenses, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama, anunciaram que “entraram em coalizão em solidariedade ao Haiti” (inaugurando o fundo de ajuda Clinton-Bush), acompanhado da afirmação de Obama, “O único recurso natural que os EUA possuem é a coragem e a compaixão”. Talvez nunca um dirigente da pirataria imperialista tenha sido tão honesto: em consequencia, os americanos pilham os recursos naturais das outras regiões do mundo.&lt;br /&gt; E onde se encontram as classes dirigentes capitalistas brasileiras nesse quadro? São o capacho sobre que pisam os homens acima. Poucas vezes na história um país inteiro resumiu através de suas brigadas militares o papel vergonhoso de carro alegórico do imperialismo mundial. As tropas militares da MINUSTAH ainda se encontram em território haitiano; mais militares serão enviados. Acima de todas as atitudes reacionárias do governo brasileiro, esta é até agora insuperável: de acordo com fontes da rádio CBN, o Brasil enviará ao Haiti, por ordem da segurança pública, “armas não-letais”, balas de borracha, pois, segundo a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luisa, “nesse momento, o que se precisa é de proteção a todos”.&lt;br /&gt; Balas de borracha! O Brasil carrega nas costas como um servo a reação de seu próprio tirano; humilha-se para não engrandecer os esforços heróicos do povo haitiano. A história recente não apresenta elemento mais mercenário e vergonhosamente subalterno que a burguesia brasileira.&lt;br /&gt; Esses sacos de vento, esses Floriano(s) Peixoto(s), que não podem querer nada, porque não têm vontade própria, porque só desejam o que lhes é ordenado, e que são incapazes de analisar da maneira mais trivial a situação atual do Haiti e questionar o que lhes é gritado de cima – são por ora desacreditados, uma vez que ainda não têm permissão direta de cumprir aquilo que fazem melhor: serem aríetes diretos do povo. O chefe da “missão de paz” da MINUSTAH, sr. Floriano Peixoto Vieira Neto, carrega as ordens da Corte Suprema de Washington pedindo humildemente para participar da operação de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     “Preferira ser uma pulga em uma ovelha,&lt;br /&gt;                        Do que tão valente ignorância”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Além do batalhão da octogésima-segunda divisão aérea norte-americana com 700 tropas, os três navios cargueiros trazendo mais de 3,200 fuzileiros navais da costa leste, e 19 helicópteros, todos a chegar ao Haiti nos próximos dias, o patrulhamento da capital receberá a ajuda complementar dos reforços brasileiros, além dos membros da MINUSTAH já instalados. Aí está finalmente o tipo de “ajuda” que os dirigentes burgueses fornecem sem qualquer parcimônia.&lt;br /&gt; Os povo haitiano precisa do envio de equipes de resgate, corpos de bombeiro, equipamentos e utensílios médicos, juntamente com a equipe preparada para tanto, e não da afluência de soldados dos quatro cantos do mundo. Queremos aqui fazer uma denúncia aberta ao reitor Fernando Costa da Unicamp, por ter a política de, ao invés de enviar equipes médicas e utensílios hospitalares ao Haiti para acudir a sua recuperação, enviar um helicóptero da universidade para fazer retornar ao Brasil os estudantes que foram para lá em atividade de campo, que cumprem o papel importante de corresponderem-se conosco diretamente in locu, e que estão agora abrigados na embaixada brasileira. As atividades, no mínimo, não são excludentes; entretanto, a direção da universidade só se presta à segunda tarefa. Isso só reforça a certeza de que para o reitor da Unicamp, a universidade não tem nada que ver com problemas extra-acadêmicos.&lt;br /&gt; O capitalismo mais uma vez se mostra completamente incapaz a prosperidade das massas trabalhadoras e do povo explorado por seu regime e, sobretudo, de assegurar a paz. A sua reserva de direitos humanitários significa a proteção uniforme dos direitos imperialistas do colosso yanqui de dominar os países da América e do Caribe, condenando-os à espera da ajuda de seus punhos de aço recoberta pelas luvas das pretensões demagógicas de amizade e “democracia”. &lt;br /&gt;Nós do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp reforçamos toda a nossa solidariedade ao povo haitiano que padece mais essas dores e humilhações adicionais pela tirania do capital internacional. Nosso grito é: retirada imediata e incondicional das tropas da MINUSTAH do Haiti! Repudiamos absolutamente a política grosseira do governo brasileiro de enviar balas de borracha e demais artefatos bélicos para auxiliar a repressão! Que os haitianos se apropriem dos artigos de consumo disponíveis em seu país que ademais só podem resultar frutos de seu trabalho durante a escravidão moderna!&lt;br /&gt; Convocamos novamente todos os sindicatos, centrais sindicais, organizações estudantis, o MST e demais organizações de esquerda a uma frente única de combate contra a repressão do povo haitiano pelos governos internacionais, capitaneada pelo reacionário governo de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp: gestão “Terra em Transe”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-8596745908290243865?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/8596745908290243865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sab-161.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8596745908290243865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8596745908290243865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/condicoes-no-haiti-sab-161.html' title='Condições no Haiti (Sáb, 16/1)'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-8151782657995699752</id><published>2010-01-18T19:01:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T19:03:09.892-08:00</updated><title type='text'>Campanha em solidariedade ao povo hatiano</title><content type='html'>Nesta última terça-feira, pela noite, uma grande catástrofe sobreveio no Haiti por ocasião de um terremoto, como veicularam todos os meios midiáticos. A tragédia natural numa região como Porto Príncipe, perpassando os furacões que o atingiram em 2004, parece ser a apoteose e a culminação do que resta dos destroços sociais da população haitiana,  assediada e brutalizada pela persistente “missão de paz”, i.e. intervenção militar, das tropas da ONU instaladas no Haiti desde a remoção do ex-presidente Jean Baptiste Aristide em 2004.&lt;br /&gt; Praticamente todas as estradas e ruas estão bloqueadas com detritos e escombros das construções. Não há comida nem água potável disponível com facilidade, enquanto as franzinas forças policiais haitianas impedem pela violência que a população se apodere dos artigos de consumo existentes em lojas, supermercados e mercearias da capital. Disparos frequentes são ouvidos desde a noite desta última quarta-feira; a eletricidade é quase inexistente, e se concentra em hotéis e residências mais afastadas do epicentro do terremoto. Nos hospitais, vivos enfermos se misturam a corpos já sem vida pelos corredores. Trabalhadores dentro de várias camionetes de polícia – os primeiros veículos policiais vistos nas ruas da capital desde o terremoto – ocupavam-se recolhendo os corpos.&lt;br /&gt; O presidente haitiano René Préval encontra-se, desde o ocorrido, afastado do centro da cidade, isolando-se no aeroporto. Seu ponto de contato com as massas haitianas desesperadas e sem moradia – depois de muito silêncio e completo desligamento com as condições do povo - se dá através de caminhões de som, chamando pela calma, encorajando a não se tomar atitudes extremas e de que é necessária a “mais prudente colaboração”. Não se dispõe a aparecer no epicentro dos eventos trágicos da capital para fornecer a mais elementar confiança aos feridos e macerados. Torna seus os desejos e comandos da ONU e só pode querer aquilo que lhe é ordenado.&lt;br /&gt; O presidente dos EUA Barack Obama disse que esse é “um daqueles momentos que necessitam da liderança norte-americana”. E já mostrou a que liderança se refere. Os necessários 500 milhões de dólares prometidos são acompanhados pelo envio de porta-aviões, caças a jato e mais 2000 fuzileiros navais para “assegurar a ordem pública”. Aviões cargueiros trarão tropas canadenses e francesas de reconhecimento do terreno nos próximos dias (as mesmas equipes militares que acorreram ao Haiti em 2004 depois da retirada do ex-presidente) para, além da ajuda humanitária à qual estamos em completo acordo, mostrar aos haitianos, segundo a Secretaria de Estado Hillary Clinton, “onde podem ir, e que tipo de ajuda podem esperar”.&lt;br /&gt; Concordamos com toda a ajuda em suprimentos alimentares, fornecimento de água potável e demais auxílios financeiros, e há que ser urgente e prioritário agora. Mas isso não pode ser acompanhado do envio de ainda mais contingentes militares de contenção do povo haitiano, que com a ocupação policialesca do Haiti não pode resolver nenhum problema social decisivo, e a prova real desse fato é a própria MINUSTAH (nome da “missão de paz” da ONU em vigência no Haiti, renovada por mais um ano no fim de 2009, capitaneada pelo Brasil): não deve desaparecer de nossa vista que muitos aspectos de destruição e insalubridade que parecem ter sido trazidos pelo terremoto já existiam no local muito antes desse, e permaneceram muito depois dos milhares de militares enviados ao país.&lt;br /&gt; O destino do Haiti deve estar inescapavelmente nas mãos do povo haitiano, sem que se precise converter milhões de trabalhadores em mendigos sustentados às expensas da caridade estatal e privada. Nós do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp repudiamos a presença da invasão militar da MINUSTAH e reivindicamos a sua retirada imediata e incondicional do território haitiano; da mesma maneira, repudiamos a utilização desse momento de extrema necessidade da população da capital como pretexto para inundação do país com maior presença das Forças Armadas internacionais. Chamamos a vinculação à campanha democrática de solidariedade lançada pela Conlutas em defesa da auto-determinação da população do país caribenho contra a afluência repressora dos diversos imperialismos, e convocamos todos os sindicatos, centrais sindicais, organizações trabalhadoras e estudantis para a construção de ações comuns (atos, campanhas finaceiras...) em solidariedade ativa ao oprimido povo haitiano, a denúncia política da invasão opressora em pleno vigor no mesmo momento em que escrevemos e chamando o não pagamento da dívida externa do Haiti, hoje de quase 2 bilhões de dólares, para que esta soma seja totalmente convertida na resconstrução daquele país.&lt;br /&gt;                                                 &lt;br /&gt;                                               Centro Acadêmico de Ciências Humanas: Gestão “Terra em Transe”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-8151782657995699752?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/8151782657995699752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/campanha-em-solidariedade-ao-povo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8151782657995699752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8151782657995699752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/campanha-em-solidariedade-ao-povo.html' title='Campanha em solidariedade ao povo hatiano'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-9034982575714615412</id><published>2010-01-15T19:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T19:18:25.188-08:00</updated><title type='text'>Reunião sobre campanha de solidariedade ao Haiti será realizada nesta segunda-feira (18) em SP</title><content type='html'>Uma reunião será realizada nesta segunda-feira (18), às 10h, no Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec) em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encontro será discutida a campanha em solidariedade ao Haiti independente dos governos. Entidades como a Conlutas, Jubileu do Sul, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outras organizações, estarão presentes para definir entre outros assuntos,  qual a melhor forma de contribuir e arrecadar fundo para ajudar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião será realizada na rua Doutor Rubens Meireles, 136, uma travessa da avenida Marquês de São Vicente, no bairro da Barra Funda - São Paulo – SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Haiti mais do que nunca precisa de solidariedade de classe diante da tragédia que devastou o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação Conlutas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-9034982575714615412?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/9034982575714615412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/reuniao-sobre-campanha-de-solidariedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/9034982575714615412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/9034982575714615412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/reuniao-sobre-campanha-de-solidariedade.html' title='Reunião sobre campanha de solidariedade ao Haiti será realizada nesta segunda-feira (18) em SP'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-2718998336426317249</id><published>2010-01-14T16:01:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T16:10:51.154-08:00</updated><title type='text'>Visite o blog dos pesquisadores da Unicamp que estão no Haiti:</title><content type='html'>No blog há relatos dos estudantes e professor da Unicamp que estão no Haiti desde o começo de janeiro e se encontram lá neste momento.&lt;br /&gt;Toda solidariedade ao povo haitiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://lacitadelle.wordpress.com/2010/01/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-2718998336426317249?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/2718998336426317249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/visite-o-blog-dos-pesquisadores-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2718998336426317249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2718998336426317249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/visite-o-blog-dos-pesquisadores-da.html' title='Visite o blog dos pesquisadores da Unicamp que estão no Haiti:'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4646690430849004364</id><published>2010-01-14T15:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T20:11:15.227-08:00</updated><title type='text'>Urgente! Haiti: um país que precisa de solidariedade internacional de classe</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_us24O2bVBII/S0_q05fnt0I/AAAAAAAAABU/dwupdoIzw4c/s1600-h/haiti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_us24O2bVBII/S0_q05fnt0I/AAAAAAAAABU/dwupdoIzw4c/s320/haiti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426814270512281410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O terremoto que arrasou o povo haitiano deixou estragos por toda a parte&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O cenário é de destruição, a população em meio aos escombros perambula sem perspectiva alguma. Imagens veiculadas na grande imprensa mostram o povo desolado que retira os destroços com as mãos em busca de sobreviventes. Há falta de água potável, alimento e energia elétrica. Estima-se mais de 100 mil mortos e 3 milhões de desalojados. Sem alternativa as pessoas dormem nas ruas da capital Porto Príncipe.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O país está devastado e o povo haitiano espera por ajuda diante de um governo paralisado. Enquanto isso soldados são enviamos aos montes, com o pretexto de ajudar a população, que ao invés de militares armados, precisa de médicos para tratar os enfermos, bombeiros para apagar os focos de incêndio espalhados por toda a cidade, alimento e água potável. O governo brasileiro enviou militares e suprimentos que somam mais de 14 toneladas de alimentos e remédios. Porém grande parte destes recursos será destina para o abastecimento do próprio contingente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Diante de tanto terror os recursos demoram a chegar. O país mais pobre do mundo,  enfrenta problemas com cerca de 80% da população desempregada, a falta de estrutura, a exploração por meio da mão de obra barata e se depara com mais um campo de guerra, porém esta batalha deve ser superada não com soldados, e sim com o dinheiro que abastece os militares estrangeiros (Minustah) sendo revertido a população para a reconstrução do seu país.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo o representante da Conlutas, Dirceu Travesso, o Didi, este fato se dá pelas relações socioeconômico e perversidade das grandes potências que não aceitaram a única revolução de escravos que se libertou. “Todo este quadro que existe hoje no Haiti, é fruto de uma política perversa de ocupações, de exploração”, informa Didi.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Relatos retirados do blog de pesquisadores da Unicamp que estão no Haiti, revelam a dimensão da tragédia. Uma das declarações é de Otávio Calegari que integra o grupo de estudantes. "A situação em Porto Príncipe esta bem complicada. O terremoto foi bastante assustador. (...) A Minustah simplesmente inexiste nos bairros pobres ou no centro da cidade. Provavelmente estão cuidando dos figurões da ONU e de seus próprios militares que morreram. Tenho a impressão de que este foi o golpe fatal no Haiti”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para Didi, falar de ajuda humanitária, enquanto ainda se cobra a divida externa que chega a 1 bilhão de dólares é no mínimo contraditório. A Organização das Nações Unidas (ONU) não é um organismo da humanidade, e sim dos estados, e dos grandes interesses econômicos. “Esta organização segue a lógica das transnacionais tentando vender a falsa impressão de ajuda humanitária quando da verdade sabemos que visam explorar os países pobres”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim existe a propaganda de que o envio de tropas é para a ajuda humanitária. O povo haitiano é castigado há mais de cinco anos com a presença de soldados que nada fizeram durante este período para melhorar a situação estrutural do país. Agora esta “ajuda” será triplicada em mais soldados e menos do que os haitianos realmente precisam: recursos básicos para sua sobrevivência: água, comida e respeito, que só será conquistado quando as tropas estrangeiras (Minustah) deixarem o Haiti.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;São anunciados os números da ajuda internacional de governos e organismos internacionais. Ninguém fala nas cifras gastas nos últimos anos para manutenção de uma ocupação militar que em nada melhorou a vida do povo haitiano. Só o Brasil gastou cerca de 700 milhões de dólares nos últimos seis anos. O cálculo é que a ONU gastou cerca de 3,2 bilhões de dólares. Vão tentar mais ainda dar uma cara de ajuda humanitária para a manutenção de uma intervenção militar a serviço dos interesses econômicos das multinacionais e do imperialismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Didi ressalta a importância da participação de todas as entidades. “Chamamos a todas as entidades e organizações para que lancemos uma campanha de arrecadação de recursos independentes dos organismos oficiais que sejam encaminhados as nossas organizações irmãs, sindicais e populares do Haiti”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Redação Conlutas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;Abaixo segue a conta da Conlutas para os depósitos de Solidariedade ao Povo do Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;b&gt;Banco do Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Associação Coordenação Nacional de Lutas&lt;br /&gt;AG: 4223-4&lt;br /&gt;C/C – 8908 – 7&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4646690430849004364?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4646690430849004364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/urgente-haiti-um-pais-que-precisa-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4646690430849004364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4646690430849004364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2010/01/urgente-haiti-um-pais-que-precisa-de.html' title='Urgente! Haiti: um país que precisa de solidariedade internacional de classe'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_us24O2bVBII/S0_q05fnt0I/AAAAAAAAABU/dwupdoIzw4c/s72-c/haiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-8702555667875028626</id><published>2009-06-04T06:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T06:49:59.931-07:00</updated><title type='text'>IFCH FECHADO PARA BALANÇO!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde ontem, 03/06, os estudantes do IFCH estão em greve. Numa assembléia com mais de 350 pessoas, decidimos parar nossas atividades cotidianas para lutarmos pela seguinte pauta de reivindicação:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pela contratação imediata de professores e funcionários por concurso público&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não à Univesp&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pela readmissão imediata do Brandão (diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pelo fim da terceirização na universidade: incorporação imediata dos que trabalham e abertura de novos postos de trabalhopor concurso público&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mais bolsas de pesquisa na graduação e na pós&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pela abertura de cursos de História e Filosofia noturnos com a contratação de professores e funcionários adequada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Todo apoio à greve dos trabalhadores da Unicamp e da USP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A greve é um momento e um espaço privilegiado de formação política. Estamos organizando inúmeras atividades em nosso instituto de manhã até à noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;PARTICIPEM!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-8702555667875028626?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/8702555667875028626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/06/ifch-fechado-para-balanco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8702555667875028626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/8702555667875028626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/06/ifch-fechado-para-balanco.html' title='IFCH FECHADO PARA BALANÇO!'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-5935365028534911040</id><published>2009-05-28T06:18:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T06:19:03.358-07:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA À COMUNIDADE DO IFCH</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;               O Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) vem por meio desta esclarecer os acontecimentos decorridos da festa realizada no último dia 21 de maio (quinta-feira), nas dependências do IFCH, e apresentar nossas proposições políticas a esse respeito.&lt;br /&gt;               Gostaríamos de reiterar que entendemos que o espaço da Unicamp pode e deve ser ocupado, seja pela comunidade universitária, seja pela população que está fora do espaço acadêmico. A realização de festas no campus, de discussões políticas e de apresentações artísticas e culturais são maneiras de fazê-lo. Todos sabemos qual é a política da reitoria neste sentido: proibição de festas, conivência com a  invasão da Polícia Federal na Muda, cerceamento da autonomia dos estudantes em ocupar o espaço de nossa universidade, orientando os vigilantes (terceirizados!) a coibir rodinhas no gramado ou exibições de filmes, a limitar a entrada de carros durante a noite. Entendemos que as festas, particularmente, são importantes para garantir a autonomia financeira do movimento estudantil e para arrecadar fundos para outros movimentos com os quais temos concordância política, tais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), auxiliando no financiamento de atividades importantes destes movimentos, como é o caso da alfabetização de jovens e adultos do acampamento Elizabeth Teixeira do MST em Limeira.&lt;br /&gt;            Tendo em vista a importância de ocuparmos os espaços públicos, como o universitário, reafirmamos que deve ser um compromisso daqueles que o fazem zelarem por estes espaços, garantindo a sua preservação. Não foi isso que aconteceu na última festa realizada no IFCH. O banheiro masculino recém-reformado do primeiro andar do Prédio da Graduação foi depredado com pichações nas paredes e arranhões no espelho. É lamentável que num espaço como a universidade pública, onde seria elaborado o pensamento crítico e responsável, ocorram fatos como este. Nós, do CACH, repudiamos veementemente este ato de vandalismo. É preciso que todos nós nos comprometamos com o cuidado do patrimônio público, contudo utilizamos enquanto o espaço de nosso instituto enquanto Centro Acadêmico e enquanto Centro Acadêmico nos responsabilizamos por ele. Neste sentido, organizaremos, na manhã da próxima terça-feira, 02/06, dia de paralisação no IFCH, um mutirão para remover as pichações. Convidamos a tod@s para nos ajudar na limpeza.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Gestão Oboré&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2008/2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-5935365028534911040?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/5935365028534911040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/carta-aberta-comunidade-do-ifch.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5935365028534911040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/5935365028534911040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/carta-aberta-comunidade-do-ifch.html' title='CARTA ABERTA À COMUNIDADE DO IFCH'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-3022510449198792117</id><published>2009-05-27T18:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T18:54:28.872-07:00</updated><title type='text'>ATENÇÃO: Quinta-feira (28) começa a GREVE dos trabalhadores na Unicamp</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na manhã de quarta-feira (27) cerca de 200 trabalhadores se reuniram numa assembleia bastante polarizada que discutia o indicativo de greve apontado pelo Fórum das Seis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Debateu-se duas propostas: a primeira de inicio de greve na quinta-feira (28) e, outra, de paralisação na quinta e realização de nova assembleia na sexta-feira (29) para analisar os resultados da reunião com o reitor que acontece na quinta-feira (28) às 16h30 e possível deliberação para greve. A assembleia, por maioria, decidiu pelo inicio da greve na quinta-feira (28 de maio). O calendário de manifestações está mantido: com manifestações em frente a reitoria durante todo o dia de quinta-feira (28) e nova assembleia na sexta-feira (29). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A decisão da assembelia por&lt;strong&gt; GREVE&lt;/strong&gt; se deu por conta da insatisfação dos trabalhadores na negociação de isonomia com a USP no auxilio alimentação - esse ponto foi apontado como principal da negociação da pauta especifica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pauta Específica: A pauta específica da Unicamp trata das questões relativas aos programas educativos e da negociação da jornada da saúde e outros pontos da nossa Paula Específica ligados à Carreira e Recursos Humanos. A assemblelia começa quinta-feira (28) com manifestação em frente a reitoria o dia todo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-3022510449198792117?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/3022510449198792117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/atencao-quinta-feira-28-comeca-greve_27.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3022510449198792117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/3022510449198792117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/atencao-quinta-feira-28-comeca-greve_27.html' title='ATENÇÃO: Quinta-feira (28) começa a GREVE dos trabalhadores na Unicamp'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-6755960560531286556</id><published>2009-05-27T18:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T18:50:07.378-07:00</updated><title type='text'>Assembléia do IFCH 26/05</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesta última segunda-feira, mais um ato unificado das universidades estaduais paulistas aconteceu na Usp, quando estava marcada a segunda rodada de negociação do Cruesp com o Fórum das Seis. Da mesma forma que na semana passada, o Conselho de Reitores manteve sua intransigência em não permitir que Claudionor Brandão, dirigente do Sintusp demitido, participasse da negociação. Além disso, também quis reduzir o número de representantes dos DCEs, numa clara afronta aos trabalhadores e aos estudantes que tem o seu direito legitimo de serem representados pelos representantes que elegeram.&lt;br /&gt;Diante do impasse, o ato passou a fazer uma pressão política, com palavras de ordem e batuques, para a entrada de nossos representantes. A negativa do CRUESP acabou acirrando os ânimos de um grupo de estudantes que acabaram por romper a porta da reitoria e ocupar o prédio.&lt;br /&gt;Como já estava marcada de antemão uma plenária estudantil das estaduais paulistas, os estudantes optaram por realizar a plenária na porta da reitoria a fim de manter a ocupação até que se decidisse sobre a mesma. Definiu-se, por fim, que os estudantes acatariam a posição dos trabalhadores da Usp que, embora considerassem a ocupação legítima, nos recomendavam a desocupação. A plenária discutiu também a mobilização nas universidades e, entre outras questões, aprovou a construção de um comando de mobilização estadual composto por estudantes delegados nas assembléias de base, com o intuito de aprofundar a articulação estadual.&lt;br /&gt;Ontem, realizamos uma assembléia dos estudantes do IFCH com a finalidade de discutir a mobilização estadual, como já estamos fazendo há quinze dias. Com um número bastante grande de estudantes (cerca de 250 no auge), deliberamos as seguintes questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A próxima assembléia, com a pauta da mobilização estadual, será no dia &lt;strong&gt;02/06,&lt;/strong&gt; às 18h, para contemplar os estudantes do noturno.&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;Paralisação estudantil&lt;/strong&gt; com atividades (que seguem abaixo), na terça-feira, &lt;strong&gt;02/06.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;Todo apoio ao indicativo de greve&lt;/strong&gt; dos trabalhadores da Unicamp&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Indicativo de greve estudantil para terça-feira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a ser avaliado na assembléia do dia 02/06, com a seguinte pauta: pela contratação imediata de professores e funcionários via concurso público; contra a Univesp, pela readmissão de Brandão, contra a terceirização&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, vemos que o IFCH deu um importante passo na mobilização estadual, assim como os estudantes da Unesp de Marília, que tiraram hoje a greve estudantil a partir de amanhã. Nesse sentido, é muito importante que todos os estudantes participem das discussões e atividades que estamos impulsionando e que estejam interados nos desdobramentos da mobilização no IFCH e da Unicamp.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-6755960560531286556?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/6755960560531286556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/assembleia-do-ifch-2605.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6755960560531286556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/6755960560531286556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/assembleia-do-ifch-2605.html' title='Assembléia do IFCH 26/05'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-4123383346381639092</id><published>2009-05-26T20:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T20:27:01.602-07:00</updated><title type='text'>Ensino à distância, a panacéia da educação brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Temos assistido a diversos movimentos do governos federais, estaduais e das reitorias das universidades públicas brasileiras, na direção de ampliar as plataformas de ensino à distância no conjunto do sistema de ensino brasileiro. As medidas tomadas, como sempre, pouco refletem uma verdadeira discussão da comunidade universitária – docentes, funcionários e estudantes. Os maiores interessados pouco são consultados.&lt;br /&gt;            O ensino à distância, que para nós, das estaduais paulistas, se materializa no Projeto da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), vem no sentido de substituir o ensino presencial e precarizar ainda mais a carreira docente. O intuito é claro se olharmos, por exemplo, para o curso inicial da Univesp, que visa formar, no curso de pedagogia, 5000 professores não-licenciados que atuam no ensino infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. O curso será de 3 anos e cada turma de 50 alunos deverá ter como responsáveis 1 orientador e 2 tutores, que servirão como apêndices das ferramentas de ensino à distância - utilização de softwares e programas transmitidos em parceria com a TV Cultura.&lt;br /&gt;            Ao contrário do ensino à distância dos países desenvolvidos, reivindicado pelos defensores da introdução desse tipo de ensino no Brasil, que serve como mais uma ferramenta a ser utilizada no processo de aprendizagem, aqui o ensino à distância vem para substituir a “mão-de-obra custosa” dos docentes nas Universidades, ao mesmo tempo em que faz com que “pacotes” de ensino sejam apresentados e repetidos sem grandes gastos. Ele significa a junção do útil ao agradável – redução de custos e maior controle sobre o que é ensinado. A garantia do “aprendizado” deve ser controlada pelo Estado através de avaliações como o ENADE e outras que surgirão. O Estado deixa de ser o provedor e passa a ser o fiscalizador do Ensino. A figura do docente passa a ser a figura do monitor, ou do tutor, e o processo de ensino-aprendizagem se torna manco, passa a ser basicamente um processo de aprendizagem fiscalizada.&lt;br /&gt;            Esses pontos destacados vêm na contramão de todo o discurso que vem sendo repetido pelos governos e reitorias. A expansão de vagas da universidade pública, gratuita e de qualidade não passa de demagogia. É necessário que tenhamos clareza e consigamos demonstrar para a população que a expansão tão falada não é da universidade pública, gratuita e de qualidade, mas da universidade telecurso.&lt;br /&gt;            Se não nos debruçarmos firmemente em cima do significado a longo prazo do ensino à distãncia e se não formos capazes de responder com um projeto alternativo de expansão de vagas e de universidade pública, a universidade que conhecemos e que gostaríamos que fosse acessível a todos os brasileiros está fadada a desaparecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CONVIDAMOS A TODOS OS ESTUDANTES E ENTIDADES ESTUDANTIS A PARTICIPAREM DA PRÓXIMA REUNIÃO DO COLETIVO UNIVESP, NO DIA 27/05, ÀS 12H, na FE!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-4123383346381639092?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/4123383346381639092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/ensino-distancia-panaceia-da-educacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4123383346381639092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/4123383346381639092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/ensino-distancia-panaceia-da-educacao.html' title='Ensino à distância, a panacéia da educação brasileira'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3867712199082916763.post-2830270152571741342</id><published>2009-05-26T20:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T20:25:42.957-07:00</updated><title type='text'>BOLETIM DO CACH</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;DECISÕES DA ASSEMBLÉIA REALIZADA DIA 12/05&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vem se mostrando, o projeto Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), implantado via Secretaria do Ensino Superior, se levanta às universidades paulistas como mais uma ação de ampliação do ensino público, porém, de uma forma completamente precarizada.&lt;br /&gt;O projeto do governo tucano, semelhante a UAB (Universidade Aberta do Brasil) de Lula, promove a criação de cerca de 60.000 vagas até 2010 para formação de professores do ensino básico e médio, a distância. Contrariando o discurso do governo de democratização do ensino, esse projeto só aumenta o abismo social na população, pois forma estudantes apenas através de aulas pela TV Cultura e atividades de avaliação que serão presenciais nos pólos de ensino sediados nas universidades paulistas. O uso da tecnologia, neste caso, não vem como auxiliar no processo de aprendizagem, mas sim como instrumento para precarizar o próprio trabalho docente, e substituir o ensino presencial pelo ensino a distância. &lt;br /&gt;Junto a isso, na UNICAMP, USP e UNESP já aparecem cursos de especiaização e até há projeto de cursos de graduação a distância. Aqui existe em andamento nas Congregações o debate sobre instalar o curso “Pedagogia Inovadora” no IEL e “Gestão em Saúde Pública” na FCM. O IFCH não está fora disso, pois os principais projetos de cursos são nas disciplinas de sociologia e história, o que já vem sendo implantado a passos largos na UNESP.&lt;br /&gt;Dando respostas ao projeto, os funcionários grevistas da USP já encamparam na suas pautas de reivindicações, a anulação desse projeto; as Unesps realizarão a CEEUF (Conselho de Entidades Estudantis das Unesps e das Fatecs) como forma de ampliar e aprofundar esse debate. Na USP, os estudantes realizaram várias assembléias lotadas e estão ocupados na sede do DCE que havia sido fechada pela reitoria.&lt;br /&gt;Diante disso, 12 de maio foi realizada a primeira assembléia geral do IFCH, com o objetivo de apresentar alguma reação à tais acontecimentos. Entendemos também a importância, do aprofundamento e ampliação desse debate, da articulação entre as estaduais, como também da necessidade de responder a esse projeto com um novo modelo de universidade.&lt;br /&gt;Sendo assim, os estudantes deliberaram os seguintes encaminhamentos:&lt;br /&gt;A participação no Encontro Estadual dos Estudantes que irá ocorrer nos dias 22, 23 e 24, visando discutir não só os problemas da educação brasileira como também propor um novo modelo de universidade.&lt;br /&gt;Em conjunto com os estudantes, funcionários e professores das 3 universidades, os alunos decidiram a paralisação das aulas dia 18 de maio com participação no ato que será realizado na USP. Iremos até lá nos soar ao ato que ocorerrá durante a reunião do CRUESP (reunião que junta os reitores das três universidades)&lt;br /&gt;Convidamos também todos os estudantes do IFCH a participarem da assembléia a ser realizada do dia 19 de maio (terça-feira), nas escadarias das Publicações, com o objetivo de debater a construção de uma pauta específica do nosso instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSEMBLÉIA CONJUNTA DO IFCH:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 de maio, às 12h, nas escadas das Publicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAUTA: Construção de uma pauta específica do IFCH&lt;br /&gt;Processo de mobilização contra a UNIVESP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3867712199082916763-2830270152571741342?l=cach-unicamp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/feeds/2830270152571741342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/boletim-do-cach.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2830270152571741342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3867712199082916763/posts/default/2830270152571741342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cach-unicamp.blogspot.com/2009/05/boletim-do-cach.html' title='BOLETIM DO CACH'/><author><name>Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) - Unicamp: gestão Terra em Transe-  de luta e em unidade com os trabalhadores</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17190411028878652650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
